A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) informa que o edital da chamada pública para o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – Agricultura Familiar, do Projeto Floresta+ Amazônia, foi prorrogado até 30 de junho de 2026. A ampliação do prazo permite que mais produtores rurais com áreas de vegetação nativa preservadas possam aderir ao programa e receber compensações financeiras pelo serviço ambiental prestado em seus imóveis.
O PSA beneficia agricultores familiares que preservam áreas de mata nativa, oferecendo pagamentos anuais que variam de R$ 1.500 a R$ 28 mil a proprietários de imóveis rurais de até quatro módulos fiscais. O valor repassado aumenta conforme a extensão da área conservada.
Para participar, os interessados devem se inscrever na chamada pública do PSA, na modalidade Conservação, dentro do Projeto Floresta+ Amazônia, uma iniciativa de cooperação internacional liderada pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o PNUD Brasil e apoio do Green Climate Fund (GCF).
Em Mato Grosso, o projeto conta com o apoio da Seaf, que atua junto aos agricultores familiares, e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), responsável pela regularização e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), requisito fundamental para participar do PSA. Para facilitar o acesso, mutirões regionais têm sido realizados em diversas regiões do estado, como o que ocorreu recentemente em Diamantino, oferecendo orientação técnica e apoio aos produtores.
A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, reforça que o PSA representa um importante mecanismo de fortalecimento da agricultura familiar. “Esse programa leva renda ao produtor e incentiva a continuidade das práticas de preservação. A Seaf está comprometida em apoiar os agricultores em todas as etapas, garantindo que o benefício chegue a quem realmente protege a vegetação nativa.”
Para a coordenadora do Projeto Floresta+ Amazônia em Mato Grosso, Patricia Palermo, a ampliação do prazo vai ajudar o projeto a alcançar mais famílias. “A prorrogação permite alcançar ainda mais famílias e reconhecer o trabalho de quem preserva a floresta. É uma política que valoriza o produtor que mantém sua área conservada e contribui diretamente para a sustentabilidade ambiental.”
A prorrogação do edital reforça o compromisso do Estado com a sustentabilidade, a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar.
Mais informações e inscrições: consulte os canais oficiais do Projeto Floresta+ Amazônia, www.florestamais.org.br ou procure os colaboradores do projeto na Seaf, localizada no Centro Político Administrativo. Todos os municípios do estado podem participar.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.