MATO GROSSO

Seaf promove feira da agricultura familiar em três cidades mato-grossenses

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) vai garantir a presença de pequenos produtores rurais em três importantes eventos de Mato Grosso em 2025: o Festival Internacional de Pesca (FIP), em Cáceres; a Exposição Agropecuária de Confresa; e a feira regional de Barra do Garças.

Com o objetivo de dar visibilidade à produção da agricultura familiar, a Seaf articulou logística e contou com o apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer) e das prefeituras locais para viabilizar a participação dos agricultores, mesmo com um calendário apertado.

Para a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, a iniciativa é importante para o setor. “Essa é uma estratégia de fortalecimento da agricultura familiar e de promoção do desenvolvimento. Nossa missão é garantir que os agricultores tenham acesso a espaços de comercialização, valorização cultural e diálogo com políticas públicas. Quando o campo prospera, toda a sociedade colhe os resultados”, afirma.

Ela está comprometida em garantir que o agricultor familiar seja protagonista da transformação no campo. “A presença nos grandes eventos é estratégica para gerar renda, divulgar os produtos e aproximar o produtor do consumidor urbano”, afirma Andreia. “A Feaftur não é apenas uma feira, é uma ação integrada de desenvolvimento territorial.”

A Feira Estadual de Agricultura Familiar e Turismo Rural começa por Cáceres, de 6 a 10 de agosto, com 30 expositores com produtos como queijos, doces, hortaliças e artesanato durante o tradicional Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIP). A expectativa é de que compareçam agricultores locais e de outros municípios, como, por exemplo, de Nossa Senhora do Livramento.

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Simultaneamente, entre 7 e 10 de agosto, a Feaftur será realizada em Barra do Garças, aproveitando a mesma estrutura e logística de transporte entre os municípios. Após a feira local, os materiais serão encaminhados diretamente para Confresa, otimizando recursos e mantendo o padrão de qualidade para a organização dos produtores da Exposição Agropecuária da cidade, que acontece de 4 a 7 de setembro.

“Não estamos apenas montando barracas. Em Confresa, por exemplo, haverá também um fórum estruturado para discutir o futuro da agricultura familiar. Isso fortalece o setor de forma contínua”, explica o técnico da Seaf/Empaer, Geraldo Donizete Lúcio, um dos organizadores da iniciativa da Seaf e Empaer na Feira Agropecuária do município.

As prefeituras de Cáceres, Barra do Garças e Confresa colaboram com segurança 24 horas, limpeza dos espaços, apoio elétrico e fornecimento de água. “Esse trabalho conjunto foi essencial. Unindo forças, conseguimos reduzir custos e ampliar o alcance das ações. Sozinhos seria inviável”, reforça Geraldo.

A Empaer será responsável pela seleção dos expositores e mobilização dos agricultores em cada município. “A presença dos agricultores nessas feiras é uma ferramenta poderosa de transformação social e econômica. Vamos dar visibilidade a quem realmente produz com dedicação e qualidade”, afirma o presidente da Empaer, Suelme Fernandes. “Estamos fortalecendo não só a comercialização, mas também o sentimento de pertencimento dos produtores no desenvolvimento do estado.”

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A expectativa é que as três feiras movimentem a economia local e ampliem a lucratividade dos pequenos produtores. Além da venda direta, os eventos reforçam a identidade da agricultura familiar junto ao público urbano e fortalecem o diálogo com lideranças sobre políticas públicas para o setor. “A participação nessas feiras é uma vitrine de oportunidades. Os produtores conquistam novos mercados e fortalecem a renda familiar”, complementa Doraci Maria de Siqueira, coordenadora de Acesso aos Mercados da Seaf e fiscal da feira em Barra do Garças.

“Não estamos apenas montando barracas. Em Confresa, por exemplo, haverá um fórum estruturado para discutir o futuro da agricultura familiar. Isso fortalece o setor de forma contínua”, explica o técnico da Seaf/Empaer, Geraldo Donizete Lúcio, um dos organizadores da iniciativa.

“A participação nessas feiras é uma vitrine de oportunidades. Os produtores conquistam novos mercados e fortalecem a renda familiar”, complementa Doraci Maria de Siqueira, coordenadora de Acesso aos Mercados da Seaf e fiscal da feira em Barra do Garças.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil mira grupo familiar envolvido na divulgação de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.

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Jogos digitais e lavagem de dinheiro

Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.

Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.

As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.

Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.

Influencers

As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.

Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.

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Vida de alto padrão

O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.

Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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