A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) publicou, nesta terça-feira (9.9), o resultado preliminar de classificação do edital Bolsa Atleta 2025, que integra o programa OlimpusMT. Com investimentos de mais de R$ 5 milhões, a seleção pública vai atender esportistas da base e do alto rendimento em todo o Estado.
A lista preliminar possui 513 atletas classificados. Destes, 48 esportistas são da categoria Infantil, 77 da Base, 90 da Estudantil, 266 da Nacional e 32 da Internacional. Confira os nomes aqui
Na categoria Infantil, o valor é de R$ 200 por mês; nas categorias Base e Estudantil, as bolsas mensais são de R$ 400 e R$ 800, respectivamente. Essas três categorias são direcionadas à formação de novos talentos.
As outras duas categorias atendem os esportistas de alto rendimento, nas categorias Nacional e a Internacional. Destinadas a atletas com 14 anos ou mais, que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais, as bolsas são de R$ 1,2 mil e de R$ 2 mil por mês.
Reformulado pela atual gestão estadual e com pagamentos em dia, o programa de fomento ao esporte mato-grossense oferta a bolsa de auxílio mensal durante 12 meses aos esportistas contemplados.
O prazo para interposição de recurso ao resultado preliminar de classificação vai de 10 a 23 de setembro. O formulário para recurso, que está disponível no site da Secel (link aqui), deve ser preenchido, assinado e encaminhado exclusivamente ao e-mail [email protected].
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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