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Seciteci doa 310 computadores e forma 370 alunos no programa Recytec

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade e a inclusão digital em 2025 por meio do programa Recytec.

Ao longo do ano foram doados 310 computadores recondicionados a entidades públicas e privadas. Também neste ano, 370 alunos se formaram em cursos na área de informática através de capacitações ofertadas pelo programa.

O Recytec, ou programa de Recondicionamento de Computadores, é uma iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso, através de uma parceria da Seciteci com a Organização Não Governamental (ONG) Programando o Futuro e o Governo Federal.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, explica que a iniciativa visa enfrentar os desafios do gerenciamento de resíduos eletrônicos em Mato Grosso.

“O apoio ao trabalho da Recytec é uma das principais missões da Seciteci. Esse é um programa fantástico que, além de fazer o reaproveitamento ou descarte adequado desses resíduos que poderiam acabar na natureza, forma jovens e adultos em diversas áreas, qualificando esses cidadãos para agregar ao mercado de trabalho mato-grossense”, afirma Allan.

A coleta dos resíduos é feita através de campanhas de doações e participações em eventos de todo o estado. São recolhidas anualmente toneladas de lixo eletrônico que posteriormente são descartados de forma apropriada ou reutilizados nos cursos do projeto.

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Em 2025, o Recytec coletou mais de 25 toneladas de resíduos eletrônicos. Desde 2022, já foram mais de 1.200 computadores doados para cerca de 979 entidades públicas e privadas de 27 municípios.

“Ao longo desses anos, o programa Recytec tem mantido um compromisso firme e responsável com a sociedade. Não apenas coletamos o lixo eletrônico, recuperamos equipamentos, recondicionamos computadores e destinamos a diversas instituições que precisam de inclusão digital. Assim, promovemos transformação social de forma concreta, aproximando tecnologia, educação e sustentabilidade”, destaca o coordenador do programa, Alexandre César Monteiro.

As capacitações geralmente são realizadas pelo projeto na Escola Técnica Estadual de Cuiabá (ETEC), porém neste ano a oferta expandiu, com cursos sendo realizados em outras cidades, como Chapada dos Guimarães, e em parcerias com associações de bairro.

Washington Xavier, presidente do bairro Sen. Jonas Pinheiro III, foi um dos parceiros da Recytec na oferta de cursos na sua região. Segundo ele, a parceria foi muito gratificante.

“A Seciteci está levando conhecimento e dando possibilidade para as pessoas da nossa comunidade e outras terem uma perspectiva melhor de trabalho e estudo”, afirma.

Em 2025 também foram promovidos cursos novos. Além dos tradicionais em informática e reparo de celulares, o programa expandiu a oferta com capacitação em inteligência artificial e design gráfico.

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A equipe do Recytec compromete-se a capacitar os estudantes apresentando os alternativas sustentáveis que se baseiam na reciclagem dos materiais coletados. Em alguns casos, o resultado final são máquinas funcionais que são posteriormente doadas às instituições.

Ana Alice, de 17 anos, foi uma das estudantes do curso de informática intermediária do projeto. A ex-aluna elogiou a qualidade do curso e as competências dos professores que ministram as aulas.

“Eu até já sabia algumas coisas da área, mas aprendi mais e o diferencial do curso que é a certificação. O certificado irá me ajudar muito na hora de conseguir um emprego”, completa Ana.

Colabore com o projeto

O Recytec recebe resíduos como celulares, computadores, tablets, TVs, monitores, teclados, mouses, fones, cabos, pilhas, baterias, câmeras, DVDs, impressoras, eletrodomésticos (pequenos e médios), e outros eletrônicos em geral. A doação pode ser feita por pessoas físicas e jurídicas ou instituições (públicas e privadas).

Basta encaminhar o material até a sede do programa, localizado na Escola Técnica Estadual de Cuiabá (Av. Gonçalo Antunes de Barros – Carumbé), ou agendar uma coleta por telefone: (65) 9 9229-2675.

Fonte: Governo MT – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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