MATO GROSSO

Seciteci inicia aulas de informática básica para adultos e idosos de Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realizou iniciou as atividades do projeto Muxirum Digital MT na região central de Cuiabá, com a primeira aula na última quinta-feira (17.7), no Asilo Santa Rita.

O letramento digital proposto pela Seciteci oferece cursos gratuitos de informática básica para adultos e idosos. O projeto conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

A coordenadora do projeto Muxirum Digital MT, Danyelle Zamar, ressalta a importância da inclusão proporcionada pelo programa principalmente à medida que a sociedade se torna cada vez mais digitalizada.

“O Muxirum digital visa atender pessoas da melhor idade com o objetivo de proporcionar a essa faixa etária o acesso e a compreensão das tecnologias digitais, promovendo autonomia, independência e participação ativa na sociedade”, explica Danyelle.

“Essa capacitação ajuda que essas pessoas não sejam excluídas do crescente mundo digital, aprendendo a realizar atividades do dia a dia como pagar contas, agendar consultas médicas, acessar informações bancárias sem depender de terceiro”, completa.

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A coordenadora também ressalta que o projeto ajuda na conscientização e prevenção de golpes digitais, auxiliando os participantes a identificar e evitar que esse público continue sendo as principais vítimas.

“Não é apenas uma questão de usar tecnologias, mas sim garantir uma vida mais plena, autônoma e conectada com o mundo ao seu redor”, ressalta.

A professora aposentada Renilda Ribeiro está participando do projeto para aprender coisas novas, mas também destaca que a iniciativa proporciona um local de encontro para conhecer novas pessoas e fazer amizades.

A fase piloto do Muxirum Digital oferece aulas em três cidades, sendo Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger.

Com turmas de 40 alunos, a expectativa da Seciteci é que até outubro de 2025 cerca de 280 idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade sejam atendidos.

O nome do projeto Muxirum Digital MT faz alusão ao projeto Mais MT Muxirum, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e que visa alfabetizar pessoas que não tiveram acesso ao ensino na época adequada.

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*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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