A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) está com as inscrições abertas para o curso online de qualificação profissional para auxiliar em escritório. A formação será ofertada no período noturno e exclusivamente na modalidade educação a distância (EAD). Ao todo, são 150 vagas disponíveis e os interessados podem se inscrever até 11 de abril.
O curso visa formar profissionais capacitados para atuar no apoio às rotinas administrativas de empresas públicas e privadas, com foco em organização, produtividade e bom relacionamento interpessoal. A formação irá abordar temas como ética, postura profissional, domínio de ferramentas digitais e noções de gestão documental.
A carga horária do curso será de 160 horas. As aulas online serão síncronas nas segundas, terças e quartas-feiras, das 18h às 20h (horário oficial de Mato Grosso).
Ao final do curso, os alunos estarão aptos a realizar atividades como organização de arquivos, elaboração de documentos, controle de materiais, atendimento ao público, utilização de planilhas eletrônicas e sistemas de CRM, sempre respeitando os princípios legais, ambientais e de segurança da informação.
“Essa é uma oportunidade de qualificação profissional para aqueles que não podem ou querem fazer neste momento uma capacitação através da internet. Inclusive é uma forma de democratizar o acesso a muitos que trabalham e querem continuar se capacitando para melhorar as condições de emprego e renda”, afirma o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.
As inscrições podem ser feitas pelo formulário online (Acesse Aqui) até 11 de abril Após preenchimento do formulário de inscrição, a Seciteci entrará em contato para efetivação via WhatsApp. Para a matrícula será necessário o envio de documentos pessoais com foto (Carteira Nacional de Habilitação ou Carteira de Identidade) e Comprovante de Escolaridade.
O resultado das inscrições deferidas e classificação serão divulgados no dia 14 de abril. As aulas se iniciam em 16 de abril e a previsão de término é 16 de julho. As vagas serão preenchidas conforme ordem de matrícula.
Para outras dúvidas, confira o edital completo clicando aqui, ou entre em contato via WhatsApp pelo número (65) 9 9980 5061.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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