MATO GROSSO

Seduc abre seleção de estudantes para o Programa JoveMTalento

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi de Mato Grosso (IEL-MT), publicou o Edital nº 017/2026/GS/SEDUC-MT, que estabelece os critérios para seleção de estudantes da rede pública estadual interessados em participar do Programa JoveMTalento.

A iniciativa tem como objetivo aproximar os estudantes do mundo do trabalho, por meio do desenvolvimento de competências socioemocionais, técnicas e de protagonismo juvenil. O programa também busca ampliar o contato dos jovens com temas relacionados à inovação, à tecnologia e à cidadania profissional.

O processo seletivo será destinado à formação de cadastro de estudantes para participação no JoveMTalento e para posterior encaminhamento a oportunidades de estágio supervisionado em órgãos públicos e entidades participantes.

De acordo com o edital, poderão participar estudantes regularmente matriculados e frequentando o Ensino Médio Regular ou os cursos técnicos ofertados pela Rede Estadual de Ensino. Também é necessário ter frequência escolar mínima de 80%, não possuir advertências ou suspensões disciplinares registradas nos últimos seis meses e ter 16 anos ou mais no ato da convocação.

Outro requisito previsto é a disponibilidade para cumprir um período mínimo de seis meses de estágio antes da conclusão do 3º ano do Ensino Médio, caso o estudante seja selecionado. No caso de menores de idade, será obrigatória a autorização do responsável legal para formalização do Termo de Compromisso de Estágio.

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Os estudantes considerados aptos deverão atender a todos os critérios do edital, alcançar pontuação mínima de 60 pontos na avaliação prevista e apresentar perfil compatível com as competências técnicas e comportamentais exigidas pelo programa.

Os classificados que não forem chamados de imediato irão compor o Banco de Talentos do JoveMTalento, podendo ser convocados em caso de desistência, desclassificação, abertura de novas vagas ou ampliação do programa.

As inscrições ocorrerão em fluxo contínuo durante a vigência do JoveMTalento conforme o planejamento e cronograma institucional da Seduc-MT e do IEL-MT, com divulgação nos canais oficiais de ambas as instituições.

A seleção final dos estudantes será realizada a partir de entrevista conduzida pelo órgão ou entidade concedente da vaga, considerando os critérios internos, o perfil da oportunidade e a aderência do candidato às atividades propostas.

Os estudantes selecionados e contratados terão direito à bolsa mensal e ao auxílio-transporte, conforme a carga horária do estágio.
Para estudantes do Ensino Médio Regular, a bolsa prevista é de R$ 500,00, além de auxílio-transporte de R$ 209,24, para carga horária de 20 horas semanais. Para estudantes do Ensino Médio Técnico, a bolsa será de R$ 850,00, com auxílio-transporte de R$ 209,24, para uma carga horária de 25 horas semanais.

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O pagamento da bolsa e do auxílio-transporte será de responsabilidade do órgão ou entidade pública concedente do estágio, conforme previsto no Termo de Compromisso de Estágio.

Para permanecer no programa, o estudante deverá manter frequência mínima de 80% nas atividades, manter a matrícula ativa na unidade escolar participante, manter vínculo regular com a escola e apresentar desempenho compatível com os critérios de aprovação definidos pela unidade de ensino. Também não poderá acumular 10 ou mais faltas consecutivas e injustificadas às atividades escolares.

O descumprimento dos critérios de permanência poderá resultar em advertência, desligamento do programa ou substituição por um estudante do Banco de Talentos, após avaliação da Comissão de Seleção.

Os resultados serão divulgados nos canais oficiais da Seduc-MT e do IEL-MT. A atualização será mensal, considerando a classificação dos candidatos em cada etapa do processo seletivo e a movimentação contínua do Banco de Talentos do Programa JoveMTalento.

Mais informações no edital anexo.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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