MATO GROSSO

Seduc amplia plataforma Mais Inglês para alunos do 6º e 7º ano da Rede Estadual

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) lançou, nesta terça-feira (1º.7), a ampliação da plataforma Mais Inglês, que passa a contemplar também os estudantes do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental da Rede Estadual de Ensino. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a empresa Efekta, reforça a estratégia do Governo de Mato Grosso de ampliar o acesso ao ensino da língua inglesa e preparar os alunos para oportunidades acadêmicas e profissionais no Brasil e no exterior.

Utilizada desde 2022 por estudantes do 8º e 9º anos e do Ensino Médio, a plataforma foi totalmente reestruturada para 2026. A nova versão reúne conteúdos inéditos, trilhas gamificadas, metodologias interativas e ferramentas voltadas ao desenvolvimento das quatro habilidades linguísticas, leitura, escrita, compreensão auditiva e conversação, seguindo os parâmetros do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (QECR).

Durante o lançamento, a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, destacou que a ampliação integra um projeto maior de internacionalização das escolas estaduais vocacionadas às línguas. Segundo ela, o objetivo é preparar os estudantes para disputar vagas em universidades e instituições de ensino de outros países.

“Nós queremos que o estudante do Estado de Mato Grosso possa sonhar para além daquilo que vê hoje. Estamos preparando nossos alunos para o mundo, para que possam concorrer de igual para igual a uma vaga em uma universidade, inclusive fora do Brasil. O sonho de vocês não tem limites”, afirmou.

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A secretária ressaltou ainda que o investimento vai além da tecnologia. Segundo ela, o fortalecimento do ensino da segunda língua representa uma política pública voltada à criação de novas oportunidades para os estudantes da rede estadual.

“Uma escola vocacionada tem um custo financeiro, mas tem um valor muito maior, que é o sonho dos nossos estudantes. É nisso que estamos investindo: em abrir portas e criar oportunidades para que eles alcancem seus objetivos”, disse.

A diretora metropolitana de Educação, Aline Andrade, compartilhou sua trajetória como ex-aluna da rede pública para incentivar os estudantes a aproveitarem a nova ferramenta. Ela contou que conquistou uma bolsa de estudos para os Estados Unidos graças ao domínio da língua inglesa adquirido ao longo da vida escolar.

“Eu vim da rede pública, me tornei professora e consegui uma bolsa de estudos para passar seis semanas nos Estados Unidos. Tudo começou com o investimento nos estudos e no inglês. Aproveitem essa oportunidade, porque ela pode transformar a vida de vocês. O céu é o limite”, afirmou.

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Representando a Efekta, o diretor executivo Wagner Lenhart destacou que a parceria coloca à disposição dos estudantes uma das mais modernas plataformas de ensino de inglês disponíveis atualmente.

“O Governo de Mato Grosso está oferecendo aos estudantes o que há de mais moderno e avançado em plataforma educacional de língua inglesa. É uma satisfação fazer parte dessa parceria e contribuir para ampliar as oportunidades de aprendizagem dos alunos”, declarou.


Mais Inglês

A plataforma Mais Inglês oferece um curso estruturado em 16 níveis de proficiência, do básico ao avançado, permitindo que estudantes e professores acompanhem sua evolução de forma progressiva. O acesso é realizado por meio do e-mail institucional da rede estadual, sem necessidade de cadastro adicional.

A ampliação da ferramenta contempla, neste primeiro momento, os estudantes do 6º e 7º anos da rede e reforça a política da Seduc de investir em inovação, tecnologia e qualificação do ensino para ampliar as perspectivas acadêmicas e profissionais dos alunos da rede pública.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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