A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) reforçou, no ano letivo de 2025, a sua política de Educação Étnico-Racional com a distribuição nas escolas da rede estadual da cartilha “Mato Grosso: Por uma Educação Antirracista”, que serve como um guia para a implementação de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade cultural e promovam o respeito às diferenças.
Com 29 páginas, a cartilha leva o leitor a interagir com os conteúdos por meio de QR-Code, conceitos sobre temas relativos, destaque para leis antirracistas, termos e expressões, sugestão de atividades e de leitura, entre outros. O objetivo da cartilha é promover uma educação mais justa e igualitária, com ênfase na inclusão de temas relevantes na formação de educadores e alunos.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, tratar esse tema como prioridade nas escolas é importante. “Se aprendemos a odiar, também podemos aprender a amar e a respeitar as pessoas como elas são. Essa cartilha vai para as escolas com uma linguagem simples, com vários atrativos e recursos acessíveis aos alunos”.
Ele reforça que essa iniciativa reforça o compromisso da Seduc em garantir que todos os estudantes tenham acesso a uma educação que reflita a pluralidade da sociedade, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e engajados na luta contra a desigualdade.
“Com isso, reafirmamos o compromisso do Governo de Mato Grosso, em parceria com o Governo Federal, visando a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola”, completou o secretário.
Capacitação
Em 2024, a Seduc capacitou mais de 10 mil professores da rede estadual em conteúdos que abordam a história e cultura afro-brasileira e africana, além das relações étnico-raciais com a meta de combater o racismo nas práticas pedagógicas e no ambiente escolar, além de reconhecer a diversidade étnico-racial como um aspecto fundamental na formação cidadã dos estudantes.
“Com isso, os estudantes poderão se sentir representados de forma significativa à trajetória e as contribuições de povos afrodescendentes e indígenas para a construção da cultura brasileira, bem como latino-americana”, concluiu Alan Porto.
A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população. De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço. “É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora. Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.
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