A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) divulgou, nesta quinta-feira (27.2), o resultado preliminar dos 100 estudantes que participarão da edição 2025 do programa de intercâmbio MT no Mundo.
A lista completa foi anunciada oficialmente pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, durante visita a Escola Estadual Antônio Epaminondas, em Cuiabá – clique aqui para conferir os selecionados.
Os participantes do MT no Mundo têm todas as despesas pagas, pelo Governo do Estado, para participar de uma experiência de intercâmbio na Inglaterra, por três semanas. Com a terceira edição, os investimentos no programa alcançaram mais de R$ 16 milhões.
A aluna Giovana Souza, de 15 anos, do 1º ano do Ensino Médio da EE Antônio Epaminondas, foi pega de surpresa e recebeu a notícia durante o anúncio realizado pelo secretário Alan Porto. “Foi difícil, mas com estudo e dedicação consegui chegar até aqui. Sinto que aprendi muito e que essa oportunidade também é fruto do esforço da escola. Estou ansiosa para viver essa experiência na Inglaterra”, disse.
Todos os estudantes regularmente matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do ensino médio, nos anos letivos de 2024 e 2025, concorrem automaticamente às vagas para o programa.
Além do curso de General English com 30 aulas semanais de 40 minutos cada e material didático, os estudantes selecionados no programa terão teste de nivelamento de entrada e de saída, certificado de conclusão, cartão de transporte público no país estrangeiro de destino no trajeto da acomodação à escola.
“O Estado também irá custear todas as despesas com a preparação, emissão de documentos, viagem, translado, hospedagem, alimentação, chip de celular com acesso à internet, cartão de transporte público no país estrangeiro, entre outros”, completou Alan.
A líder da Política de Línguas Estrangeiras da Seduc, Juliana Taborelli, reforçou que os estudantes selecionados devem ler o edital na sua totalidade e ficar atentos aos prazos de todas as etapas. “A lista definitiva sairá após o fim do período de recursos, em 05 de março”, disse.
O programa faz parte da Política Educacional de Línguas Estrangeiras da Seduc, uma das 30 políticas que compõem o Plano Educação 10 Anos, que busca posicionar a Rede Estadual entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2026.
Giovana Souza, de 15 anos, foi pega de surpresa com a sua seleção e ficou bastante emocionada
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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