MATO GROSSO

Seduc fortalece ensino de ciência e inovação com Laboratórios Maker na Rede Estadual

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) tem ampliado o acesso à ciência, tecnologia e inovação na Rede Estadual por meio da participação no programa Mais Ciência na Escola, que contempla unidades escolares com Laboratórios Maker (LabMaker).

Os laboratórios foram disponibilizados às unidades escolares por meio do programa, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o que contribuiu para o desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas à experimentação, à criatividade e à resolução de problemas.

Cada unidade recebeu um LabMaker e conta com a atuação de um professor bolsista e de dez estudantes bolsistas, promovendo práticas pedagógicas voltadas à experimentação, à criatividade e à resolução de problemas.

A iniciativa foi destaque durante encontro nacional realizado entre os dias 24 e 26 de março de 2026, em Brasília, reunindo educadores, gestores e estudantes de todo o país.

Durante o encontro, estudantes e professores da Rede apresentaram experiências desenvolvidas nos espaços maker, evidenciando o potencial da metodologia para tornar o aprendizado mais dinâmico e mais conectado às realidades locais.

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O estado foi representado por escolas de diversas regiões, incluindo unidades urbanas, do campo, indígenas e quilombolas, como as escolas CEOM e EEDIEB Prof. Milton Marques Curvo, de Cáceres; a Escola Estadual do Campo Ponce de Arruda, de Acorizal; e a Escola Estadual Indígena de Tempo Integral ETI-Jula Paré, de Barra do Bugres.

Também participaram as escolas estaduais Padre Ernesto Camilo Barreto, de Cuiabá; Escola Estadual do Campo Damião Mamedes do Nascimento, de Jangada; Escolas Estaduais Indígenas Leonardo Crixi Apiaká e Juporijup, de Juara; e Escola Estadual Quilombola Maria Arruda Muller, de Santo Antônio de Leverger.

A EEDIEB Prof. Milton Marques Curvo, de Cáceres, foi um dos destaques do encontro, recebendo um reconhecimento nacional citado pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, como exemplo de protagonismo feminino na ciência. A unidade conta com as dez estudantes bolsistas do programa; formadas exclusivamente por mulheres matriculadas na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para a coordenadora estadual do programa, professora Dra. Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira, a importância da iniciativa reside na ampliação do acesso à educação científica em diferentes contextos.

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“O Mais Ciência hoje alcança duas mil escolas. Dessas, há apenas 2,2% das escolas quilombolas, o que equivale a 22 escolas. Em Mato Grosso, são sete escolas quilombolas e estamos chegando em duas escolas, quase um terço”, disse ela.

Além disso, o programa contempla três escolas indígenas no estado, reforçando o compromisso com a inclusão, a diversidade cultural e a valorização dos saberes tradicionais no desenvolvimento da educação científica.

Programa Mais Ciência na Escola

O Mais Ciência na Escola integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e é parte dos investimentos previstos no lançamento da iniciativa. Além disso, contribui para os objetivos do Programa Escola em Tempo Integral, ao apoiar a qualificação, diversificação e expansão do tempo escolar por meio da aprendizagem baseada em investigação, experimentação científica e abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).

Em Mato Grosso, o programa é uma parceria da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) com a Seduc.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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