MATO GROSSO

Seduc realiza seminário de línguas indígenas para professores de povos originários

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza, entre 26 e 28 de novembro, o I Seminário de Línguas Maternas Indígenas e I Mostra de Práticas Exitosas nas Escolas Estaduais Indígenas para professores de povos originários do Estado, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Cuiabá. O objetivo é compartilhar abordagens didáticas que respeitem e valorizem as culturas e línguas indígenas para promover uma educação inclusiva.

O ensino da língua materna indígena compõe o currículo das escolas indígenas do Estado como fundamento da educação específica, sendo um componente curricular da área de linguagens. A disciplina deve ser ensinada por docente com conhecimento e fluência da língua materna para desenvolver a aprendizagem do estudante.

Segundo o coordenador de Educação Escolar Indígena da rede estadual, Lucas de Albuquerque Oliveira, a língua materna é um componente fundamental para que o povo possa fortalecer o seu pertencimento étnico, desenvolver suas habilidades e competências na perspectiva da cidadania indígena e da sustentabilidade cultural e social.

“O seminário é um estímulo aos professores de línguas originárias, que compõe o currículo das escolas como fundamento da educação específica e diferenciada. Esperamos que, com o evento, as escolas socializem experiências, potencializando assim a estruturação curricular da riqueza que são as línguas dos 48 povos indígenas do nosso Estado”, explicou.

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A vice-presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso, Chikinha Paresí, apontou que o seminário representa um avanço significativo na valorização das línguas maternas indígenas de Mato Grosso, uma vez que está alinhado com a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), da qual ela representa em Mato Grosso.

“Proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o objetivo é chamar a atenção mundial sobre a situação crítica de muitas línguas indígenas em perigo de desaparecimento”, disse ela.

Em 2023, a Seduc e o Conselho Indígena elaboraram a minuta da Política de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso, alinhado ao Programa EducAção 10 anos. O documento objetiva direcionar ações e estabelecer novos parâmetros para o ensino-aprendizagem, além da elaboração de materiais didáticos nas línguas maternas de 48 etnias atendidas pela rede estadual de ensino.

O seminário vai abordar temas como “O fortalecimento das línguas indígenas e a Educação Escolar Indígena”, “Aula de língua indígena como estratégia para o fortalecimento linguístico e cultural”, “Metodologia da pesquisa para ensino de línguas indígenas: Ensino e diversidade” e entre outros.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ampliação da rede trifásica vai ser um divisor de águas, afirma agricultor familiar

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A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso vai reduzir custos de produção, ampliar a produtividade e criar novas oportunidades de negócios para milhares de famílias da agricultura familiar. Com investimento de R$ 1,4 bilhão, o Programa MT Trifásico, lançado pelo Governo de Mato Grosso em parceria com a Energisa, busca levar energia de maior capacidade e eficiência às comunidades rurais.

Para o produtor rural Carlos Roberto Leite da Silva, que trabalha com o cultivo de café há 22 anos, na Chácara Itapejara, conhecida como Café do Produtor, na região da Linha 12, em Tangará da Serra, a ampliação da rede trifásica pode representar um divisor de águas para os pequenos produtores do Estado.

“Essa iniciativa foi de grande valia para nós e vai melhorar muito a realidade de quem mora no campo. Muitos pequenos produtores não têm condições de implantar a energia trifásica por conta dos custos. Com a rede trifásica, além de ter uma energia mais eficiente, os equipamentos utilizados também são mais baratos. Na nossa propriedade, por exemplo, com energia monofásica, precisamos fazer um investimento de R$ 18 mil. Se fosse trifásica, esse custo seria de cerca de R$ 5 mil”, explicou.

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Segundo Carlos Roberto, o benefício vai muito além da redução de custos. A ampliação da rede trifásica cria condições para que produtores familiares possam investir em agroindústrias e agregar valor à produção.

“Muitos produtores que trabalham com lavouras, leite ou frutas sonham em montar uma agroindústria para produzir queijos ou processar polpas, mas encontram dificuldades por causa da energia monofásica. Para nós, que trabalhamos com a indústria do café, a energia trifásica é essencial e vai ser um divisor de águas. Essa iniciativa do Governo do Estado vai ajudar muitas famílias a crescerem e desenvolverem seus negócios”, afirmou.

O Programa MT Trifásico prevê a construção de 5 mil quilômetros de rede trifásica entre 2026 e 2030, com investimento total de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 700 milhões do Governo do Estado e outros R$ 700 milhões da Energisa.

A iniciativa busca ampliar o acesso à energia de qualidade nas áreas rurais, impulsionando a produção, fortalecendo pequenas agroindústrias e promovendo o desenvolvimento econômico dos municípios do interior.

Fonte: Governo MT – MT

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