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Seletivo para cursos técnicos da Seciteci recebe 4.660 inscrições

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O processo seletivo para cursos técnicos gratuitos, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), recebeu 4.660 inscrições, que se encerraram neste domingo (15.6). Ao todo, são ofertadas 1.160 vagas nas capacitações que serão realizadas nas Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) em 15 municípios de Mato Grosso.

Os inscritos puderam se inscrever pelo site da Seciteci e devem ter atenção às próximas etapas do cronograma do edital. Para os candidatos inscritos nas vagas destinadas a ações afirmativas para pretos e pardos, será divulgada, no dia 24 de junho, uma lista com o resultado da verificação da autodeclaração. Entre os dias 25 e 26 de junho, estará aberta a interposição de recursos contra essa lista.

A lista oficial com todos os inscritos será divulgada no dia 30 de junho. A listagem contará com um número específico para cada candidato. No dia 2 de julho, será realizado sorteio público desses números para definir a classificação dos selecionados. A transmissão será feita ao vivo pelo canal da Seciteci no YouTube, às 14h – clique aqui para acessá-lo.

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O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, ressalta que o sorteio é uma forma de democratizar o acesso às capacitações, uma vez que muitos interessados concluíram o Ensino Médio há muito tempo e estão longe da sala de aula.

“É o Governo de Mato Grosso levando oportunidade para as pessoas melhorarem a colocação no mercado de trabalho com cursos técnicos de qualidade. Isso é uma forma de as pessoas mudarem de vida e ajudarem suas famílias por meio da educação profissional e tecnológica”, completa Allan.

Cursos técnicos

Todos os cursos técnicos do edital nº 06/2025 são direcionados a quem está cursando ou já concluiu o Ensino Médio. Eles serão ofertados gratuitamente no período noturno a partir do segundo semestre de 2025. A duração varia de 12 a 24 meses, dependendo do curso.

As cidades contempladas com os cursos foram Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Tangará da Serra e Várzea Grande.

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A oferta varia em cada município, com cursos distribuídos de acordo com a vocação econômica local. Ao todo, são 16 áreas: Administração, Agricultura, Agroindústria, Agropecuária, Agronegócio, Análises Clínicas, Contabilidade, Edificações, Enfermagem, Farmácia, Guia de Turismo, Informática, Logística, Manutenção de Máquinas Industriais, Segurança do Trabalho e Zootecnia.

Clique aqui para mais informações sobre o edital nº 06/2025

*Sob supervisão de Téo Meneses

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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