MATO GROSSO

Sema reforça compromisso socioambiental de MT em feira internacional

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) participa nesta semana, em Nantes, na França, da Carrefour International Du Bois, considerada a principal feira internacional da cadeia produtiva da madeira, para reforçar o compromisso socioambiental do Governo de Mato Grosso e do setor produtivo na produção de madeira nativa.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destaca que Mato Grosso possui um sistema moderno de rastreabilidade da madeira, desde a sua origem até o consumidor final. O Estado também é referência em manejo florestal.

“Nós temos uma oportunidade única com o novo acordo Mercosul e União europeia de introduzir valor agregado a madeira nativa mato-grossense. É uma oportunidade de transformar o componente ambiental, que era visto como um empecilho, para a comercialização da madeira nativa como uma oportunidade diferenciada de um produto com responsabilidade ambiental, social, e também de alto valor e potencial comercial para esse mercado que é tão exigente”, ressaltou a secretária.

Para o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Gleisson Tagliari, a presença do Governo de Mato Grosso no evento internacional reforça a credibilidade do setor florestal e o compromisso dos produtores e exportadores que atuam em Mato Grosso.

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“O Cipem, com apoio da Sema e demais parceiros, trabalha pelo fortalecimento e consolidação do manejo forestal, promovendo a rastreabilidade da produção e assegurando a legalidade da madeira de Mato Grosso”, afirmou o presidente.

Conforme a secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lílian Ferreira dos santos, a retirada e o transporte da madeira em Mato Grosso são submetidos a processos de licenciamento e autorização do órgão ambiental.

Somente em 2025, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente emitiu 183 Autorizações de Exploração (Autex) para início da exploração florestal em área sob Plano de Manejo Florestal Sustentável. O Estado conta com 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo florestal e a meta do Programa Carbono Neutro 2035 é chegar a seis milhões.

O manejo florestal sustentável se consolida como uma das estratégias mais robustas para manter a floresta em pé, conservar serviços ecossistêmicos e, ao mesmo tempo, gerar renda e desenvolvimento regional.

Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram o seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que suas filhas possam crescer para proliferação da espécie.

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A feira

A Carrefour International Du Bois começou nesta terça-feira (2) e vai até o dia 4. A edição deste ano conta com a participação de 16 empresas de Mato Grosso, que integram a missão empresarial organizada pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e Invest Mato Grosso.

A feira reúne mais de 600 expositores e representantes de mais de 40 países, consolidando-se como uma das principais vitrines globais para o setor de base florestal. O objetivo da missão mato-grossense é ampliar oportunidades de exportação e fortalecer a presença internacional da madeira produzida no estado, especialmente no mercado europeu.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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