MATO GROSSO

SES capacita profissionais da Regional de Cáceres para manejo de arboviroses

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realiza uma capacitação para o correto manejo clínico dos casos de arboviroses no Escritório Regional de Saúde de Cáceres, nesta quinta e sexta-feira (24 e 25.4). Além da capacitação, a equipe da Secretaria Adjunta de Atenção e Vigilância em Saúde realiza atividades específicas de epidemiologia no município.

As ações fazem parte do enfrentamento ao aumento de casos e óbitos por dengue e chikungunya em Mato Grosso e foram solicitadas pelo município de Cáceres, em uma das reuniões do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública por Arboviroses e Vírus Respiratórios (COE-ArboVR), coordenado pela SES.

Segundo o coordenador de Atenção às Condições de Saúde do Estado, Vinícius de Oliveira, as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, representam um grande desafio para a saúde pública no Brasil, principalmente para Mato Grosso, onde a sazonalidade e o aumento de casos exigem respostas rápidas e eficazes.

“Um manejo clínico eficaz é decisivo para reduzir as taxas de mortalidade e promover uma melhor qualidade de vida aos pacientes. A identificação precoce dos sinais de alerta, a garantia de uma hidratação adequada e o monitoramento contínuo são ações chave para prevenir complicações sérias e óbitos”.

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Na quinta-feira, será realizada uma visita técnica aos postos de saúde, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Regional de Cáceres para verificar o funcionamento e a rotina dos serviços prestados à população.

Além disso, o enfermeiro Gustavo de Souza, da Coordenadoria de Atenção Secundária da SES, dará uma capacitação para a equipe de enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Cáceres.

“Vamos analisar questões relacionadas à organização dos serviços, tanto o espaço físico quanto os materiais, manejo clínico, classificação de risco, fluxo dos pacientes nos diferentes níveis de atenção. Basicamente, conhecer a realidade do serviço para que a capacitação seja efetiva e dentro da realidade daqueles profissionais”, acrescentou.

Já na sexta-feira, haverá outra capacitação, que será voltada aos médicos e enfermeiros dos municípios da Região de Saúde: Araputanga, Curvelândia, Glória D’Oeste, Indiavaí, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu e São José dos Quatro Marcos.

As capacitações vão abordar as notas técnicas produzidas pela SES em parceria com o Ministério da Saúde, que contêm as recomendações para a organização do processo de trabalho na atenção primária e secundária para o enfrentamento às arboviroses em Mato Grosso. A expectativa é de capacitar cerca de 30 profissionais em cada uma das turmas.

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Três representantes do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Mato Grosso (Cievs-MT) viajaram para Cáceres para realizar as atividades, que contam ainda com o apoio do Escritório Regional de Saúde de Cáceres.

De acordo com o Painel de Arboviroses da SES (http://sieges.saude.mt.gov.br/dashboard/51), Mato Grosso registrou 25.225 casos e 43 óbitos confirmados por chikungunya em 2025, além de 14.760 casos e 12 óbitos para dengue. Em Cáceres, foram registrados 979 casos por chikungunya e 1.344 casos e dois óbitos confirmados por dengue neste ano.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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