MATO GROSSO

SES prepara equipes municipais para operação de novo sistema de regulação

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) deu início, nesta segunda-feira (15.6), em Cuiabá e em Rondonópolis, ao ciclo de Oficinas Regionais para Implantação do Novo Sistema Estadual de Regulação (Regula MT), em integração com as ações do Programa Fila Zero na Cirurgia.

As oficinas são realizadas em formato presencial e online, contemplando inicialmente o Módulo Ambulatorial, voltado à regulação de consultas e exames, e posteriormente o Módulo Hospitalar, sobre a organização dos fluxos hospitalares, cirúrgicos e de internação.

O público-alvo das oficinas são as equipes municipais de saúde, dos Escritórios Regionais de Saúde (ERS), centrais de regulação, unidades executantes, prestadores e equipes técnicas da SES-MT.

Nesta primeira oficina, até sexta-feira (19), participam os profissionais das Regiões de Saúde de Cuiabá e de Rondonópolis, respectivamente, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, e no campus de Rondonópolis da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Equipes das Regiões de Saúde de Barra do Garças, Juína, Pontes e Lacerda, e Sinop serão contempladas com encontros até o fim de outubro.

“Espero que vocês aproveitem a oficina, esgotem bastante as dúvidas e testem. Os nossos técnicos entendem desde o começo do sistema e o nosso objetivo é passar um pouco de tudo o que já foi feito e está rodando e, obviamente, também captar os pontos de melhoria. A gente está muito otimista que, sem sombra de dúvidas, que este será um dos melhores sistemas do Brasil”, disse o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, na abertura em Cuiabá.

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A iniciativa visa fortalecer a organização do acesso regulado dos pacientes, a qualificação das filas assistenciais e a operacionalização dos fluxos de consultas, exames, procedimentos e internações no âmbito do SUS estadual.

De acordo com a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, o sistema Regula MT foi estruturado para apoiar a fila única estadual/municipal, a rastreabilidade das solicitações, a qualificação das informações, o agendamento regulado, o monitoramento em tempo real e a tomada de decisão pela gestão estadual, regional e municipal.

“A regulação está sendo modernizada em Mato Grosso, com foco na construção de um modelo mais transparente, padronizado, regionalizado e orientado por dados”, explicou.

A ação conjunta com o Fila Zero tem como objetivo alinhar os processos de implantação do sistema com a operacionalização das propostas e ofertas assistenciais já existentes, permitindo que os municípios, consórcios, unidades executantes, prestadores e equipes de regulação atuem de forma integrada desde o início da oficina.

O intuito da oficina é a organização prática dos fluxos, o cadastro de operadores, a descentralização das ações, a qualificação da fila legada, a utilização das ofertas disponíveis e o início assistido da operação no Regula MT.

“A integração entre o Regula MT e o Fila Zero representa uma etapa estratégica para transformar a regulação em saúde no Estado, aproximando tecnologia, gestão, cuidado e resultados concretos para a população mato-grossense”, acrescentou a secretária.

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O projeto contempla integração com bases de dados estruturantes, além de mecanismos de governança, segurança da informação, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), suporte regionalizado e capacitação por perfis operacionais.

Saiba mais sobre as oficinas do Regula MT

Ao todo, a SES vai oferecer 1.400 vagas em formato presencial em seis oficinas. Também serão disponibilizadas 1.000 vagas de forma online em cada capacitação.

Durante as oficinas, serão abordados os fluxos de solicitação, avaliação, autorização, encaminhamento, agendamento, confirmação, devolução para correção, monitoramento e encerramento das demandas.

Serão tratados ainda os papéis dos perfis de acesso, a atuação das centrais de regulação, dos coordenadores municipais, das unidades solicitantes, dos prestadores, dos hospitais e das equipes técnicas do Fila Zero e do Regula MT.

A programação também busca fortalecer a aplicação das diretrizes da nova Política Nacional de Regulação em Saúde do SUS, que define a regulação como função essencial de gestão, voltada ao acesso oportuno, qualificado, resolutivo, equânime e transparente às ações e serviços de saúde.

“Com essa capacitação, a SES reafirma o compromisso de apoiar os municípios, fortalecer a governança regional, ampliar a eficiência no uso da oferta assistencial e reduzir o tempo de espera dos usuários do SUS”, salientou a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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