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SES promove evento sobre importância da segurança do paciente e do controle de infecções

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) está com inscrições abertas para o II Simpósio Mato-grossense de Segurança do Paciente e de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de outubro de 2024, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Organizado pela Vigilância Sanitária do Estado, por meio do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente e do Serviço Estadual de Controle de Infecção, o evento conta com o apoio do Escritório de Qualidade para Organizações de Saúde da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

As inscrições para o simpósio podem ser feitas online pelo site de eventos da Unemat (clique aqui). O evento é gratuito e destinado a profissionais de saúde, gestores de unidades de saúde, pesquisadores, estudantes e demais interessados no tema. Haverá também a oportunidade de apresentação de trabalhos acadêmicos e relatos de experiências práticas.

Conforme o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, o evento busca o fortalecimento das redes de colaboração entre profissionais da área da saúde em Mato Grosso. “Sabemos que a segurança do paciente e o controle de infecções são pilares importantes na qualidade dos serviços de saúde, por isso, é fundamental que nossos profissionais estejam atualizados com as melhores práticas. Estamos abrindo um espaço para compartilhar práticas de sucesso e discutir novas abordagens para a segurança do paciente”, destacou.

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O simpósio contará ainda com mesas-redondas, palestras e debates voltados para as boas práticas e inovações. Os interessados em participar do simpósio devem se inscrever o quanto antes, devido ao número limitado de vagas. Para mais informações, os participantes podem acessar https://meuevento.unemat.br/iisimpoassistsaude/.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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