MATO GROSSO

Setasc leva serviços e benefícios à população de Itaúba e Nova Santa Helena com Mutirões da Cidadania

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Nesta terça-feira (27.5), os municípios de Itaúba e Nova Santa Helena receberam simultaneamente o Mutirão da Cidadania, realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com as prefeituras locais e o Governo de Mato Grosso. Idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, a ação levou serviços essenciais e benefícios sociais para centenas de moradores em situação de vulnerabilidade.

Durante o mutirão, foram oferecidos atendimentos como emissão de segunda via de certidões (nascimento, casamento e óbito), orientações sobre os programas SER Família, plastificação de documentos, foto 3×4, emissão da Carteira de Identificação do Autista, orientações sobre o Programa SER Família Habitação e SER Família Capacita, além da entrega de cestas básicas com kits de higiene e limpeza, filtros de barro, cobertores, brinquedos e kits de guloseimas.

Além dos atendimentos, a ação garantiu a entrega de 683 cestas básicas com kits de higiene e limpeza, 240 filtros de barro, 481 cobertores, 400 brinquedos e 200 kits de guloseimas, proporcionando mais dignidade, conforto e acolhimento para famílias em situação de vulnerabilidade nos municípios de Itaúba e Nova Santa Helena.

A primeira-dama Virginia Mendes enalteceu os resultados positivos dos mutirões de atendimentos no interior do estado.


Foto: Jana Pessôa | Unaf

“Sabemos que muitas vezes é difícil para a população do interior acessar serviços essenciais. Por isso, iniciativas como essa em Itaúba e Nova Santa Helena são tão importantes. Em um único dia, as famílias conseguem diversos serviços, o que demonstra o comprometimento do Governo do Estado em levar assistência a todos os cantos de Mato Grosso”, destacou Virginia.

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Em Itaúba, o prefeito Toninho Tijolinho destacou a importância da parceria com o Governo do Estado para a realização de ações sociais que atendem quem mais precisa.

“A gente fica muito feliz com o Mutirão da Cidadania. Esse projeto da dona Virginia Mendes, com os programas SER Família, SER Habitação, SER Criança, é muito importante. São várias frentes de atendimentos e o mais importante é que tudo isso chega até quem mais precisa. Hoje é um dia de alegria para Itaúba”, afirmou o prefeito.

Moradora do município, Maria de Fátima dos Santos foi uma das beneficiadas com cesta de alimentos, kit de higiene e filtro de água. Ela contou como os itens vão impactar sua rotina.


Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT

“Sou carente, tenho um filho especial e não posso trabalhar. Toda ajuda que chega muda minha vida. Com o filtro, vou poder dar água filtrada para ele tomar os remédios. É uma bênção para a gente. Só tenho a agradecer, de coração”, disse.

O secretário adjunto do Escritório Diretivo de Projetos Estratégicos, Klebson Gomes Haasgma, reforçou o impacto que a ação faz na vida da população vulnerável.

“A proposta do Mutirão da Cidadania é exatamente essa, descentralizar os serviços, ampliar o acesso e promover o acolhimento. O Governo de Mato Grosso segue comprometido com as famílias que mais precisam, e cada entrega é mais que um benefício, é dignidade e respeito”, reforçou.

Já em Nova Santa Helena, o prefeito Paulinho Bortolini celebrou a parceria com o Estado, que tem permitido fortalecer políticas públicas.

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“É uma gratidão enorme. Com o apoio da primeira-dama Virginia Mendes e do governador Mauro Mendes, conseguimos trazer esse mutirão e vários programas para nossa população mais carente. Nova Santa Helena é um município pequeno, então essa união com o Governo do Estado é fundamental”, ressaltou.


Foto: João Reis | Setasc-MT

Entre os atendimentos, o destaque foi para a emissão da Carteira de Identificação do Autista (CIA), que beneficiou a moradora Quélita Delina Silva.

“Conseguir a carteirinha do meu filho aqui no próprio município foi muito bom. O atendimento foi excelente e facilitou muito para nós. Quero agradecer à primeira-dama Virginia Mendes por trazer esse serviço que ajuda tantas famílias”, contou.


Foto: João Reis | Setasc-MT

A venezuelana Diante Carolina Peña Merida, que vive há quatro anos no Brasil, também recebeu cesta de alimentos e um filtro. Ela se emocionou ao falar da ação.

“Gostei muito. Foi a primeira vez que participei e achei muito bonito. Estou morando em Nova Santa Helena há dois anos. Esses alimentos vieram em boa hora”, afirmou.

Com uma atuação que alia cidadania, solidariedade e acesso a direitos, o Mutirão da Cidadania reforça o papel do Estado em transformar realidades e levar dignidade para quem mais precisa. A iniciativa segue percorrendo os municípios com ações concretas que acolhem, escutam e transformam.


Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Capacitação termina com painel sobre atendimento especializado

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A capacitação “Abraçando as Diferenças – Escola para Todos”, promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), terminou na tarde de sexta-feira (21) com um painel dedicado à educação inclusiva, abordando o papel do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e os desafios para sua implementação nas redes de ensino. Além da palestra do escritor e estudante de Filosofia Fernando Murilo Bonato, o encontro contou com exposições dos promotores de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior e Patrícia Eleutério Campos Dower.Ao abordar o tema “Atendimento Educacional Especializado: o que é, público-alvo, profissionais envolvidos e suas respectivas funções”, o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior destacou que uma escola verdadeiramente inclusiva precisa garantir não apenas o acesso e a permanência dos estudantes com deficiência no ensino regular, mas também a aprendizagem e a participação efetiva.“Temos quatro pilares na educação: acesso, permanência, aprendizado e participação. Em muitos casos, a percepção que nós temos é que está sendo garantido somente o acesso e a permanência. Mas nós temos que caminhar para um próximo passo, a garantia da aprendizagem e da participação”, afirmou.Segundo o promotor de Justiça, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é voltado à identificação das necessidades de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, oferecendo recursos e estratégias que favoreçam seu desenvolvimento no ambiente escolar. Ele ressaltou que o principal indicador de qualidade desse atendimento é o avanço gradual da autonomia do estudante.“Um dos principais pontos para avaliarmos um atendimento educacional especializado de qualidade é que o aluno, com o passar do tempo, tenha cada vez menos necessidade de atendimento educacional especializado. Essa autonomia é o ponto-chave”, destacou.Durante a palestra, Miguel Slhessarenko explicou que o planejamento da educação inclusiva deve estar fundamentado em três instrumentos essenciais: o Estudo de Caso, o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e o Plano Educacional Individualizado (PEI). Conforme explicou, esses documentos reúnem informações sobre a trajetória escolar do estudante, suas necessidades, potencialidades e estratégias pedagógicas necessárias para garantir seu aprendizado.O promotor de Justiça observou ainda que, embora a legislação e os procedimentos relacionados à inclusão já sejam amplamente conhecidos, o maior desafio continua sendo a aplicação efetiva dessas políticas no cotidiano escolar. Nesse contexto, defendeu o fortalecimento da atuação integrada entre professores, gestores, profissionais de apoio e famílias.“O sucesso do atendimento educacional especializado em qualquer escola, pública ou privada, depende da articulação dos profissionais da educação, das equipes gestoras, dos profissionais de apoio, da comunidade escolar e das famílias. Sem essa articulação, nós não temos um atendimento educacional especializado de sucesso”, afirmou.O palestrante também esclareceu o papel dos profissionais envolvidos no processo de inclusão, ressaltando que o profissional de apoio deve atuar para promover a participação do estudante, jamais para isolá-lo das atividades escolares. Segundo ele, a função desse profissional é estimular a autonomia e a interação do aluno nos diferentes espaços da escola, evitando qualquer forma de segregação. “O profissional de apoio tem que facilitar a participação do aluno, porque ele não pode segregar”, enfatizou.Outro ponto abordado foi a prevalência da avaliação pedagógica sobre o laudo médico na definição das necessidades educacionais dos estudantes. Conforme explicou, quando a avaliação da escola apontar a necessidade de um profissional de apoio, a disponibilização desse serviço torna-se obrigatória, independentemente da existência de prescrição médica.O promotor de Justiça também destacou os avanços obtidos pela educação inclusiva nas últimas décadas. Segundo ele, o número crescente de estudantes com deficiência que concluem a educação básica e ingressam no ensino superior demonstra os resultados positivos das políticas de inclusão. “A demanda hoje da educação inclusiva já está nas universidades. Os alunos estão tendo sucesso educacional, estão avançando, completando seus estudos e chegando ao ensino superior”, observou.Miguel Slhessarenko ainda reforçou que a responsabilidade pela inclusão não deve recair apenas sobre professores ou profissionais especializados, pois depende do trabalho integrado entre todos os atores envolvidos no processo educacional. “O sucesso do atendimento educacional especializado em qualquer escola, seja ela pública ou privada, depende desses fatores: a articulação dos profissionais da educação, das equipes gestoras, profissionais de apoio, comunidade escolar e famílias, para garantir uma escola para todos abraçando as diferenças. Sem essa articulação, nós não temos um atendimento educacional especializado de sucesso”, concluiu. Desafios – Na sequência, a coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do MPMT, promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, abordou os desafios para a efetivação do Atendimento Educacional Especializado nas redes de ensino. A palestrante apresentou dados levantados pelo Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação de Mato Grosso (Gaepe-MT), que revelam obstáculos ainda presentes na garantia do direito à educação inclusiva em todo o estado.Segundo o diagnóstico, realizado em 2025 nos 142 municípios mato-grossenses, parte significativa das redes de ensino ainda enfrenta dificuldades relacionadas à formação de profissionais, elaboração de planos individualizados de atendimento, acompanhamento pedagógico dos estudantes e adequação da infraestrutura escolar. Entre os dados apresentados, destacam-se a exigência indevida de laudo médico para acesso ao AEE por mais da metade das redes municipais e a ausência de monitoramento da aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial em 52% dos municípios.Durante a palestra, Patrícia Dower ressaltou que “a deficiência não é problema. Deficiência é uma característica, faz parte da diversidade humana e ela é realidade social”. A promotora de Justiça também chamou a atenção para as barreiras enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência para terem acesso a direitos básicos. “Muito mais difícil do que ter deficiência é a pessoa ter que brigar para estar na escola, brigar para ter atendimento de saúde”, destacou, observando que, apesar dos avanços legislativos, a efetivação dos direitos ainda representa um desafio para muitas famílias.Outro ponto enfatizado foi a necessidade de superar visões limitantes sobre a capacidade de aprendizagem dos estudantes com deficiência. Segundo ela, todas as pessoas são capazes de aprender e devem ter assegurado o direito ao desenvolvimento educacional. “Não tem ninguém que está na escola só para socializar. Todo mundo aprende”, afirmou.Ao analisar os principais entraves para a implementação das políticas inclusivas, Patrícia Dower apontou a persistência de barreiras atitudinais e de uma cultura de segregação, além da alta rotatividade de profissionais, das cargas horárias insuficientes para o planejamento pedagógico e da carência de Salas de Recursos Multifuncionais. Ela também alertou para a falta de integração entre as áreas da Educação, Saúde e Assistência Social, considerada essencial para o atendimento integral dos estudantes.A promotora de Justiça criticou ainda a utilização inadequada de estagiários para suprir a falta de profissionais especializados. “Estágio não é para substituir mão de obra”, ressaltou, ao defender a valorização e a qualificação dos trabalhadores que atuam diretamente na inclusão escolar.Outro tema abordado foi a autonomia pedagógica das instituições de ensino. Patrícia explicou que a articulação com a área da saúde é importante para qualificar o planejamento educacional, mas não pode servir como condicionante ao acesso dos estudantes à escola ou ao Atendimento Educacional Especializado. Nesse contexto, destacou que a avaliação pedagógica deve prevalecer sobre os laudos clínicos na definição das necessidades educacionais dos alunos.“O laudo não prevalece em relação à avaliação pedagógica, mas ela tem que ser decente”, afirmou. Segundo a promotora, a matrícula e o acesso ao AEE não podem ser condicionados à apresentação de diagnósticos ou pareceres médicos, uma vez que o direito à educação é garantido independentemente de comprovação clínica.A palestrante concluiu lembrando que a concretização da educação inclusiva exige mais do que boas intenções. Para ela, é necessário transformar direitos garantidos em ações efetivas capazes de assegurar acesso, permanência, aprendizagem e participação a todos os estudantes. “Boa intenção não faz boa ação”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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