MATO GROSSO

Tech Gov Fórum MT reúne especialistas e fortalece debate sobre inovação no setor público

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Mato Grosso sediou, nesta terça-feira (3), o Tech Gov Fórum MT, iniciativa que reuniu especialistas e gestores para debater os caminhos da inovação e da transformação digital no setor público. O evento contou com a presença de mais de 300 participantes, entre servidores, representantes de órgãos estaduais e profissionais da área de tecnologia.

A iniciativa foi conduzida pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), com realização da Network Eventos e apoio institucional da SEPLAG. O fórum foi estruturado como um ambiente estratégico para troca de experiências, apresentação de cases e construção de soluções voltadas à modernização da gestão pública por meio da tecnologia.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador Mauro Mendes, do vice-governador Otaviano Pivetta, e do presidente da MTI, Cleberson Gomes, além de diversas autoridades estaduais. Estiveram presentes os secretários de Estado Basílio Bezerra (SEPLAG), Allan Kardec (SECITECI), César Roveri (SESP), Laice Souza (SECOM) e Klebson Gomes (SETASC); a delegada-geral da Polícia Civil Daniela Maidel; o deputado estadual Ondanir Bortolini; e os promotores de Justiça do MPMT Milton Mattos e Marcelo Caetano Vacchiano.

Durante a abertura, o governador Mauro Mendes destacou o impacto da Inteligência Artificial no cotidiano e na administração pública. “O grande desafio é conhecer essas tecnologias, saber e antever como elas poderão impactar nos nossos trabalhos e nos adaptarmos a isso. A Inteligência Artificial já faz parte da nossa vida e vai transformar cada vez mais a forma como trabalhamos e entregamos resultados à sociedade.”

O presidente da MTI, Cleberson Gomes, também ressaltou a relevância do encontro para o avanço da agenda digital no Estado. “Esse evento mostrou que Mato Grosso está preparado para liderar o debate sobre inovação no setor público. O evento reuniu especialistas, gestores e parceiros estratégicos em um ambiente de troca de experiências e construção de soluções concretas. A transformação digital acontece quando há integração entre pessoas, processos e tecnologia, e foi exatamente isso que se viu aqui.”

A programação foi marcada por palestras e painéis estratégicos que abordaram temas como Inteligência Artificial na gestão pública, segurança cibernética, governança e soberania de dados, infraestrutura tecnológica e o papel das empresas públicas de TIC na construção de um Estado mais inteligente e conectado. Ao longo do dia, especialistas e profissionais da área compartilharam experiências e boas práticas, reforçando a importância da integração entre pessoas, processos e tecnologia para ampliar a eficiência dos serviços públicos.

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Os painéis também contaram com a participação de importantes nomes do cenário nacional e estadual, como Luiz Fernando Záchia (Presidente da PROCERGS e Presidente do Conselho de Associadas – ABEP-TIC); Gileno Barreto (Presidente da PRODESP); Kleber Geraldino (SEFAZ); Sandro Brandão (SEPLAG); Daniel Rios (SESP); Guilherme Campomar (PJC); Reginaldo Hugo (TCE-MT); e Márcia Regina Buhr (TJ-MT).

O secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital de Mato Grosso, Sandro Brandão, destacou o caráter estratégico do fórum para o futuro da gestão pública estadual. “O Tech Gov Fórum MT foi mais do que um evento sobre tecnologia, foi um espaço de reflexão sobre o futuro da capacidade do nosso estado de compreender a realidade, decidir com inteligência e servir melhor à sociedade.”

O Tech Gov Fórum MT encerrou sua primeira edição com saldo positivo, fortalecendo o posicionamento de Mato Grosso no cenário nacional da inovação pública e reafirmando o compromisso da MTI com soluções tecnológicas que impactem diretamente a qualidade de vida do cidadão.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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