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Comitê Gestor do PJe do TRE-MT discute melhorias em sistema eletrônico

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O Comitê Gestor Regional do Processo Judicial Eletrônico (PJe) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou, nesta quinta-feira (11.12), a última reunião ordinária de 2025. O objetivo foi avaliar demandas, alinhar procedimentos e tratar de aprimoramentos no sistema utilizado por magistrados, magistradas, servidores, servidoras, advogados, advogadas e demais usuários da Justiça Eleitoral. 

 

Durante o encontro, foram discutidos temas relacionados ao fluxo de trabalho das unidades que atuam na tramitação de processos judiciais, visando garantir mais padronização, eficiência e segurança na utilização do PJe. Os integrantes do Comitê analisaram a possibilidade de implantação da ferramenta de Inteligência Artificial LEXIA, bem como eventuais ajustes internos capazes de aprimorar a experiência de quem opera diariamente a plataforma. 

 

“Considerando os benefícios já demonstrados em sua integração ao PJe no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), vimos que a LEXIA nos ajuda bastante no fluxo de formulação das minutas nos gabinetes de juízes-membros. A intenção é fazermos uma proposta de Termo de Cooperação com o TJ, para a implantação da ferramenta no âmbito do TRE-MT”, ressaltou o presidente do Comitê Gestor e juiz-membro do TRE-MT, Luis Otávio Pereira Marques. 

 

Entre os assuntos abordados, também destacaram-se questões envolvendo processos que tramitam em sigilo, rotinas de habilitação de usuários, melhorias no atendimento às partes e à advocacia, além da necessidade de atualização contínua de orientações e manuais internos para assegurar o pleno funcionamento das ferramentas disponibilizadas pelo sistema eletrônico. 

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Uma outra pauta, por exemplo, foi a implantação da integração entre o sistema da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) e o PJe de 1º Grau. Na oportunidade, foram priorizadas providências necessárias para a conclusão da demanda. O Comitê Gestor Regional do PJe analisou, ainda, a demanda apresentada pela Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT) sobre a demora na habilitação de advogados em processos cautelares criminais que tramitam sob segredo de justiça. A solicitação foi encaminhada ao Comitê por meio de ofício assinado pelo presidente da Comissão, Estácio Chaves de Souza, que relatou dificuldades enfrentadas por profissionais da advocacia na obtenção de acesso aos autos sigilosos, mesmo após a juntada de procuração.  

 

Durante a reunião, o representante da OAB/MT no Comitê, advogado Gonçalo Adão de Arruda Santos, reforçou a importância de se buscar soluções que garantam maior celeridade ao procedimento, em conformidade com as prerrogativas da advocacia e com o próprio funcionamento eficiente do PJe. 

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O presidente do Comitê reforçou a importância da interlocução entre os órgãos para o aprimoramento do sistema. “É muito importante mantermos diálogo permanente com as instituições que integram ou utilizam o PJe, de modo a identificar pontos sensíveis, antecipar dificuldades e construir soluções colaborativas que permitam maior fluidez aos trâmites processuais”, concluiu o juiz Luis Otávio Pereira Marques. 

 

Também participaram da reunião, o juiz da 49ª Zona Eleitoral, Várzea Grande, Wladys Roberto Freire do Amaral; a representante da Defensoria Pública da União, Maria Clara Gonçalves Khalil; o diretor-geral, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo; o secretário de Tecnologia da Informação, Leon Manoel Campos dos Santos Filho; o secretário Judiciário, Carlos Luanga Ribeiro Lima; os representantes da Corregedoria Regional Eleitoral, Paulo Henrique Peres Xavier e Gustavo Castor; e o assessor técnico-judiciário da Secretaria Judiciária, Thiago Malheiros Ribeiro. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma reunião formal no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Várias pessoas, vestindo trajes sociais, estão sentadas ao redor de uma mesa de reuniões, analisando documentos e discutindo pautas. Ao fundo, aparece a parede institucional com o nome e o logotipo do TRE-MT, além de bandeiras posicionadas no canto da sala.  

Fonte: TRE – MT

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Tribunal Regional Eleitoral e Ministério Público orientam partidos sobre período pré-eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, em ação conjunta com a Procuradoria Regional Eleitoral, iniciou nesta terça-feira (26.05) a divulgação de regras de conduta para o período pré-eleitoral. A Recomendação 01/2026 traça os limites legais para a realização de eventos, reuniões e convenções por parte de legendas partidárias, filiados e pré-candidatos. O documento de órgão de controle reforça que a propaganda eleitoral possui permissão de circulação apenas a partir do dia 15 de agosto do ano de eleição.   

O texto de orientação estabelece que as convenções de partidos possuem autorização para ocorrer em formato presencial, virtual ou híbrido, no período de 20 de julho a 5 de agosto. A realização de atos de convenção deve manter o caráter de ambiente intrapartidário e evitar condutas que configurem propaganda de oficialidade. As legendas estão proibidas de realizar pedidos explícitos de votos, de usar instrumentos vetados em campanha e de apresentar elementos como números, bandeiras, slogans e jingles de forma antecipada.   

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A legislação de eleições resguarda o direito de participação de pré-candidatos em entrevistas e em debates de rádio, de televisão e de internet, com o dever de emissoras de garantir tratamento de isonomia. Os partidos podem custear encontros em locais fechados para a discussão de políticas de sociedade, de planos de governo e de alianças de legendas. A lei também autoriza campanhas prévias de arrecadação de recursos financeiros e a exposição de posicionamentos pessoais de política em redes de relacionamento social. A promoção de showmícios e de eventos com a presença de artistas para animação de público possui proibição total.   

“Considerando a relevância das orientações para a regularidade do pleito, determino sua ampla divulgação no âmbito desta Justiça Eleitoral”, fundamentou a presidente do TRE, desembargadora Serly Marcondes Alves.  O procurador regional eleitoral, Fabrizio Predebon da Silva, ressaltou o caráter de prevenção de documento. “O Ministério Público Eleitoral, na defesa do regime democrático e da lisura do pleito, prefere atuar preventivamente, contribuindo para que se evitem os atos viciosos das eleições e se produzam resultados eleitorais legítimos”, atestou o membro de Ministério Público no texto de recomendação.  

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FISCALIZAÇÃO E ADOÇÃO DE MEDIDAS DE PUNIÇÃO  

A desobediência aos limites traçados em legislação eleva o risco de configuração de propaganda eleitoral antecipada, de condutas vedadas e de abuso de poder. A Procuradoria Regional Eleitoral destaca que qualquer encontro político de proporção ampla exige rigorosa observância de normas de artigo 36-A de Lei das Eleições. O descumprimento de recomendação sujeita os infratores à adoção de medidas judiciais de cabimento.   

A Secretaria Judiciária de tribunal fará a notificação de juízes membros de corte e de diretórios estaduais de agremiações.  

 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

 

Fonte: TRE – MT

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