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Justiça Eleitoral lança cartilhas do projeto “Democracia Multilíngue” em três idiomas indígenas

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou nesta sexta-feira (11), no município de Canarana, o lançamento oficial da cartilha Democracia Multilíngue, traduzida para os idiomas indígenas Karib, Waurá e Xavante. A iniciativa tem como objetivo garantir o acesso das comunidades indígenas às informações sobre o processo eleitoral, respeitando suas identidades linguísticas e culturais. A cerimônia, realizada no Fórum da Comarca, reuniu autoridades da Justiça Eleitoral, do Ministério Público, representantes da Funai, lideranças indígenas, servidores da Justiça Eleitoral e membros da comunidade local.

Logo na abertura, a vice-presidente e corregedora do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, ressaltou o simbolismo e a importância da ação. “Esta foi a minha primeira comarca como juíza. Estou retornando depois de 35 anos com esse lindo projeto do Tribunal Regional Eleitoral, cujo pilar fundamental é o desenvolvimento da cidadania por meio da inclusão social. Essas etnias fazem parte dessa comarca e têm seus direitos garantidos pela Constituição. Esta cartilha trata de um conteúdo importante, que aborda os direitos eleitorais tanto do eleitor quanto do candidato. Quando eu voltar aqui, espero encontrar muitos vereadores, prefeitos e deputados indígenas que tenham lido esse material e se inspirado a fazer parte da política. É a inclusão dessas culturas no nosso sistema eleitoral. Quanto mais trouxermos as nações indígenas para dentro do processo democrático, mais forte e inclusiva será a nossa democracia”, declarou.

Publicações bilíngues em Karib, Waurá e Xavante ampliam o acesso das comunidades indígenas às in...

O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Batista Vilella, reforçou o caráter pedagógico e transformador do projeto. “Os povos indígenas merecem todo o reconhecimento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Tudo é um processo. Eu era juiz eleitoral em Campinápolis quando as urnas eletrônicas foram implantadas e, no início, enfrentamos dificuldades em algumas aldeias. Hoje, a urna eletrônica já é uma realidade consolidada nesses territórios. Agora estamos levando conhecimento profundo na língua do indígena, para que todos compreendam plenamente seus direitos, respeitando a cultura de cada povo. A democracia que queremos é aquela que acolhe, respeita e valoriza a riqueza de cada etnia. Hoje demos um passo importante nessa direção”, afirmou.

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O juiz eleitoral da 31ª Zona Eleitoral, Carlos Eduardo de Moraes e Silva, anfitrião do evento, também celebrou o impacto da iniciativa. “Vejo essa ação como um grande passo em direção à soberania popular desses povos. Já tivemos candidaturas indígenas em eleições anteriores, e com mais acesso à informação, certamente esse número crescerá. Essas populações estarão cada vez mais conscientes dos seus deveres e, principalmente, capacitadas para reivindicar seus direitos”, enfatizou.

O projeto “Democracia Multilíngue” foi coordenado diretamente pelo juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, que destacou o envolvimento das equipes técnicas. “Esta cartilha é fruto de dedicação, diálogo intercultural e respeito. É um exemplo concreto de que é possível promover políticas públicas com empatia e sensibilidade. Agradecemos publicamente aos servidores da 31ª Zona Eleitoral que se empenharam na tradução para cada etnia e a todos os que estiveram envolvidos nesse projeto tão especial”, pontuou.

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Sobre a cartilha

Com 24 páginas, a cartilha Democracia Multilíngue apresenta de forma clara e ilustrada o papel da Justiça Eleitoral no fortalecimento do estado democrático de direito. Entre os temas abordados estão: cidadania, soberania popular, importância do voto, quem pode votar e se candidatar, perda e suspensão de direitos políticos.

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A publicação também detalha os serviços disponíveis ao eleitorado, os documentos exigidos e os prazos legais, além de abordar as etapas do processo eleitoral, regras de campanha, ordem de votação, apuração dos votos e propaganda eleitoral. O material finaliza com um importante segmento dedicado ao combate à desinformação, esclarecendo fake news sobre o processo eleitoral brasileiro.

Publicações bilíngues em Karib, Waurá e Xavante ampliam o acesso das comunidades indígenas às in...


Cerimônia de entrega

A cerimônia contou com tradução simultânea em Libras e entrega simbólica das cartilhas bilíngues diretamente a representantes indígenas indicados pela Funai. Receberam os exemplares:

  • Sr. Tseteto Siruapi, da aldeia Wederã, versão Xavante;

  • Sr. Ulkai Suia, do Dsei Xingu, versão Waurá;

  • Sr. Makure Txicão, da aldeia Ikepang, versão Karib.

Cada comunidade recebeu exemplares em sua língua nativa e em português, com o objetivo de que o material também possa ser utilizado em ações educativas voltadas à preservação e valorização das línguas indígenas.

Por Daniel Dino
Assessoria de Comunicação do TRE-MT

Fonte: TRE – MT

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Tribunal Regional Eleitoral e Ministério Público orientam partidos sobre período pré-eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, em ação conjunta com a Procuradoria Regional Eleitoral, iniciou nesta terça-feira (26.05) a divulgação de regras de conduta para o período pré-eleitoral. A Recomendação 01/2026 traça os limites legais para a realização de eventos, reuniões e convenções por parte de legendas partidárias, filiados e pré-candidatos. O documento de órgão de controle reforça que a propaganda eleitoral possui permissão de circulação apenas a partir do dia 15 de agosto do ano de eleição.   

O texto de orientação estabelece que as convenções de partidos possuem autorização para ocorrer em formato presencial, virtual ou híbrido, no período de 20 de julho a 5 de agosto. A realização de atos de convenção deve manter o caráter de ambiente intrapartidário e evitar condutas que configurem propaganda de oficialidade. As legendas estão proibidas de realizar pedidos explícitos de votos, de usar instrumentos vetados em campanha e de apresentar elementos como números, bandeiras, slogans e jingles de forma antecipada.   

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A legislação de eleições resguarda o direito de participação de pré-candidatos em entrevistas e em debates de rádio, de televisão e de internet, com o dever de emissoras de garantir tratamento de isonomia. Os partidos podem custear encontros em locais fechados para a discussão de políticas de sociedade, de planos de governo e de alianças de legendas. A lei também autoriza campanhas prévias de arrecadação de recursos financeiros e a exposição de posicionamentos pessoais de política em redes de relacionamento social. A promoção de showmícios e de eventos com a presença de artistas para animação de público possui proibição total.   

“Considerando a relevância das orientações para a regularidade do pleito, determino sua ampla divulgação no âmbito desta Justiça Eleitoral”, fundamentou a presidente do TRE, desembargadora Serly Marcondes Alves.  O procurador regional eleitoral, Fabrizio Predebon da Silva, ressaltou o caráter de prevenção de documento. “O Ministério Público Eleitoral, na defesa do regime democrático e da lisura do pleito, prefere atuar preventivamente, contribuindo para que se evitem os atos viciosos das eleições e se produzam resultados eleitorais legítimos”, atestou o membro de Ministério Público no texto de recomendação.  

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FISCALIZAÇÃO E ADOÇÃO DE MEDIDAS DE PUNIÇÃO  

A desobediência aos limites traçados em legislação eleva o risco de configuração de propaganda eleitoral antecipada, de condutas vedadas e de abuso de poder. A Procuradoria Regional Eleitoral destaca que qualquer encontro político de proporção ampla exige rigorosa observância de normas de artigo 36-A de Lei das Eleições. O descumprimento de recomendação sujeita os infratores à adoção de medidas judiciais de cabimento.   

A Secretaria Judiciária de tribunal fará a notificação de juízes membros de corte e de diretórios estaduais de agremiações.  

 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

 

Fonte: TRE – MT

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