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Justiça Eleitoral promove mutirão neste sábado (16), no Residencial Ilza Terezinha Picolli

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A população da Grande Morada da Serra terá, neste fim de semana, a oportunidade de fazer o cadastramento biométrico junto à Justiça Eleitoral e de resolver eventuais pendências relacionadas ao título de eleitor. Neste sábado (16), no Colégio Estadual Integrado 1 (CEI-1) “Victorino Monteiro da Silva”, das 8h às 17h, o Cartório da 51ª Zona Eleitoral oferecerá serviços durante um mutirão voltado a eleitores da região e de outras partes da Capital ou do Estado. A unidade escolar está localizada na Avenida Rua I, s/n°, bairro Residencial Ilza Terezinha Picolli Pagot, em Cuiabá. 

“É um mutirão realizado no fim de semana, o que abre espaço e oportunidade para aquelas pessoas que não encontram tempo durante a semana, em virtude do trabalho. Além do cadastramento biométrico, o atendimento também inclui alistamento eleitoral (1º título), revisão eleitoral, mudança de domicílio e emissão de guia para quitação de multas eleitorais. Há eleitores que nem sabem que estão com o título cancelado e poderão regularizar a situação”, explica o chefe do Cartório da 51ª Zona Eleitoral, Diego Manoel Mascarenhas do Nascimento. Para ser atendido(a), basta levar documento oficial com foto e comprovante de endereço, na versão física ou digital. 

Para o Colégio Estadual Integrado 1 (CEI-1) “Victorino Monteiro da Silva”, o cartório eleitoral levará toda a estrutura necessária para a realização de oito atendimentos simultâneos (oito servidores e oito kits biométricos). Cada kit eleitoral é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para cenário e transporte de equipamentos. Os kits são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

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Campanha Biometria 100% 

O pedido de mutirão partiu da juíza eleitoral Rita Soraya Tolentino de Barros e tem como objetivo ampliar o cadastramento biométrico de eleitores em Mato Grosso, no âmbito da Campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), que estabeleceu como meta para 2025 alcançar pelo menos 98% de cobertura biométrica. 

Atualmente, o índice de biometria em Mato Grosso está em 88,24% (2.240.342 eleitores) de um total de 2.518.662 aptos a votar. Ainda faltam 278.320 pessoas, o equivalente a 11,06% do eleitorado. Na 51ª Zona Eleitoral, são 105.490 eleitores aptos, dos quais 95.431 (90,90%) já realizaram a biometria, enquanto 10.059 ainda não o fizeram, correspondendo a 9,10% do total. No Colégio Estadual Integrado 1 (CEI-1) “Victorino Monteiro da Silva”, há 5.024 eleitores aptos, sendo que 427 ainda não possuem biometria, o que representa 9,38%. 

Biometria: avanço tecnológico 

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. 

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Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros. 

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove a acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Jornalista Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem é dividida em duas partes: à esquerda, aparece a entrada do Colégio Estadual Integrado – CEI 01, com fachada colorida em azul, amarelo, verde e branco; à direita, em formato de foto polaroid sobre fundo azul, uma mulher realiza o atendimento de outra, coletando impressões digitais em um equipamento biométrico pela Justiça Eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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