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Parceria entre TRE-MT e TRE-TO criará banco de atos com modelos em linguagem simples

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Um banco de atos (cartas, mandados, sentenças, certidões, etc.) com modelos em linguagem simples será criado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). Para isso, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, instituiu um grupo de trabalho, por meio da Portaria n° 217/2025, publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta sexta-feira (30.05).

O objetivo é que este grupo de trabalho do TRE-MT desenvolva um projeto, em parceria com o TRE-TO, por meio dos Laboratórios de Inovação, para a criação de banco de atos que utilizem a linguagem simples. A iniciativa atende ao que propõe a Meta Nacional nº 9/2025, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a necessidade de implementar políticas institucionais para estímulo à inovação no Poder Judiciário. Também está alinhada à Recomendação n° 144, de 25 de agosto de 2023, do CNJ, e ao que estabelece o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples.

Segundo o presidente do grupo de trabalho do TRE-MT, servidor Gabriel Soares dos Santos, a ideia é que o banco de atos seja disponibilizado no sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe), para que os documentos sejam utilizados como modelos. “A intenção é que os Cartórios e a Secretaria possam utilizar o banco como base para a elaboração de documentos. Sabemos que nem todo mundo consegue colocar na prática a linguagem simples, por já estarem habituados a uma linguagem jurídica mais rebuscada. Então, ter modelos para consulta, pode facilitar na hora de praticar a linguagem simples no dia a dia”.

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Com isso, o banco de atos visa facilitar o acesso a modelos de atos processuais em linguagem simples, promovendo a eficiência e clareza na comunicação jurídica. O projeto pretende alcançar uma maior transparência e compreensão dos documentos jurídicos por parte dos cidadãos e cidadãs, contribuindo para um judiciário mais acessível e inclusivo. Além disso, busca-se otimizar o tempo dos servidores, servidoras, juízes e juízas, proporcionando ferramentas que agilizem a elaboração de documentos processuais.

Também é importante ressaltar que o projeto está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16, da Organização das Nações Unidas (ONU), voltado para a “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”. Este ODS tem como objetivo “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis”.

Capacitação

Para viabilizar o trabalho, o grupo participará de uma capacitação em linguagem simples, que será promovida pela Secretaria Judiciária (SJ) do TRE-MT, nos dias 16 e 17 de junho deste ano. A atividade será ministrada pelo consultor em simplificação de linguagem no Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça do Ceará, Sidan ORafa. Cientista contábil e analista de sistemas, ele possui atuação especializada em inteligência visual e facilitação gráfica. É cidadão-pesquisador dedicado à inovação pública e integra o núcleo gestor da Comunidade Linguagem Simples Brasil.

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Confira abaixo a composição do grupo de trabalho do TRE-MT:

Gabriel Soares dos Santos (Presidente)

Adriano Meireles Borba (Membro)

Maria Eliane Haruko Imada Sakata (Membra)

Paulo Henrique Peres Xavier (Membro)

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: A imagem apresenta um fundo amarelo com a ilustração de uma lâmpada, simbolizando uma ideia, do lado esquerdo. No canto superior esquerdo, está o logotipo do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Ao lado direito da lâmpada, há o texto em letras maiúsculas e pretas: “BANCO DE ATOS LINGUAGEM SIMPLES”, com a palavra “LINGUAGEM” destacada por um sublinhado curvo laranja. A composição transmite uma mensagem de clareza e inovação na comunicação institucional.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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