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Três comunidades de Nova Bandeirantes serão atendidas por mutirões eleitorais

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por meio da 50ª Zona Eleitoral, realizará uma série de mutirões de atendimento no município de Nova Bandeirantes (a 998 km da capital). A ação atingirá três comunidades da zona rural, começando pela Paraíso do Norte, nos dias 13 e 14 de outubro, na Escola Municipal Marco Azul, no horário das 8h30 às 17h. O mutirão é aberto a todo o eleitorado. 

Além da coleta biométrica, os serviços de alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), transferência, revisão, segunda via, emissão de guias para pagamento de multas eleitorais e regularização do título também serão oferecidos. 

Os demais mutirões estão marcados para os dias 15 e 16 de outubro, na Escola Municipal Paraíso do Norte, na comunidade Salto da Botina; e dias 22 e 23 de outubro na Escola Municipal Princesa Isabel, na comunidade Trescinco, sempre no horário das 8h30 às 17h. A iniciativa procura o eleitorado que ainda não cadastrou a biometria. Dessa forma, a ação busca facilitar o acesso da população aos serviços essenciais da Justiça Eleitoral. 

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De acordo com o servidor do cartório da 50ª Zona Eleitoral, Osmar Fernandes Ribas, são comunidades que passam de 100 km de distância do cartório eleitoral e que dificilmente, pela distância, iriam procurar a Justiça Eleitoral para fazer o cadastramento biométrico. “Começaremos os atendimentos logo de manhã, para que possamos alcançar o maior número de pessoas com biometria na região. Muitos dizem que, se não fossemos até lá, dificilmente iriam fazer a biometria”, completou. 

Nova Bandeirantes possui 9.835 eleitores e eleitoras, sendo que 7.310 (74,33%) já realizaram a coleta biométrica e 2.525 (25,67%) ainda não tem a biometria. A iniciativa integra o plano estratégico da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT), que procura ampliar a cobertura biométrica em, pelo menos, 98% do eleitorado mato-grossense em 2025. 

Para usufruir da maioria dos serviços, basta apresentar o documento oficial com foto, em formato físico ou digital. Em caso de alistamento eleitoral, transferência e regularização, o eleitor também deve levar um comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 devem mostrar o comprovante de quitação militar para tirar o primeiro título. 

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Estrutura 

Os servidores do Cartório Eleitoral levarão toda a estrutura necessária para atender a população. Ele terá à disposição um kit biométrico, com um computador portátil, scanner para coleta biométrica, câmera digital, pad para assinatura e case para ambientação e transporte dos equipamentos. 

Cronograma 

Confira as datas e os locais dos atendimentos: 

13 e 14/10 – Escola Municipal Marco Azul (Paraíso do Norte) 

15 e 16/10 – Escola Municipal Paraíso do Norte (Salto da Botina) 

22 e 23/10 – Escola municipal Princesa Isabel (Trescinco) 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A fotografia mostra a Escola Municipal Marco Azul, construída com madeira e pintada de azul e branco. É possível ver uma porta aberta e uma árvore grande na frente da construção. O pátio é de grama e há árvores no fundo. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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