MATO GROSSO

Três atletas de MT vão representar Seleção Brasileira em 2026 nas disputas internacionais

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Atletas de Mato Grosso tiveram desempenho de destaque nacional nas Eliminatórias das Seleções Brasileiras de Boliche 2026, uma espécie de seletiva para escolha dos nomes que representarão o Brasil nas competições internacionais do ano. Três atletas do Estado, Roberta Rodrigues, William Hideki e Raquel Tenuta, garantiram vaga na equipe permanente, em disputa com 36 partidas no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março.

No total, quatro representantes mato-grossenses foram convocados. No feminino, o destaque foi Roberta Rodrigues, que conquistou o primeiro lugar geral da competição. A atleta somou 5.992 pinos e alcançou a média de 187,25, desempenho que garantiu a convocação dela para a Seleção Brasileira Permanente.


Também representando Mato Grosso, Raquel Tenuta encerrou a disputa na 5ª colocação, com 5.194 pinos e média de 162,31. Com o resultado, a atleta também garantiu vaga na equipe feminina que representará o Brasil nas competições internacionais previstas para 2026.

“Foram dias de muita intensidade e alto nível técnico. Sabíamos que seria uma competição extremamente difícil. Cada partida exigiu foco, equilíbrio emocional e superação. Estou muito feliz”, frisa Raquel.

No masculino, a disputa foi ainda mais acirrada. Apenas duas vagas estavam disponíveis. O atleta William Hideki conquistou a 2ª colocação geral, com 7.173 pinos e média de 224,16, assegurando vaga na Seleção Brasileira. O resultado coloca o mato-grossense entre os dois melhores atletas do país na categoria.


“Estou feliz e esperançoso. O resultado dos treinos e estudos estão surtindo efeito. Temos a missão de classificar o Brasil para o Pan-americano de 2027, então precisamos de bom desempenho nos campeonatos. Agora é dedicar mais ainda e tentar buscar uma medalha ou uma boa classificação para o Brasil”, destaca o atleta.

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Já Thiago Wandscher finalizou a competição na 13ª colocação, com 5.993 pinos e média de 187,28, também representando Mato Grosso entre os principais nomes do cenário nacional.

O desempenho reforça o crescimento técnico do boliche mato-grossense e evidencia o trabalho desenvolvido no Estado para fortalecimento da modalidade, que recebe incentivos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Para Mato Grosso, o saldo das Eliminatórias é expressivo: quatro atletas convocados e três classificados para a Seleção Brasileira, resultado que projeta o Estado no cenário internacional do boliche em 2026.

Entre as competições previstas estão a classificatória para o Pan-Americano, promovida pela Organização Desportiva Sul-Americana (Odesur), entidade responsável pelos Jogos Sul-Americanos, evento multiesportivo que reúne atletas de países da América do Sul.

A próxima edição principal são os XIII Jogos Sul-Americanos Santa Fe 2026, que serão realizados conjuntamente em Santa Fe, Rosario e Rafaela, na Argentina, com foco no alto rendimento. Na classificatória, representam o Brasil, Júlio Mattos (RJ) e Willian Hideki (MT), pelo masculino e, no feminino, Roberta Rodrigues (MT) e Jacque Costa (MG).

Pela competição Campeão dos Campeões, na Costa Rica, Júlio e Willian disputam pela Seleção Brasileira de Boliche no masculino e, entre as mulheres, Roberta e Jacque. Pelo o torneio PABCON feminino, na Colômbia, seis atletas representarão o país.

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A Federação Mato-grossense de Boliche, presidida por Raquel Tenuta, já antecipou que os atletas de Mato Grosso vão participar da Taça Brasília, entre 13 e 15 de março, da Taça Recife, de 1º a 3 de maio, e da Taça BH, entre 22 e 24 de maio deste ano. Ela demonstra entusiasmo com o momento vivenciado pelos atletas do Estado.

“Como presidente da Federação, é ainda mais gratificante ter três representantes conquistando vaga na Seleção Brasileira. Isso demonstra o trabalho desenvolvido em Mato Grosso e que estamos no caminho certo. O apoio da Secel-MT é fundamental para fortalecer o boliche mato-grossense e dar condições para que nossos atletas possam competir em alto nível”, ressalta.


No último ano, a entidade recebeu fomento de quase R$ 400 mil do Governo de Mato Grosso para execução do calendário de eventos da modalidade. Para o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Davi Moura, o resultado demonstra a maturidade esportiva do Estado.

“Ver Mato Grosso ocupar espaço na Seleção Brasileira é a prova de que o investimento público no esporte gera resultados concretos. Estamos falando de atletas que competem em alto nível nacional e agora projetam o nome do nosso Estado em disputas internacionais. A Secel-MT segue comprometida em garantir estrutura, calendário e condições para que mais talentos alcancem esse patamar”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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