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Comissão de Assuntos Fundiários de Cuiabá inicia novo ciclo com foco na transformação social

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A Comissão Municipal de Assuntos Fundiários e Registros Públicos da Comarca de Cuiabá realizou nesta semana a terceira reunião do ano no Fórum da Capital. Para o biênio 2025/2026, o grupo está com a composição renovada, conforme a Portaria n. 06/2025 da Diretoria do Foro da Capital.

O colegiado é multissetorial e reúne representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Prefeitura de Cuiabá, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e cartórios de registro público. O objetivo é atuar de forma integrada na busca por soluções para questões fundiárias urbanas e rurais no âmbito do município de Cuiabá.

“A discussão de assuntos fundiários é de extrema importância para a sociedade e fundamental para a organização de um serviço público eficiente. A estrutura multissetorial permite analisar os problemas sob diferentes perspectivas e construir soluções mais abrangentes e legítimas”, destacou a diretora do Foro da Capital, juíza Hanae Yamamura de Oliveira.

Atribuições e ações – Entre as atribuições da comissão estão o mapeamento de problemas fundiários e o acompanhamento de processos de regularização, como usucapião e adjudicação compulsória. A atuação também abrange a Reurb – conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que permitem a incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e à titulação de seus ocupantes (Lei 13.465/2017).

Em 2025, foram realizadas ações como a criação de rede de contatos para recebimento e entrega de documentos referentes à Reurb; sistematização de informações sobre processos em análise ou já registrados em cartórios; divulgação de ferramentas disponíveis para obtenção gratuita de certidões de registro imobiliário via plataforma www.ridigital.org.br, do ONR; lançamento do Projeto Conexão Fundiária, para promover debates técnicos sobre o Direito Fundiário; realização de palestra técnica sobre Reurb, promovida pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária; e divulgação das ações desenvolvidas para conhecimento da sociedade.

Impacto social – O representante do 6º Ofício de Cuiabá, José Pires, ressaltou que a comissão contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida. “O município tem muita gente que precisa de moradia. Com os lotes regularizados, há incremento da economia e da arrecadação municipal.”

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A tabeliã substituta do 5º Serviço Notarial e de Registro de Imóveis de Cuiabá, Milena Rondon Luz Tarachuk, também destacou a atuação dos cartórios. “Os cartórios disponibilizam ferramentas essenciais, como a emissão gratuita de buscas e certidões para o município e o Estado, além do registro sem custos de títulos definitivos e decisões de usucapião nos casos previstos em lei.”

Como exemplo, citou regularizações recentes: Loteamento Nova Esperança II (400 unidades já registradas e 435 em andamento), Vila Verde (122 unidades) e Império do Sol (101 unidades). Em 2025, estão em andamento processos referentes ao bairro Dom Aquino e ao Parque Mariana.

A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, Michelle Almeida Dreher Alves, reforçou o papel da comissão no trabalho conjunto. “A comissão é muito importante para a Prefeitura de Cuiabá, pois permite o diálogo direto com os cartórios, Ministério Público e Judiciário. Dessa forma, conseguimos alinhar rapidamente pontos que antes eram críticos. Esse alinhamento garante mais celeridade às questões fundiárias do município.”

O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, da Promotoria do Meio Ambiente, também destacou a relevância do colegiado. “A comissão é um espaço de encontro e articulação entre vários órgãos e entidades, onde conseguimos encaminhar de forma mais rápida, menos formal, assuntos importantes relacionados à questão fundiária. É um espaço para dar encaminhamento às demandas mais urgentes, que precisam de decisão ágil.”

Para o advogado Fábio Luís de Mello Oliveira, representante da OAB-MT, a pluralidade da comissão fortalece sua atuação. “A participação multissetorial dá mais corpo e força à comissão para atender as demandas. Quando todos os atores unem forças, a solução fica mais próxima. Certamente vamos deixar um legado para o município de Cuiabá no atendimento da função social, essencial para aqueles que mais necessitam da atuação do poder público.”

Composição da Comissão 2025/2026

De acordo com a Portaria n. 06/2025, a comissão se divide em dois grupos (Permanente e Auxiliar), ambos vinculados à Diretoria do Foro da Comarca de Cuiabá.

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Comissão Permanente

  • 2ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá (Poder Judiciário)

  • Dr. João Bosco Soares da Silva – Juiz de Direito da 10ª Vara Criminal (vice-representante do Judiciário)

  • Dr. Carlos Eduardo Silva – Promotor de Justiça (Ministério Público)

  • Dr. Joaquim José Abinader Guedes da Silva – Defensor Público

  • Michelle Almeida Dreher Alves – Secretária Municipal de Habitação e Regularização Fundiária

  • Ana Maria Calix Moreno, Maria Helena Rondon Luz, Joani Maria de Assis Asckar e Nizete Asvolinsque – representantes dos Cartórios de Registro de Imóveis e Tabelionatos de Notas da Comarca

Comissão Auxiliar

  • 2ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá (Poder Judiciário)

  • Dr. João Bosco Soares da Silva – Juiz de Direito da 10ª Vara Criminal (vice-representante do Judiciário)

  • Dr. Carlos Eduardo Silva – Promotor de Justiça (Ministério Público)

  • Dr. Fábio Barbosa – Defensor Público

  • William Campos – Secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária

  • Ana Maria Calix Moreno, Maria Helena Rondon Luz, Joani Maria de Assis Asckar e Nizete Asvolinsque – representantes dos Cartórios de Registro de Imóveis e Tabelionatos de Notas

  • Dra. Patrícia Cavalcanti Albuquerque – Procuradora-Chefe da Procuradoria de Assuntos Fundiários, Ambientais e Urbanísticos do Município

  • Dr. Fábio Luís de Mello Oliveira – Advogado, representante da OAB/MT

A comissão se reúne ordinariamente a cada três meses e, para a juíza Hanae Yamamura, o trabalho conjunto é exemplo de como a cooperação institucional pode gerar impacto social positivo. “A regularização fundiária facilita o acesso ao crédito, fomenta o investimento, garante a função social da propriedade e está diretamente ligada à proteção ambiental.”

Fale com a Comissão de Assuntos Fundiários pelo e-mail: [email protected]

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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