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Desembargadora Clarice Claudino visita Campo Verde e celebra Justiça Restaurativa nas escolas

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Há três anos, o município de Campo Verde (a 137 km de Cuiabá) transformou o “Programa Eu e Você na Construção da Paz” numa política pública, instituída pela Lei Municipal n° 2866. A prática de Círculos de Construção de Paz nas escolas virou referência nacional e, para focar no aprimoramento dos métodos de diálogos e conciliação no ambiente escolar, o município promove anualmente a “Semana Restaurativa de Campo Verde”.

Em reconhecimento ao sucesso do programa, que já é referência nacional e despertou, inclusive, o interesse do Ministério da Educação (MEC) e da Unesco, a desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do NugJur, visitou Campo Verde nessa segunda-feira (04 de agosto).

A visita, que incluiu encontros com alunos e facilitadores, foi marcada por uma Moção de Aplauso da Câmara Municipal, que homenageou magistrados e servidores municipais envolvidos na gestão da prática restaurativa.

O “Programa Eu e Você na Construção da Paz” foi implantado no município em parceria com o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Campo Verde. Atualmente atende nove escolas municipais, seis estaduais e uma particular.

A programação começou no Centro Educacional Paulo Freire, onde a desembargadora Clarice, o coordenador do NugJur, juiz-auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi, e a coordenadora do Cejusc, juíza titular da Vara de Infância e Juventude, Maria Lúcia Prati, foram recebidos pela secretária municipal de Educação, Simoni Pereira Borges, e pela diretora da unidade escolar, Luciene Silva Lima. A escola adota a metodologia com 400 dos seus 1.400 alunos (do 4º e 5º anos).

Em seguida, um encontro com facilitadores e facilitadoras dos Círculos de Construção de Paz, formados pelo NugJur e atuantes em escolas e órgãos do município, foi realizado no auditório da Câmara de Vereadores. Na sexta-feira (01 de agosto), 39 facilitadores concluíram o curso de formação do NugJur e nesta terça-feira (05), durante o “Dia D” da Semana Restaurativa, os novos facilitadores realizam simultaneamente Círculos nas escolas em que atuam, em parceria com os facilitadores mais experientes.

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“Campo Verde, a exemplo do TJMT, também tem “Servidor da Paz”, também se dedica ao seu público interno. A parte da Educação está super engajada, mas também temos a parte da Assistência Social, da Infância e Juventude e de outros segmentos, como os Jovens Aprendizes. Temos hoje aqui uma comunidade que abraçou a Justiça Restaurativa de uma forma magnífica, plena, cada vez maior e estão todos de parabéns”, afirmou a desembargadora.

Moção de Aplauso

Na Câmara, a desembargadora destacou a polarização atual e a necessidade de reconciliação, apresentando a Justiça Restaurativa como uma solução. O Sistema Judiciário, de acordo com ela, expandiu suas possibilidades, oferecendo “múltiplas portas” além da sentença judicial. A chave é o diálogo com a escuta ativa como primeiro passo. O Círculo de Construção de Paz, inspirado em práticas ancestrais, promove a igualdade e o acolhimento, com facilitadores guiando as conversas em um ambiente confidencial.

“Confidencialidade é fundamental, assim como a fala em primeira pessoa e o uso de um objeto que regula a vez de falar. O método é aplicado nas escolas e ensina crianças e jovens respeito, paciência e escuta sem crítica, promovendo transformações substanciais nos relacionamentos”, explicou a magistrada aos vereadores e facilitadores presentes, colocando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso à disposição para expandir o programa.

O juiz Túlio Duailibi agradeceu a todos os envolvidos na implementação da Justiça Restaurativa em Campo Verde, destacando a colaboração do Poder Judiciário, da prefeitura, especialmente as Secretarias de Educação e Assistência Social, e a Câmara Municipal, que apoiou o programa e aprovou a lei.

“Quero agradecer a todos por confiarem no Poder Judiciário, especialmente aos facilitadores que fazem a sua doação cotidiana para que os princípios da Justiça Restaurativa permaneçam vivos. (…) Gostaria de compartilhar esta Moção de Aplauso com todos vocês e pedir que permaneçam conosco”, disse o magistrado.

A juíza Maria Lúcia Prati relembrou o início do então projeto de Justiça Restaurativa em Campo Verde, em 2022, e descreveu como um desafio, mas motivado pelo desejo de um futuro melhor para as crianças. Ela também agradeceu aos facilitadores e enfatizou o impacto positivo do programa nas escolas do município.

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“O Círculo de Construção de Paz é uma das ferramentas da Justiça Restaurativa, mas é a mais potente porque aprendemos com a história do outro. (…) Aproveito a oportunidade para agradecer o reconhecimento e para agradecer a cada um dos facilitadores, que fazem o programa acontecer”, disse a juíza.

A secretária de Educação destacou o papel fundamental da desembargadora Clarice Claudino no desenvolvimento de uma política pública de Justiça Restaurativa. “Para nós, é sempre significativo receber a desembargadora Clarice aqui. Ela foi uma das pessoas que impulsionou, incentivou, que tem toda a visão da Justiça Restaurativa e nos encorajou a entrar nessa dinâmica. Nos sentimos agraciados em tê-la aqui. A fala dela é sempre pertinente e muito coerente.”

Foram agraciados com a Moção de Aplauso da Câmara, aprovada pelos 13 vereadores da casa, a presidente do NugJur, desembargadora Clarice Claudino da Silva; o coordenador do NugJur, juiz-auxiliar da presidência, Túlio Duailibi; a coordenadora do Centro Judiciário de Resolução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juíza titular da Vara de Infância e Juventude, Maria Lúcia Prati; a secretária municipal de Educação, Simoni Pereira Borges; formador de facilitadores do Cejusc Campo Verde, Louredir Rodrigues Benevides, e o prefeito Alexandre Lopes de Oliveira.

Visita da Unesco

A desembargadora Clarice contou que a equipe da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) tem como objetivo observar a implementação da Justiça Restaurativa no município “como, onde e o que está sendo feito”.

“A visita deve acontecer na segunda quinzena de setembro e servirá de estímulo e também de observação do que aqui está sendo feito, como e onde está sendo feito para que essas práticas, então, se solidifiquem e acabem sendo motivadoras para outros tantos.”

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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3ª Corrida Maria da Penha será realizada no dia 1º e abre programação do Agosto Lilás em Sinop

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A 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha será realizada no dia 1º de agosto em Sinop, marcando a abertura da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A largada será às 17h, na Orla do Residencial Recanto Suíço, com percurso de cinco quilômetros. Neste ano, o evento também contará com a Corrida Kids, ampliando a participação das famílias e da comunidade.

As inscrições podem ser feitas até 27 de julho ou até o preenchimento das 900 vagas, pelos sites Corrida 360 e Canal do Ciclista. O valor é de R$ 70,00. Os recursos arrecadados serão destinados às ações da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop.

Promovida pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com organização técnica da Life e Canal do Ciclista, a corrida tem como objetivo conscientizar a população para o enfrentamento à violência doméstica e mobilizar a sociedade em defesa dos direitos das mulheres.

A coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Sinop, juíza Débora Caldas, integrante da Rede de Enfrentamento, ressalta que o evento simboliza o compromisso coletivo com a proteção das mulheres. “A violência contra a mulher é um desafio que exige o compromisso de toda a sociedade e, nesse contexto, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha simboliza exatamente isso, a união entre Poder Judiciário, instituições públicas, iniciativa privada e comunidade em uma mobilização pela vida, pelo respeito e pela garantia dos direitos das mulheres.”

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A magistrada lembra que a edição deste ano celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça a importância da prevenção e da atuação integrada da Rede. “Cada inscrição, cada passo e cada participante representam um gesto de apoio às mulheres e um compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, segura e livre de violência. Convidamos toda a população de Sinop e da região a participar dessa causa, porque o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos.”

A presidente e coordenadora da Rede de Enfrentamento, advogada Eliane dos Santos destaca que a corrida já se consolidou como um dos principais eventos de mobilização social do município. “Estamos quase chegando aos 900 inscritos na corrida. Mais um evento promovido pela Rede de Sinop para conscientizar e mobilizar a sociedade em prol da causa. É uma corrida que envolve toda a sociedade sinopense, homens, mulheres e crianças, e este ano é especial, porque a Lei Maria da Penha completa 20 anos e porque marca a abertura do Agosto Lilás. A corrida dá início a todas as ações que serão realizadas pelos integrantes da Rede durante o mês.”

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No ano passado, a 2ª Corrida Maria da Penha contou com mais de 600 participantes.

Rede de Sinop

Criada em 2019, a Rede de Enfrentamento de Sinop conta com 30 parceiros, que realizam ações em diversas frentes, dentre elas educação, conscientização, responsabilização dos autores de violência doméstica contra a mulher, acolhimento e resgate das mulheres. A união dessas iniciativas conta com a intermediação do Poder Judiciário de Mato Grosso, que, desde o início, cumpre também o papel de articulador.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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