Tribunal de Justiça de MT

Justiça Restaurativa leva diálogo e cultura de paz a crianças durante o Ribeirinho Cidadão

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Em meio à programação de atendimentos e serviços levados a comunidades de difícil acesso, o Projeto Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas também abre espaço para ações voltadas à formação humana e à convivência social. Na 19ª edição do projeto, o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem promovido atividades com estudantes para incentivar o diálogo, a empatia e a cultura de paz nas escolas das localidades atendidas.

Nesta quinta-feira (12) e sexta-feira (13), a equipe do NugJur desenvolveu atividades no Distrito de Caramujo, em Cáceres, envolvendo alunos da comunidade e também crianças que vivem em áreas rurais próximas, como fazendas e sítios. As ações fazem parte da programação social da caravana, que ainda seguirá para os municípios de Vale de São Domingos, nos dias 15 e 16 de março, e Reserva do Cabaçal, nos dias 18 e 19 de março.

Segundo a auxiliar judiciária, instrutora e facilitadora dos Círculos de Construção de Paz do NugJur, Sandra Maria da Costa Félix, a participação no projeto representa uma oportunidade de levar conhecimento e incentivar mudanças de comportamento desde a infância. “Primeiramente, é uma honra participar de um projeto tão bonito, que faz diferença na vida das pessoas e mostra esse trabalho do Judiciário além das atividades tradicionais. A nossa vinda até aqui está sendo muito especial”, destacou.

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Ela explica que as atividades são voltadas principalmente para crianças, incluindo alunos com necessidades específicas, e buscam estimular a reflexão sobre atitudes e relações no ambiente escolar e comunitário. “Estamos trabalhando temas como o bullying, a importância da amizade e do respeito. É uma oportunidade de levar conhecimento e promover uma mudança de cultura, incentivando a cultura de paz”, afirmou.

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Círculos de diálogo e reflexão

Durante as atividades, a equipe do NugJur utiliza práticas inspiradas na Justiça Restaurativa, como os chamados Círculos de Construção de Paz. Nesses espaços, os participantes são incentivados a compartilhar experiências, ouvir uns aos outros e refletir coletivamente sobre formas de melhorar a convivência. A metodologia busca fortalecer a comunicação, a empatia e a resolução pacífica de conflitos.

De acordo com Sandra, além de ensinar, as atividades também proporcionam aprendizado para a própria equipe. “Durante as atividades percebemos o quanto também aprendemos com as crianças. Elas trazem muitos valores de casa e refletem sobre o dia a dia e sobre a forma como se relacionam com os outros”, relatou.

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Para ela, iniciativas como o Ribeirinho Cidadão reforçam a importância de levar esse tipo de abordagem também às comunidades mais afastadas. “Mesmo sendo uma comunidade pequena, percebemos que existe uma grande necessidade de acolhimento, de atenção e de carinho. A Justiça Restaurativa ajuda a construir essa ponte, criando espaços de diálogo onde as pessoas podem falar com o coração e se sentirem mais presentes na vida da comunidade escolar e também na vida uns dos outros”, afirmou.

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Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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