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Mutirão Interligue Já retorna com foco em conciliação e regularização

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A 5ª edição do Mutirão Interligue Já foi lançada na tarde desta segunda-feira (9), em Cuiabá, com a proposta de estimular a ligação de imóveis à rede pública de esgoto e evitar a judicialização de demandas relacionadas ao saneamento básico. No total, serão 546 audiências no período de 9 a 13 de março, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental).

A mobilização integra as ações previstas no Termo de Cooperação Técnica nº 12/2024, firmado entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), o Ministério Público de Mato Grosso, a concessionária Águas Cuiabá, o Município de Cuiabá e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Cuiabá Regula).

Gestor-geral do Nupemec, Sebastião José de Queiroz Júnior destacou que a iniciativa demonstra, na prática, a força da política de solução consensual de conflitos. “É uma imensa satisfação representar o núcleo gestor da política de autocomposição do Poder Judiciário. Quando sonhamos e trabalhamos juntos, não tem como não dar certo. Esse projeto mostra de forma concreta como a conciliação pode ser um instrumento não apenas para resolver pendências relacionadas ao saneamento básico, mas também para promover saúde pública, proteção ambiental e cidadania”, afirmou.

“Cada acordo firmado aqui é um passo para ampliar a cobertura do saneamento básico e reduzir impactos ambientais, beneficiando toda a sociedade”, completou.

A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, da 17ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística de Cuiabá, ressaltou que o mutirão também fortalece o engajamento da população na busca por soluções coletivas.

“Entregamo-nos a esta causa. Reconhecemos que o esforço pode ser exaustivo, especialmente nas últimas audiências, mas o que nos motiva é a possibilidade de fazer a diferença. É gratificante ver a população engajada e compreendendo que também faz parte da solução”, declarou.

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Para a promotora, a conscientização é o principal resultado da iniciativa. “Almejamos que, com a colaboração de todos, possamos revitalizar os rios, melhorar a qualidade ambiental e a saúde pública, e proporcionar um sentimento de pertencimento aos cidadãos de Cuiabá”, disse.

O gestor judiciário do Cejusc Ambiental, Samir Oliveira, destacou que o projeto tem apresentado resultados expressivos desde as primeiras edições. “O projeto prevê a realização de mais de 540 audiências ao longo da semana e tem como principal objetivo fortalecer o compromisso da sociedade com a interligação. Muitas pessoas, após receberem as notificações, já iniciam a regularização antes mesmo da audiência, o que demonstra que o projeto está alcançando seus objetivos”, afirmou.

Ele também ressaltou os índices positivos obtidos no último relatório da iniciativa. “Em 2025, registramos 91% de resolução dos casos, independentemente da presença ou ausência nas audiências. Isso mostra que estamos no caminho certo”, pontuou.

Representando a Concessionária Águas Cuiabá, o coordenador Jurídico e Regulatório, Denis Canavarros, destacou os resultados alcançados em quatro edições já realizadas. “O ano passado foi muito positivo para o projeto. Tivemos cerca de mil audiências realizadas, com 920 acordos firmados, o que representa 91% de adesão dos munícipes”, explicou.

Segundo ele, a meta é ampliar o alcance da iniciativa. “A Águas Cuiabá está aqui com seus técnicos para orientar a população e prestar informações. Nossa intenção é realizar quatro edições presenciais neste primeiro semestre e, posteriormente expandir o projeto para novos bairros”, acrescentou.

O diretor regulador-presidente da Cuiabá Regula, Alexandre César Lucas, classificou o programa como uma iniciativa transformadora para a cidade. “Costumo dizer que o Interligue Já é um verdadeiro presente para a população. É uma iniciativa que não se volta apenas à qualidade ambiental, mas que também impacta diretamente a saúde pública”, afirmou.

Segundo ele, o programa também contribui para o planejamento e monitoramento dos serviços públicos. “O programa nos traz indicadores valiosos que são acompanhados pela agência reguladora. Mais do que audiências, o objetivo aqui é promover conscientização e buscar soluções que evitem conflitos”, disse.

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Educação ambiental e sustentabilidade

Além das audiências de conciliação, o mutirão também promove ações educativas sobre a legislação de saneamento básico. E, numa ação de preservação ambiental, durante o evento mudas de ipê branco estão sendo distribuídas por meio do Projeto Verde Novo, iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso criada em 2017.

Desde a criação, o programa já destinou mais de 250 mil mudas, entre plantios diretos e distribuição à população, reforçando o compromisso do Judiciário com a ampliação da cobertura vegetal, o combate ao calor urbano e a conscientização ambiental.

Outra iniciativa presente no evento é a Calculadora Itinerante de Compensação de Gases de Efeito Estufa, coordenada pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT. Lançada em setembro do ano passado durante o 10º Encontro de Sustentabilidade e o 2º Seminário de Mudanças Climáticas, a ferramenta permite estimar os impactos ambientais de atividades cotidianas.

De acordo com a gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen, hábitos como deslocamento, consumo de energia, uso de combustíveis e descarte de resíduos contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“A calculadora apresenta estimativas diárias, semanais, mensais e anuais desses impactos e também sugere práticas que ajudam na compensação ambiental”, explicou.

Com a união de ações educativas, ambientais e jurídicas, o Mutirão Interligue Já busca consolidar uma cultura de responsabilidade compartilhada e ampliar o acesso ao saneamento básico em Cuiabá.

Durante cinco dias de atividades, até o próximo dia 13 de março, estão programadas 546 audiências de conciliação, distribuídas em sete salas. Nesta edição, o mutirão atende moradores dos bairros Quilombo, Esperança, Santa Rosa e Jardim das Américas.

Obrigatoriedade

Conforme a Lei nº 14.026/2020, o usuário deve realizar a conexão do seu esgoto à rede pública para o devido tratamento, sendo a interligação responsabilidade da população.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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