Tribunal de Justiça de MT

Parceria entre TJMT e Universidade de Coimbra amplia intercâmbio jurídico de magistrados

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou na manhã desta segunda-feira (24), no Auditório do Complexo dos Juizados Especiais, a Aula Magna em celebração ao convênio firmado com a Universidade de Coimbra, uma das instituições de ensino mais tradicionais do mundo, principalmente no que tange à educação jurídica, para fomento de pesquisa acadêmica e cursos de extensão.

O evento, promovido em parceria com a Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM) e a Escola da Magistratura Mato-grossense (EMAM), reuniu desembargadores, juízes, professores, servidores e representantes da comunidade jurídica.

A presidente da AMAM, juíza Jaqueline Cherulli, abriu o encontro com uma fala marcada por simbolismo e reconhecimento histórico. Para ela, a parceria consolida um sonho antigo e abre uma nova fronteira de diálogo e aperfeiçoamento.

“É uma celebração de um anseio que a EMAM/AMAM carregava há muitos anos. Conseguimos firmar este convênio com uma das universidades mais antigas. Abrimos caminhos para que magistrados de Mato Grosso dialoguem com mestres portugueses. É uma troca que nos enriquece como profissionais, como cidadãos e como seres humanos”, destacou a magistrada.

Prestígio institucional

O ouvidor geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, ressaltou que o convênio simboliza uma aliança estratégica entre tradição e inovação.

“A assinatura de um convênio dessa natureza reforça os laços do compromisso com a formação jurídica consistente”, afirmou Curvo.

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O diretor-geral da EMAM, juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, destacou que a parceria representa um passo significativo no fortalecimento da formação continuada da magistratura:

“A finalidade é aperfeiçoar com o que o Brasil tem de melhor. A vinda dos representantes de Coimbra demonstra o prestígio que Mato Grosso e nossa magistratura conquistaram. Estamos construindo um novo caminho acadêmico a partir desse convênio”, explicitou.

Direito na contemporaneidade

A Aula Magna contou com três palestras ministradas por nomes relevantes das academias brasileira e portuguesa, reforçando a integração científica e o diálogo jurídico entre os países.

O professor Marco Aurélio Marrafon, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), abriu as exposições com o tema “Complexidade hermenêutica da decisão judicial e os limites interpretativos da Inteligência Artificial”. Ele celebrou o convênio firmado entre as instituições, destacando a relevância do intercâmbio acadêmico. “Devemos celebrar. Este convênio trará grandes frutos para o aprimoramento da magistratura mato-grossense, que muito honra o Brasil”.

Na sequência, o professor Pedro Costa Gonçalves, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, abordou o tema “Estado regulador: regulação pública por agência e regulação pública por contrato”. O jurista reforçou o vínculo histórico entre o pensamento jurídico brasileiro e o português, ressaltando a importância do convênio para aprofundar relações acadêmicas.

“É de grande interesse da nossa parte aprofundar os laços de comunicação, interação e relação com a academia e a magistratura brasileira, com instituições de referência no Brasil, como é o caso da AMAM”, pontou.

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O terceiro palestrante, João Nuno Calvão da Silva, vice-reitor da Universidade de Coimbra, apresentou o tema “Agências reguladoras: da sua legitimidade”. Ele ressaltou o orgulho e o compromisso da universidade com o Brasil, lembrando que mais de 3 mil estudantes brasileiros estão matriculados em Coimbra.

“Nós temos uma história com o Brasil que é feita no presente, com mais de 3.000 estudantes brasileiros. Esta parceria que nós temos com a AMAM e com o Poder Judiciário aqui do Estado de Mato Grosso, insere-se nesta relação que nós queremos cada vez mais fortes, e mostramos a nossa gratidão viajando até aqui”, afirmou.

Entre os presentes estavam o desembargador Luis Octávio Saboia Ribeiro, vice-presidente da AMAM, o desembargador Deosdete Cruz Júnior, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, juiz Antônio Veloso Peleja Junior, diretor Pedagógico da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), além da presidente da OAB-MT, Gisela Alves Cardoso, magistrados, servidores e docentes.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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