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PJMT alerta sobre risco de golpes no portal GOV.BR e outros serviços relacionados

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O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) alerta magistrados(as), servidores(as) e cidadãos(ãs) sobre golpes relacionados, por exemplo, ao portal GOV.BR. Essas fraudes visam acessar dados pessoais e financeiros para realizar atividades criminosas, como a solicitação indevida de restituição do imposto de renda ou o uso das informações para outros tipos de fraudes. 
 
Entre os métodos mais comuns estão a alteração dos dados de contato cadastrados, como e-mail e telefone, seguida pela troca da senha para assumir o controle da conta. Também há relatos de mensagens falsas em nome do INSS, alegando trocas de senha após supostos atendimentos presenciais não reconhecidos, com a nova senha sendo direcionada ao e-mail do fraudador. 
 
Essa preocupação é vista também em vários órgãos parceiros da administração pública estadual e judiciário nacional. Por isso, a adoção de medidas de segurança é imprescindível para evitar cair nesses golpes. Manter informações atualizadas, habilitar a verificação em duas etapas e desconfiar de mensagens urgentes são ações indispensáveis para proteger dados pessoais e financeiros. Além de proteger o indivíduo, essas práticas fortalecem a confiança nas plataformas digitais, garantindo que os sistemas públicos continuem sendo ferramentas seguras e eficientes para todos os cidadãos. 
 
“A adoção de práticas de segurança não só protege os dados institucionais dos usuários quanto os dados pessoais, além de fortalecer a confiança nas plataformas digitais dos órgãos públicos”, apontou o assessor de projetos de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Fellipe Ribeiro Silva Abib. “A segurança digital é uma responsabilidade compartilhada e, com a colaboração de todos, podemos criar um ambiente mais seguro para todos”, completou. 
 
Golpe no Gov.br – Conhecido como Golpe da Mudança de E-mail, o golpe no GOV.BR funciona em etapas bem planejadas pelos golpistas. Primeiro, os criminosos acessam a conta da vítima e alteram informações de contato, como telefone e e-mail. Em seguida, aproveitam os dados atualizados para mudar a senha da conta, obtendo controle total. Com isso, utilizam as informações pessoais para realizar ações fraudulentas, como a solicitação de restituição do imposto de renda, lesando financeiramente a vítima.
 
Para se proteger, é preciso que o cidadão verifique seus dados regularmente, acessando o portal GOV.BR com frequência para garantir que as informações estejam corretas. Também é recomendado ativar a verificação em duas etapas, medida que adiciona uma camada extra de segurança e é altamente eficaz contra invasões. Ainda é preciso proteger suas senhas: nunca as compartilhar com terceiros e evitar usar as mesmas senhas em ambientes diferentes, como pessoais e institucionais.
 
Golpe da CNH vencida – Criminosos estão utilizando um novo golpe para enganar motoristas, conhecido como Golpe da CNH Vencida. Ele começa com o envio de um SMS falso para a vítima, informando que sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está vencida. A mensagem inclui um link fraudulento que direciona para um site falso, feito para imitar o portal GOV.BR.
 
No site falso, os golpistas solicitam informações pessoais e geram um boleto para pagamento de taxas relacionadas à suposta renovação da CNH. Quando a vítima realiza o pagamento, o valor é desviado diretamente para os criminosos, causando prejuízo financeiro. 
 
Para proteger-se, especialistas recomendam que a fonte seja verificada, lembrando que os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) não enviam notificações sobre vencimento da CNH por SMS. Por isso, é importante sempre desconfiar de mensagens desse tipo. Links suspeitos também merecem atenção, não clicando em endereços enviados por números desconhecidos ou mensagens que aparentam ser urgentes. E claro, sempre consultar canais oficiais, a fim de verificar a situação da CNH. 
 
Outros golpes comuns – Com a crescente digitalização dos serviços, os golpistas têm explorado novas maneiras de enganar e lesar as pessoas. Entre os golpes mais frequentes estão o Golpe do Imposto de Renda e o Golpe dos Correios, que utilizam mensagens falsas para induzir as vítimas a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos.
 
No Golpe do Imposto de Renda, os criminosos tentam acessar informações sigilosas das vítimas para solicitar restituições fraudulentas no sistema da Receita Federal. Já no Golpe dos Correios, os golpistas enviam mensagens falsas informando taxas de entrega pendentes, direcionando as vítimas para sites fraudulentos onde dados pessoais podem ser roubados ou pagamentos indevidos exigidos.
 
Nesse caso, para se proteger desses golpes, é recomendado verificar a autenticidade das mensagens e sempre desconfiar de textos que solicitam dados pessoais, pagamentos ou acessos urgentes. Também é sugerido que se verifique diretamente com a instituição envolvida para confirmar a veracidade da informação. Ainda é sugerido acessar sempre sites oficiais, não clicando em links enviados por mensagens suspeitas. E, claro, evitar pagamentos suspeitos, não realizando pagamentos via Pix ou boletos sem antes confirmar a origem, já que golpistas utilizam esses métodos para dificultar a identificação e o rastreamento.
 
Canais de atendimento – Caso não consiga recuperar ou alterar sua senha, ou precise de suporte para atualizar seus dados, abra um chamado pelo link oficial do GOV.BR. 
 
A Coordenadoria da Tecnologia da Informação ainda destacou que, se as dúvidas ainda persistirem ou a desconfiança sobre algum golpe, basta entrar em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (65) 3617-3900 ou pelo site https://sdmi.tjmt.jus.br/. 
 
 
Talita Ormond 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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