Tribunal de Justiça de MT

Programa “Servidores da Paz” forma duas novas turmas até a próxima sexta-feira

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Ao unir o desenvolvimento humano ao institucional, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), reafirma sua política de valorização e cuidado com as pessoas que constroem diariamente a Justiça no estado. No mês em que se celebra o Servidor Público, comemorado em 28 de outubro, essa valorização ganha um significado ainda mais especial ao reconhecer o papel essencial dos servidores na promoção de um ambiente de trabalho saudável, colaborativo e comprometido com o bem comum.

Inserida nesse contexto, teve início nesta terça-feira, 14 de outubro, na sede do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, a formação de duas novas turmas de facilitadores em Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz, que atuarão no Programa “Servidores da Paz”. Criado em 2023 pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, o programa tem como objetivo humanizar as relações de trabalho e promover uma atmosfera de maior harmonia, empatia e colaboração entre os servidores, fortalecendo o clima organizacional e a disseminação da cultura da paz nas unidades do Poder Judiciário.

Responsável pela formação de uma das turmas, a instrutora Claudete Pinheiro destacou a importância da escuta como um dos maiores desafios da humanidade e explicou que o curso tem como objetivo disseminar a cultura da Justiça Restaurativa e da paz entre os próprios servidores, que conhecem melhor suas necessidades e podem atuar diretamente para atendê-las.

“Vivemos em uma sociedade que aprendeu a responder e a reagir antes de ouvir, e é exatamente aqui que os círculos trabalham, na escuta, na capacidade de se colocar no lugar do outro e acolher sua dor. Mas para que eu possa cuidar do outro, eu também preciso estar bem. Cuidar da saúde mental, emocional, física e espiritual é fundamental, porque o bem-estar do servidor impacta diretamente nos resultados institucionais, mostrando que cada servidor é antes de tudo uma pessoa, com suas necessidades, esperanças, experiências e sonhos, e que o bem-estar individual reflete tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. E nesse quesito, os impactos dos círculos têm sido expressivos nos mais diferentes ambientes. Experiências em escolas públicas mostram redução da evasão escolar e das suspensões, além do fortalecimento do vínculo entre pais e comunidade escolar. No Judiciário, os benefícios incluem melhorias da comunicação interna, fortalecimento do senso de pertencimento e aumento da empatia entre os colegas”, ressaltou Claudete.

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Desenvolvido nas 79 comarcas do estado, o programa foi estruturado para que cada uma delas tenha pelo menos uma dupla de facilitadores de círculos de paz formados pelo Nugjur, unidade gestora do programa ‘Servidores da Paz’. Desde a sua implantação, foram formadas 13 turmas, totalizando 321 servidores formados, 250 círculos de paz realizados nas modalidades presencial e virtual, todos na ambiência do Poder Judiciário e com a adesão de mais de 3.457 servidores-participantes.

A gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Nova Xavantina, Nayara Giovanna Cândida Silva, falou sobre sua primeira experiência com os Círculos de Paz e a transformação de sua percepção sobre a Justiça Restaurativa. “Para mim foi muito inovador, porque tirou alguns paradigmas que eu tinha. Hoje vejo que a Justiça Restaurativa é possível dentro do ambiente de trabalho, com pessoas da comunidade e até em processos que antes eu achava que nunca seriam resolvidos. Essa experiência me faz buscar soluções melhores, não só no trabalho, mas também na minha vida pessoal, para criar minha filha de maneira diferente, com inteligência emocional e espaço para que ela faça a diferença na vida das pessoas”.

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A psicóloga do Psicossocial do Fórum de Cuiabá, Sandra Carolino Severo Ribeiro, destacou a relevância da formação para o trabalho com famílias, escolas e comunidades. “O Círculo de Construção de Paz reforçou tudo o que devemos fazer em termos de Justiça Restaurativa. É uma experiência muito gratificante, que podemos aplicar tanto na vida profissional quanto pessoal, na família, na escola, na justiça ou na saúde. Em qualquer momento em que alguém precisar ser ouvido, o Círculo oferece esse espaço de acolhimento e mudança de percepção”.

Participam da formação, que segue até a próxima sexta-feira, 17 de outubro, servidores lotados em diversas comarcas do estado, como Água Boa, Cuiabá, Guiratinga, Jaciara, Juína, Nova Xavantina, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande, além de servidores aposentados e teletrabalhistas. A formação reúne profissionais de diferentes áreas, como assistentes sociais e psicólogos, servidores vinculados a setores estratégicos do Tribunal de Justiça, como o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR), o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), incluindo o CEJUSC de 2º Grau e o de Nova Xavantina, além do Núcleo Psicossocial (NUPS) do Juizado Especial Criminal (JECRIM) de Cuiabá e do próprio JECRIM de Várzea Grande.

Autor: Naiara Martins

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa – NugJur

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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