Tribunal de Justiça de MT

Seminário sobre Justiça Restaurativa destaca papel da educação na construção da cultura de paz

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O segundo e último dia do Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), começou em clima de sensibilidade e acolhimento.

Acesse as fotos no Flickr do TJMT

Presidente do Nugjur, a desembargadora Clarice Claudino da Silva abriu os trabalhos desta sexta-feira (14) exaltando o papel da Justiça Restaurativa na educação e a evolução das práticas restaurativas nas unidades escolares.

“Mais que um segundo dia de seminário, é um reencontro de almas. Porque educar é conduzir ao coração. A educação é o primeiro círculo de construção de paz. O que está sendo semeado aqui hoje ultrapassa o muro das escolas”, pontuou a desembargadora.

A magistrada destacou a importância de democratizar os círculos de construção de paz, garantindo que estudantes, professores e toda a comunidade escolar tenham acesso a ferramentas de diálogo qualificado.

“O Tribunal de Justiça tem investido nessa política porque já há comprovação estatística suficiente de que o diálogo efetivo transforma ambientes. Essa formação traz alívio às pressões do cotidiano escolar, cria novos hábitos e nos faz enxergar uns aos outros de maneira mais empática e autêntica”, concluiu.

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A abertura foi marcada pela apresentação do Coral “Canto & Encanto”, da Escola Municipal Salvelina Silva, de Várzea Grande, que destacou o papel da arte na cultura de paz.

Justiça Restaurativa nas escolas

O coordenador adjunto do Nugjur, juiz Luis Otávio Pereira Marques, reforçou que as temáticas do dia aprofundam os fundamentos e a prática restaurativa. “Abordaremos comunicação não violenta, práticas restaurativas no ambiente escolar e dialogaremos sobre a transformação social que emerge da cultura de paz”, explicou o magistrado.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) também esteve presente. A secretária executiva da pasta, Flávia Emanuelle de Souza Soares, celebrou o alcance inédito do encontro.

“É a primeira vez que conseguimos reunir mais de 120 profissionais para esta formação. É um marco para as escolas estaduais. Estamos construindo um ambiente verdadeiramente preparado para práticas restaurativas, mediação de conflitos e cultura de paz”, celebrou a educadora.

Representando o Ministério Público, o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior destacou que a implantação da Justiça Restaurativa já apresenta resultados expressivos na redução de conflitos escolares.

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“Esse é o futuro e o caminho. A Justiça Restaurativa tem transformado unidades onde havia grandes conflitos. A meta é construir um ambiente escolar seguro e cidadão, e todos nós aqui estamos comprometidos com isso”.

A programação segue durante todo o dia. Além dos painéis, o Seminário entregará certificações a instrutores e profissionais da educação, e formadores serão homenageados. Para conferir a programação completa, clique aqui.

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Em abertura de seminário, desembargadora Clarice Claudino convida para “jornada de reconexão”

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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