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TJMT e MPMT alinham compartilhamento de dados para fortalecer o Programa SEMEAR

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Representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) avançaram, nesta segunda-feira (09), no alinhamento estratégico das ações do Programa SEMEAR (Sistema Estadual de Métodos para Execução Penal e Adaptação Social do Recuperando).

O objetivo da reunião foi estabelecer a estrutura técnica para o compartilhamento de dados via Departamento de Aprimoramento de Primeira Instância (Dapi/CGJ). Essa integração viabilizará o desenvolvimento de painéis de Business Intelligence (B.I.), ferramentas fundamentais para que o MPMT realize a aferição contínua e o monitoramento preciso das ações de ressocialização e dos índices de reincidência do Programa SEMEAR.

Participaram do diálogo a juíza coordenadora do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD), Henriqueta Lima, a gestora do NCJUD, Valéria Ferraz, a procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, Josane Guariente, assistente ministerial do CAO, Amanda F. Amorim e oficial de gabinete da 31ª Procuradoria de Justiça, Natacha Ayesh.

O Programa SEMEAR em Mato Grosso

O SEMEAR é uma política pública integrada de ressocialização que busca reduzir a reincidência criminal e promover a adaptação social de pessoas privadas de liberdade. A iniciativa atua em cinco eixos estratégicos:

– Psicossocial: Projetos voltados ao fortalecimento emocional, mental e relacional do reeducando. O foco é o “ser humano”.

– Educação: Iniciativas que promovem o acesso ao conhecimento formal, cultural e artístico como ferramenta de transformação.

– Geração de Renda: Ações focadas no empreendedorismo, na economia criativa e na capacidade do reeducando de produzir e gerir recursos. Diferente da qualificação (que ensina o ofício), aqui o foco é a autonomia financeira e a visão de negócio.

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– Esporte: Atividades que utilizam a prática física para promover saúde, disciplina, trabalho em equipe e redução da ociosidade.

– Qualificação Profissional: Cursos técnicos e práticos voltados especificamente para ensinar uma profissão e preparar o reeducando para o mercado de trabalho formal ou autônomo.

No estado, a adaptação do programa foi proposta pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD-TJMT) durante a gestão 2023-2024. A iniciativa culminou na assinatura do Termo de Cooperação Técnica (TCT) n. 32/2024 em 17 de dezembro de 2024, unindo esforços do TJMT, MPMT, Defensoria Pública (DPMT), Governo do Estado, via Secretaria de Estado de Justiça (SeJus) e Instituto Ação pela Paz.

Implementação e Expansão

Atualmente, as ações do programa já foram iniciadas nas seguintes unidades:

– Cadeia Pública de Barra do Bugres (masculina);

– Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde (masculina);

– Centro de Ressocialização de Sorriso;

– Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira de Sinop (masculina).

Há, ainda, uma proposta interna para alavancar o programa para o Centro de Ressocialização de Várzea Grande e a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa em Rondonópolis (masculina).

Visão das Lideranças

Para a juíza Henriqueta Lima, o Programa SEMEAR reflete a maturidade da cooperação judiciária no Estado, unindo instituições para reduzir a reincidência por meio de uma gestão baseada em dados. Com a consolidação do TCT n° 32/2024, ela reforça que o próximo passo é a criação de painéis de B.I. junto à Corregedoria e ao Dapi para monitorar com precisão os eixos de assistência, educação e trabalho, honrando o reconhecimento internacional do programa e garantindo uma política pública que transforme trajetórias.

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Já a procuradora Josane Guariente pontua que a parceria é um instrumento vital de transformação social que permite ao Ministério Público fiscalizar e fomentar políticas eficazes por meio do monitoramento técnico. Ela destaca que a criação dos painéis de B.I. é essencial para aferir o impacto real das ações de ressocialização, assegurando que a integração entre o poder público e a sociedade civil garanta o cumprimento da função social da pena e a redução da criminalidade em Mato Grosso.

Reconhecimento Internacional

A metodologia do SEMEAR, que conecta o poder público e a sociedade civil, ganhou destaque global em 2025 ao ser premiada na França. O programa foi eleito um dos melhores projetos de execução penal do mundo pelo Comitê Consultivo da Revista Échanges, da Escola Nacional de Administração da França (École Nationale d’Administration Pénitentiaire – ENAP), sendo reconhecido por sua eficácia na recuperação social do indivíduo.

Próximos Passos

O foco agora é transformar o alinhamento político em operacionalização técnica. Como o próximo passo envolve a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) e o Dapi, o roteiro será direcionado para a viabilidade técnica dos dados e o cronograma de execução.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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3ª Corrida Maria da Penha será realizada no dia 1º e abre programação do Agosto Lilás em Sinop

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A 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha será realizada no dia 1º de agosto em Sinop, marcando a abertura da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A largada será às 17h, na Orla do Residencial Recanto Suíço, com percurso de cinco quilômetros. Neste ano, o evento também contará com a Corrida Kids, ampliando a participação das famílias e da comunidade.

As inscrições podem ser feitas até 27 de julho ou até o preenchimento das 900 vagas, pelos sites Corrida 360 e Canal do Ciclista. O valor é de R$ 70,00. Os recursos arrecadados serão destinados às ações da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop.

Promovida pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com organização técnica da Life e Canal do Ciclista, a corrida tem como objetivo conscientizar a população para o enfrentamento à violência doméstica e mobilizar a sociedade em defesa dos direitos das mulheres.

A coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Sinop, juíza Débora Caldas, integrante da Rede de Enfrentamento, ressalta que o evento simboliza o compromisso coletivo com a proteção das mulheres. “A violência contra a mulher é um desafio que exige o compromisso de toda a sociedade e, nesse contexto, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha simboliza exatamente isso, a união entre Poder Judiciário, instituições públicas, iniciativa privada e comunidade em uma mobilização pela vida, pelo respeito e pela garantia dos direitos das mulheres.”

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A magistrada lembra que a edição deste ano celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça a importância da prevenção e da atuação integrada da Rede. “Cada inscrição, cada passo e cada participante representam um gesto de apoio às mulheres e um compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, segura e livre de violência. Convidamos toda a população de Sinop e da região a participar dessa causa, porque o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos.”

A presidente e coordenadora da Rede de Enfrentamento, advogada Eliane dos Santos destaca que a corrida já se consolidou como um dos principais eventos de mobilização social do município. “Estamos quase chegando aos 900 inscritos na corrida. Mais um evento promovido pela Rede de Sinop para conscientizar e mobilizar a sociedade em prol da causa. É uma corrida que envolve toda a sociedade sinopense, homens, mulheres e crianças, e este ano é especial, porque a Lei Maria da Penha completa 20 anos e porque marca a abertura do Agosto Lilás. A corrida dá início a todas as ações que serão realizadas pelos integrantes da Rede durante o mês.”

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No ano passado, a 2ª Corrida Maria da Penha contou com mais de 600 participantes.

Rede de Sinop

Criada em 2019, a Rede de Enfrentamento de Sinop conta com 30 parceiros, que realizam ações em diversas frentes, dentre elas educação, conscientização, responsabilização dos autores de violência doméstica contra a mulher, acolhimento e resgate das mulheres. A união dessas iniciativas conta com a intermediação do Poder Judiciário de Mato Grosso, que, desde o início, cumpre também o papel de articulador.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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