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TJMT lança em Rondonópolis projeto em escolas para prevenir violência contra a mulher

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Combater a violência doméstica e familiar contra a mulher com educação e cultura é uma das formas de transformação social buscadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, que lançou, nesta quinta-feira (14 de agosto), em Rondonópolis, o projeto “A escola ensina, a mulher agradece”. A iniciativa promove concurso cultural entre escolas municipais e estaduais, incentivando o debate crítico e a reflexão sobre a violência de gênero.

A ação foi apresentada pela desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), a representantes dos poderes Executivo Municipal e Legislativo, na Prefeitura de Rondonópolis.

Os 29 mil alunos da rede de ensino municipal poderão participar do concurso cultural que conta com quatro categorias: redação, poesia, música (letra e melodia) e vídeos (roteiro e produção artística). É por meio desses trabalhos que o Judiciário de Mato Grosso, prefeituras e parceiros pretendem mudar o problema estrutural do machismo, que perpetua a violência contra a mulher.

“O foco são as crianças de hoje, que serão os homens de amanhã. Trata-se de um projeto que, a médio e longo prazo, trará resultados significativos e contribuirá, em parceria com o próprio governo, para transformar a sociedade. Se não atacarmos a causa, a raiz da violência, estaremos sempre lidando apenas com as consequências, sem jamais conseguir erradicá-la”, afirma a desembargadora Maria Erotides.

Após conhecer o projeto, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira de Souza, assumiu o compromisso de reduzir os índices de violência contra a mulher e promover uma mudança cultural no município.

“Essa iniciativa do Tribunal é importante justamente por fazer essa abordagem cultural. O concurso, que marca o início do programa, vai contribuir para despertar as comunidades escolares para seu papel na conscientização, oferecendo informação de qualidade e formando crianças e jovens que, no futuro, estarão ao nosso lado no enfrentamento da violência. Se Deus quiser, chegará o dia em que esse tipo de violência será apenas parte do passado. É algo que nos envergonha e que precisa acabar”, prevê Cláudio Ferreira.

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O projeto

O projeto “A escola ensina, a mulher agradece” é voltado para estudantes do Ensino Fundamental I e II (1º ao 9º ano), que receberão direcionamentos de diretores, coordenadores e professores das instituições de ensino, também público-alvo desta iniciativa.

“A proposta do projeto é que diretores e gestores escolares atuem como multiplicadores das informações, mobilizando toda a comunidade escolar. O trabalho começa com eles, passa pelos professores e chega até os alunos, que, por sua vez, levam o conhecimento para dentro de casa, ampliando o alcance das ações”, explica Tatyana Lopes de Araújo Borges, juíza da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá.

As produções dos alunos deverão ser elaboradas em sala de aula sob a supervisão dos professores. Além de Rondonópolis, a iniciativa já mobiliza escolas de Cuiabá e Sinop, parceiros no projeto.

Atuação nas escolas

A parceria com o município de Rondonópolis deverá atingir 29 mil alunos da rede pública de ensino. Ao receber a missão de, pela educação, contribuir para que o município tenha o menor índice de violência contra a mulher, o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Alberto Pereira Júnior, explicou como será a mobilização.

“Nossa meta é utilizar todos os recursos e equipes disponíveis para combater aquilo que considero o mal do século: a violência, especialmente contra a mulher, mas também contra crianças e outras formas presentes na sociedade. Conscientizar crianças nas escolas é essencial para prevenir e, muitas vezes, evitar que essas situações aconteçam. Vamos trabalhar intensamente para que essa conscientização se transforme em mudança real, poupando vidas e reduzindo o sofrimento causado pela violência”, reiterou o secretário.

Lei Maria da Penha

A promoção da conscientização sobre a violência contra a mulher nas escolas complementa a atuação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no enfrentamento a esse tipo de violência, iniciada há 19 anos com a criação de duas Varas Especializadas de Violência Doméstica com competência híbrida (cível e criminal). Essa atuação é acompanhada e direcionada pela evolução da Lei Maria da Penha (Lei 11.340).

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“A Lei Maria da Penha completa 19 anos, mas ainda não conquistou o respeito pleno de toda a sociedade. Por outro lado, a ampla divulgação da legislação e o conhecimento de seus mecanismos têm levado mais mulheres a buscarem medidas protetivas. Nesse contexto, receber o projeto do Judiciário em nossa comarca é motivo de grande satisfação. Vamos atuar numa área sensível, já que muitas crianças vivenciam essas violências e poderão retratá-las em seus textos. Isso contribuirá para ampliar a conscientização, inclusive entre os homens”, avalia a juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto.

Mazarello acredita que o trabalho realizado na base da educação refletirá nos lares e no enfrentamento dos casos.

“As crianças, ao aprenderem, levarão esse conhecimento para casa e o compartilharão com suas famílias. É um projeto que educa, ensina e, sobretudo, ajuda a revelar situações que precisarão ser enfrentadas, fortalecendo a atuação da rede de proteção e do próprio Judiciário”, pontua.

Também participaram da reunião a secretária Municipal de Promoção e Assistência Social, Alessandra Ferreira Crôco de Souza, a coronel Grasielle Paes, do 4º Comando Regional (4º CR), integrantes da Patrulha Maria da Penha, representantes do Legislativo municipal e da Ordem dos Advogados de Mato Grosso – 1ª Subseção de Rondonópolis.

Autor: Priscilla Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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3ª Corrida Maria da Penha será realizada no dia 1º e abre programação do Agosto Lilás em Sinop

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A 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha será realizada no dia 1º de agosto em Sinop, marcando a abertura da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A largada será às 17h, na Orla do Residencial Recanto Suíço, com percurso de cinco quilômetros. Neste ano, o evento também contará com a Corrida Kids, ampliando a participação das famílias e da comunidade.

As inscrições podem ser feitas até 27 de julho ou até o preenchimento das 900 vagas, pelos sites Corrida 360 e Canal do Ciclista. O valor é de R$ 70,00. Os recursos arrecadados serão destinados às ações da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop.

Promovida pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com organização técnica da Life e Canal do Ciclista, a corrida tem como objetivo conscientizar a população para o enfrentamento à violência doméstica e mobilizar a sociedade em defesa dos direitos das mulheres.

A coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Sinop, juíza Débora Caldas, integrante da Rede de Enfrentamento, ressalta que o evento simboliza o compromisso coletivo com a proteção das mulheres. “A violência contra a mulher é um desafio que exige o compromisso de toda a sociedade e, nesse contexto, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha simboliza exatamente isso, a união entre Poder Judiciário, instituições públicas, iniciativa privada e comunidade em uma mobilização pela vida, pelo respeito e pela garantia dos direitos das mulheres.”

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A magistrada lembra que a edição deste ano celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça a importância da prevenção e da atuação integrada da Rede. “Cada inscrição, cada passo e cada participante representam um gesto de apoio às mulheres e um compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, segura e livre de violência. Convidamos toda a população de Sinop e da região a participar dessa causa, porque o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos.”

A presidente e coordenadora da Rede de Enfrentamento, advogada Eliane dos Santos destaca que a corrida já se consolidou como um dos principais eventos de mobilização social do município. “Estamos quase chegando aos 900 inscritos na corrida. Mais um evento promovido pela Rede de Sinop para conscientizar e mobilizar a sociedade em prol da causa. É uma corrida que envolve toda a sociedade sinopense, homens, mulheres e crianças, e este ano é especial, porque a Lei Maria da Penha completa 20 anos e porque marca a abertura do Agosto Lilás. A corrida dá início a todas as ações que serão realizadas pelos integrantes da Rede durante o mês.”

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No ano passado, a 2ª Corrida Maria da Penha contou com mais de 600 participantes.

Rede de Sinop

Criada em 2019, a Rede de Enfrentamento de Sinop conta com 30 parceiros, que realizam ações em diversas frentes, dentre elas educação, conscientização, responsabilização dos autores de violência doméstica contra a mulher, acolhimento e resgate das mulheres. A união dessas iniciativas conta com a intermediação do Poder Judiciário de Mato Grosso, que, desde o início, cumpre também o papel de articulador.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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