MATO GROSSO

Unidade de retaguarda da COP 30, MT Hemocentro alerta para reforço dos estoques de sangue

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, precisa do apoio da população para reforçar os estoques de sangue, principalmente dos tipos O+, O-, AB- e B-, que estão em atenção.

Segundo o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, além de atender as demandas habituais dos hospitais de Mato Grosso, a unidade vai atuar como retaguarda para o fornecimento de hemocomponentes em caso de necessidade durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada de 10 a 21 de novembro em Belém (PA).

O evento vai reunir chefes de Estado, representantes governamentais, organizações internacionais, diplomatas, empresários, ativistas e o público em geral de diversas partes do mundo.

“O MT Hemocentro precisa estar com os estoques de sangue estáveis para suprir o abastecimento local e ainda poder ajudar em caso de desastres, acidentes ou outras situações emergenciais que demandem grande volume de hemocomponentes em Belém”, explicou o diretor.

Por isso, Fernando convida os cidadãos a se dirigirem à unidade, na Rua 13 de Junho, 1.055, bairro Centro Sul, em Cuiabá, para doar sangue e colaborar com os estoques do MT Hemocentro.

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“Contamos com os mato-grossenses para que compareçam ao MT Hemocentro e nos ajudem neste momento em que precisamos estar preparados e com os estoques reforçados para ajudar ainda mais gente. Quem tiver qualquer um dos tipos sanguíneos pode doar e será muito bem recebido pela nossa equipe, mas estamos com baixa dos tipos O+, O-, AB- e B-”, afirmou Modolo.

A unidade realiza a coleta de sangue de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, sem pausa para o almoço.

Quem pode doar?

O voluntário que quiser doar sangue precisa apresentar um documento oficial com foto, pesar 50kg ou mais, estar em bom estado de saúde e ter feito uma refeição equilibrada. Recomenda-se que o doador esteja bem alimentado para efetuar a doação.

Podem doar pessoas com idade entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Quem tem entre 60 e 69 anos só poderá doar sangue se já tiver doado antes dos 60 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos devem levar uma autorização dos pais ou do responsável legal para fazer a doação.

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Em um período de 12 meses, homens podem doar até quatro vezes e, mulheres, até três vezes. São coletados até 450 ml de sangue por doação e recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool após a doação.

Serviço

Para agendar a doação de sangue na sede do MT Hemocentro, basta acessar o Sistema de Agendamento. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem), ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

O banco de sangue fornece o comprovante de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, o MT Hemocentro dá um comprovante de comparecimento e, para quem efetuou a doação de sangue, é entregue o atestado de doação de sangue para justificar a ausência no trabalho.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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