Durante todas as quartas-feiras dos meses de setembro e outubro, a Van Rosa do Programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, estará na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, oferecendo atendimentos e orientações às mulheres. A ação itinerante iniciou nesta quarta-feira (10.09) e tem como foco o fortalecimento do combate à violência doméstica e à prevenção do feminicídio.
No mês de setembro, os atendimentos o primeiro atendimento foi nesta quarta-feira e os próximos serão nos dias 17 e 24. Já em outubro, a Van Rosa estará disponível para a população nos dias 1º, 8, 15, 22 e 29.
O objetivo da ação, é prestar apoio e orientações sobre identificação de situações, bem como combate aos vários estágios de violência contra a mulher, além da prevenção ao feminicídio.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Após receber orientação na Van Rosa, durante sua passagem pela Praça Ipiranga, Maria José Capistrano ressaltou que o Programa SER Família Mulher representa um importante amparo às mulheres no enfrentamento à violência doméstica.
“É uma ação muito importante, pois ainda há muitas mulheres que não têm conhecimento sobre as diversas fases de uma violência, muitas delas passam por situações violentas e nem se dão conta. O SER Família Mulher é fundamental para auxiliar as mulheres amparadas com medida protetiva, para combatermos de vez esse problema”, acrescenta.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Klebson Gomes, reforçou a relevância da ação no coração da Capital.
“Levar a Van Rosa para a Praça Ipiranga significa aproximar ainda mais o programa da população. Esse atendimento itinerante é estratégico, porque possibilita que mulheres que circulam diariamente pelo Centro tenham acesso rápido a orientações e apoio especializado. Nosso compromisso é ampliar cada vez mais o alcance do SER Família Mulher e fortalecer a rede de proteção às mulheres em Mato Grosso”, ressaltou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
O Programa SER Família Mulher é uma estratégia de combate à violência doméstica, por meio de um programa de proteção integral à mulher em situação de violência.
Além do atendimento itinerante, o programa oferece ações de conscientização, orientação, apoio psicossocial, encaminhamentos para rede de proteção e acompanhamento social. Com atenção especial às mulheres que possuem medidas protetivas com o auxílio moradia.
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
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