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Alunos da Escola Santos Dumont participam do Projeto FloreSer

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Sexta-feira é dia de rodas de conversa do Projeto FloreSer. Nesta manhã (22), a iniciativa esteve na Escola Estadual Santos Dumont, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, região com índices altos de violência doméstica contra a mulher. Participaram das atividades mais de 80 alunos das turmas de 1º e 2º anos, público-alvo do Projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar da capital – Espaço Caliandra.
Na abertura das atividades, a promotora de Justiça Claire Voguel Dutra explicou que o projeto foi pensado para adolescentes de 15 a 17 anos, diante da constatação de que os jovens estão iniciando relacionamentos afetivos cada vez mais cedo e, também, sofrendo e praticando violências em suas relações.
“Temos uma preocupação muito grande com esses jovens, que aparecem cada vez mais nos nossos dados relacionados à violência. A ideia é conversar com eles sobre relacionamentos, abuso, os tipos de violência e como essas situações começam a surgir nas relações afetivas”, afirmou.
A escola Santos Dumont é dirigida pelo padre Orivaldo Egídio Silva e pela vice-diretora Suzana Nunes Rondon. A escola possui 645 alunos matriculados, sendo 175 estudantes do Ensino Médio, do 1º ao 3º ano.
O diretor da escola, padre Orivaldo Egídio, destacou que a unidade observa o início de relacionamentos entre os estudantes e agradeceu ao Ministério Público pela contribuição na formação dos alunos ao abordar temas relacionados à violência.
“Existe uma escalada da violência, e ela começa muitas vezes na agressão verbal. A partir do momento em que você xinga alguém ou fala de forma agressiva, isso já demonstra uma postura violenta. Outra questão importante é que um homem que não respeita a irmã, a prima ou a mãe dificilmente respeitará sua parceira”, afirmou, dirigindo-se aos estudantes.
O diretor também ressaltou que atitudes de desrespeito dentro do ambiente escolar já configuram formas de agressão. “Quando alguém chega à escola e maltrata outra pessoa, seja com palavras dirigidas a colegas, professores ou colaboradores, isso já é uma forma de violência”, reforçou junto aos alunos.
Equipe e parceriasO projeto FloreSer é desenvolvido por uma equipe multiprofissional do Espaço Caliandra, composta por psicóloga, assistente social, assistente jurídica e uma colaboradora, com o apoio de profissionais do Ministério Público, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), da TV Centro América, Energisa/MT, e da iniciativa privada. Com uma abordagem educativa e preventiva, o FloreSer segue fortalecendo o compromisso do Ministério Público com a promoção de uma cultura de paz, respeito e equidade nas escolas públicas e privadas de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réus que abandonaram sessão de julgamento são condenados em Sorriso

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Os réus Francisco dos Reis Almeida Silva e Kelson Serra foram condenados pelo Tribunal do Júri de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), na quinta-feira (21), a 20 anos de reclusão cada, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio duplamente qualificado. A sentença determinou o cumprimento imediato da pena. Os dois abandonaram a sessão no decorrer do julgamento. Apesar das ausências, o júri seguiu normalmente até a condenação. Agora eles são considerados foragidos da Justiça.Kelson, que acompanhava o júri de forma virtual a partir do Maranhão, desconectou-se logo no início da réplica do Ministério Público. Já Francisco, conhecido como “Gula” e apontado como autor dos disparos, deixou o plenário sob a justificativa de ir ao banheiro e não retornou ao Fórum. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu em setembro de 2016 e teve como vítima Antônio Bezerra da Silva, morto por engano.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Francisco, com o auxílio de Kelson, agiu com intenção de matar ao efetuar disparos de arma de fogo contra a vítima. Kelson foi apontado como partícipe, tendo contribuído diretamente para a execução do crime ao indicar Antônio como suposto autor do furto de um revólver pertencente ao comparsa.As investigações apontaram que a motivação do homicídio foi a suspeita equivocada de que a vítima havia furtado a arma. Antônio, no entanto, era trabalhador e estava no local do crime apenas para instalar um portão. Ele foi surpreendido enquanto exercia a atividade profissional, desarmado e sem qualquer possibilidade de defesa. Para os jurados, ficou comprovada a desproporção entre o motivo e o crime, caracterizando o motivo fútil, além do ataque repentino, que impossibilitou a reação da vítima.O caso também teve forte comoção familiar. Segundo o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, responsável pela acusação, Antônio vivia em união estável havia cinco anos, e sua companheira estava grávida de cinco meses na época do crime. O filho do casal, hoje com nove anos, nunca chegou a conhecer o pai e acompanhou o julgamento ao lado de familiares. “O filho da vítima nasceu após o crime e cresceu sem conhecer o pai. A presença da família no plenário trouxe ao julgamento a dimensão humana da tragédia causada por esse homicídio”, destacou o promotor.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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