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Curso aprimora atuação de promotores no Tribunal do Júri 

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Combinando técnica, estratégia e sensibilidade, o Tribunal do Júri é palco de grandes desafios na atuação do Ministério Público. Foi com esse espírito que teve início, nesta quarta-feira (14), o curso “Estratégias e Segredos do Tribunal do Júri”, promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Procuradoria de Justiça Criminal Especializada, do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Institucional do MPMT, do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri e da Confraria do Júri.A capacitação inédita, voltada a promotores e promotoras de Justiça que atuam no Tribunal do Júri, é conduzida pelo promotor de Justiça do Rio Grande do Sul, Eugênio Paes Amorim, e foi dividida em 20 módulos. O curso visa aprofundar o conhecimento dos membros do Ministério Público sobre a atuação nesse espaço singular da Justiça.Na cerimônia de abertura, o coordenador da Escola Institucional do MPMT, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, lembrou que é papel da instituição estar a serviço da sociedade. “O Tribunal do Júri é o termômetro social, e nós precisamos de colegas vocacionados, mas, acima de tudo, preparados e dedicados para exercer de forma efetiva esse trabalho que precisa ser realizado.”O promotor de Justiça Cézar Danilo Ribeiro Novais, coordenador-geral do CAO do Júri e presidente da Confraria do Júri, destacou a importância da iniciativa. “No Tribunal do Júri pairam o luto, a responsabilidade e a esperança. Nós, promotores e promotoras de Justiça, transformamos o luto em luta. E com muita responsabilidade de representar o Ministério Público. A quem muito foi dado, muito será cobrado, com a esperança de concretizar a justiça e de dar respaldo, proteção — não qualquer proteção, mas a melhor proteção — ao direito à vida.”A capacitação também vai ao encontro das ações da Corregedoria-Geral do MPMT, como explicou o promotor de Justiça auxiliar da corregedora-geral, Thiago de Souza Afonso da Silva. “Não poderia agir de forma diferente e não aplaudir a iniciativa da Procuradoria-Geral, do CAO do Júri e da nossa Escola Institucional, porque toda capacitação, todo aprendizado vai exatamente ao encontro da finalidade da Corregedoria, que, muito além de punir e fiscalizar, é justamente corrigir. E quanto mais capacitação e instrução, evidentemente, mais qualificada será a atividade-fim.”O secretário-geral do Ministério Público de Mato Grosso, procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, lembra que o Tribunal do Júri ocupa um espaço singular no sistema de justiça. “É, sobretudo, um espaço de comunicação entre o Estado e a sociedade. Justamente por sua complexidade nos dias atuais, exige-se que o promotor não apenas tenha profundo conhecimento técnico, mas também estratégias oratórias apuradas, dosando técnica com uma linguagem compreensível ao cidadão.”Palestrante – Promotor de Justiça no Rio Grande do Sul desde 1991, Eugênio Paes Amorim atua de forma exclusiva há 21 anos no Tribunal do Júri. Especialista em Direito Penal e Processo Penal, atualmente integra a Vara do Júri Especializada em Feminicídios e já soma, em seu currículo, 1.570 julgamentos.“Nós vamos falar sobre o Tribunal do Júri, sobre estratégias, formas de atuação, sobre como o promotor, especialmente o mais jovem, se sai diante da adversidade — que são coisas que recolhi ao longo de 33 anos de carreira, quase todos no Tribunal do Júri. E vamos compartilhar essa experiência com o pessoal de Mato Grosso. O intuito é melhorar nossa atuação e evitar a impunidade dos culpados”, destacou o promotor de Justiça.Para Eugênio Paes Amorim, a iniciativa do MPMT em promover o curso demonstra o compromisso da instituição com a formação continuada dos membros. “É muito bom. Observo que nem todos os estados fazem isso, e essa é uma capacitação que fará grande diferença na atuação dos colegas. Portanto, a iniciativa merece ser louvada.”O curso “Estratégias e Segredos do Tribunal do Júri” reúne 54 promotores e promotoras de Justiça que atuam no Tribunal do Júri. A programação segue até sexta-feira (16), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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