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Estão abertas as inscrições para o 4º Encontro Estadual em Cuiabá

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Estão abertas as inscrições para o 4º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, que será realizado nos dias 29 e 30 de maio de 2025, no Plenário 1 Des. Wandyr Clait Duarte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá. Promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso em parceria com o Poder Judiciário, o evento é destinado a magistrados, promotores de Justiça, defensores públicos, servidores e assessores das Varas e Promotorias da Infância e Juventude, parceiros da Rede de Proteção da Criança e do Adolescente e outros profissionais interessados no tema.São oferecidas 350 vagas. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui. Conforme a programação, o 4º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso terá início no dia 29 de maio, às 8h, com o credenciamento dos participantes. Na sequência, ocorre a solenidade de abertura com apresentação cultural.Às 10h, o procurador de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Sávio Bittencourt, ministrará a palestra “Violação e proteção dos direitos das crianças e adolescentes”. Os debates serão conduzidos pelo procurador de Justiça do Estado de Mato Grosso, Paulo Roberto Jorge do Prado, pelo juiz auxiliar da Presidência e coordenador da Infância e Juventude de Mato Grosso, Túlio Duailibi Alves Souza, e pela juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Anna Paula Gomes de Freitas.No período da tarde, às 13h45, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande (PB), Hugo Gomes Zaher, abordará o tema “Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente Vítima ou Testemunha de Violência (Lei 13.431/2017) – Depoimento Especial”. Atuarão como debatedores o promotor de Justiça da Infância e Juventude de Cuiabá, Paulo Henrique Amaral Motta, e a promotora de Justiça de Nova Mutum, Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira.Às 15h15, o juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Guarulhos (SP), Iberê de Castro Roxo Dias, falará sobre “O papel do Poder Judiciário e do Ministério Público na efetivação do Direito à Saúde e Educação de Crianças e Adolescentes”. Os debates serão conduzidos pelo juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, e pela promotora de Justiça coordenadora do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente de Cuiabá, Daniele Crema da Rocha de Souza. O dia será encerrado com a instalação do Fórum Estadual de Juízes da Infância e Juventude do Estado de Mato Grosso às 17h.No dia 30 de maio, às 8h30, haverá a exibição de um vídeo do Projeto Busca Ativa, com a participação do juiz da 1ª Vara de Cáceres, Pierro de Faria Mendes. Às 9h, o promotor de Justiça de Sinop e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude (CAOIJ), Nilton César Padovan, ministrará a palestra “Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA): Benefícios, Mitos e a Realidade do SFA em Mato Grosso”. Os debates ficarão a cargo da juíza da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, Maria das Graças Gomes da Costa, e da promotora de Justiça de Tangará da Serra, Laís Liane Resende.Às 10h20, a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, falará sobre “Entrega Voluntária”. Os debatedores serão o juiz Ítalo Osvaldo Alves da Silva e a promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, ambos de Pontes e Lacerda.No período da tarde, às 14h10, o promotor de Justiça de Rio Branco e coordenador adjunto do CAOIJ, Leandro Turmina, ministrará a palestra “Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual contra crianças e adolescentes”, com debates da juíza da 5ª Vara Cível de Sorriso, Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, e da promotora de Justiça de Sorriso, Maísa Fidélis Gonçalves Pyrâmides.Às 15h30, a juíza da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Leilamar Aparecida Rodrigues, falará sobre “Ato Infracional – Questões práticas no cumprimento de Medida Socioeducativa”. Os debates serão conduzidos pela juíza da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, Melissa de Lima Araújo, e pelo promotor de Justiça de Cuiabá, Augusto Cesar Fuzaro. O evento terminará às 17h.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Recurso do MPMT garante condenação por estupro de vulnerável

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A 1ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em recurso de apelação criminal julgado pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por unanimidade, os desembargadores reformaram a sentença de primeiro grau e condenaram um homem pelo crime de estupro de vulnerável, com incidência da causa de aumento pelo fato de o autor do crime possuir uma relação de parentesco, cuidado, confiança ou autoridade sobre a vítima. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado.Conforme apurado durante as investigações, o crime ocorreu em dezembro de 2023 e consistiu na prática de ato libidinoso contra uma criança de 4 anos. O condenado exercia a função de avô adotivo e cuidador da vítima.A denúncia veio à tona após a criança relatar espontaneamente os abusos à mãe. Em seguida, o caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e às autoridades policiais. Durante acompanhamento psicológico, a vítima voltou a mencionar os fatos e os representou graficamente em atividade lúdica conduzida por profissional especializado.Em primeira instância, o réu foi absolvido por insuficiência de provas. A decisão considerou, principalmente, a ausência de confirmação dos fatos pela criança durante o depoimento especial judicial, a retratação da mãe, que afirmou ter inventado a acusação em razão de disputa pela guarda da filha, e a hipótese de falsa memória infantil.Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o TJMT concluiu que a retratação da genitora ocorreu em contexto de pressão familiar e dependência econômica em relação ao núcleo familiar do acusado. Segundo o acórdão, a própria mãe admitiu ter coagido fisicamente a criança para que alterasse sua versão, circunstância interpretada pelo Tribunal como pressão física e psicológica exercida sobre a vítima.Os desembargadores também destacaram que o silêncio da criança durante o depoimento especial não afasta a ocorrência do crime. Para a Justiça, fatores como o tempo transcorrido entre os fatos e a oitiva, o ambiente formal do procedimento e as dinâmicas familiares de silenciamento devem ser considerados na análise do conjunto probatório.O acórdão ainda ressaltou que a inexistência de vestígios físicos não é suficiente para descaracterizar o delito, especialmente nos casos envolvendo atos libidinosos diversos da conjunção carnal, que nem sempre deixam marcas aparentes.Com fundamento no Enunciado Orientativo nº 10 do TJMT e em precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão reafirmou que, nos crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória quando corroborada por outros elementos de prova, como laudos psicológicos e depoimentos técnicos.Na fixação da pena, foi considerada negativamente a culpabilidade do réu em razão da pouca idade da vítima. O Tribunal também reconheceu a atenuante da senilidade do condenado, mantendo, contudo, a pena intermediária no mínimo legal, conforme entendimento consolidado na Súmula 231 do STJ. Na fase final da dosimetria, foi aplicada a causa de aumento de pena prevista no artigo 226, inciso II, do Código Penal, em razão da condição de ascendente por afinidade e da autoridade exercida pelo réu no ambiente familiar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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