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Evento tem foco na integração, inovação e fortalecimento do MPMT

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Com foco em fortalecer a atuação do Ministério Público e promover integração institucional, atualização técnico-jurídica e troca de experiências, o XXVI Encontro Estadual do Ministério Público do Estado de Mato Grosso foi aberto nesta terça-feira (9), no Malai Manso Resort. O evento, que marca o encerramento das atividades anuais do órgão, segue até quinta-feira (11) com uma programação voltada à discussão sobre justiça, inovação e proteção às vítimas.Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, agradeceu à equipe organizadora, aos integrantes pela adesão e aos apoiadores do encontro. Ele destacou o empenho dos promotores que atuam em regiões distantes e mencionou os desafios da gestão pública, reafirmando o compromisso com a inovação e a união institucional. O chefe do MPMT ressaltou que o encontro é um espaço de integração e fortalecimento da instituição, além de uma oportunidade para compartilhar experiências e promover debates qualificados com especialistas convidados.“Estamos muito felizes com a participação expressiva dos colegas e com a contribuição dos palestrantes que vieram enriquecer nossas discussões, fortalecendo ainda mais a missão do Ministério Público em Mato Grosso. Que este encontro seja marcado pelo diálogo, pela união e pela renovação do nosso espírito institucional”, afirmou.O corregedor-geral do MPMT, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, disse ser uma honra participar do encontro, que simboliza não apenas o encerramento das atividades do ano, mas também a reafirmação do compromisso institucional com a sociedade mato-grossense. “O XXVI Encontro Estadual do Ministério Público é um espaço de integração, reflexão e fortalecimento institucional. Que este evento nos inspire a seguir firmes na missão constitucional, com unidade, independência funcional e, sobretudo, responsabilidade perante a sociedade que confia em nós”, destacou.Ele enfatizou que a Corregedoria tem como missão zelar pelo prestígio da instituição, garantindo que cada membro atue com ética, eficiência e responsabilidade. O trabalho, segundo ele, vai além da correção de desafios, buscando orientar, prevenir e contribuir para o aperfeiçoamento contínuo, assegurando que a atuação do Ministério Público esteja sempre alinhada à sua função constitucional.O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, também deu as boas-vindas aos participantes. “Este é um momento ímpar, em que reafirmamos nossa identidade como instituição essencial à justiça e renovamos o compromisso público que nos une. Mais do que um evento, este encontro é um espaço de reflexão, atualização e integração, no qual compartilhamos saberes, experiências e desafios que atravessam nosso cotidiano institucional”, apontou.Conforme o procurador, o encontro estadual tem uma característica muito própria. “Ele nos aproxima, permite que membros e servidores, muitas vezes distantes geograficamente, se reencontrem, debatam, construam redes de diálogo e fortaleçam vínculos institucionais. Aqui, conhecimento e convivência se entrelaçam porque sabemos que a força de uma instituição está também na capacidade de seus integrantes de atuarem de forma integrada, cooperativa e estratégica. Que esses dias de programação sejam férteis, inspiradores e transformadores”, desejou.O coordenador da escola institucional ressaltou ainda o papel fundamental do Ceaf na consolidação de um ecossistema formativo robusto, alinhado ao planejamento estratégico e às demandas das promotorias e procuradorias. Ao encerrar, reforçou que o MPMT segue avançando com unidade, competência e profundo compromisso com a sociedade.Também compuseram o dispositivo de honra da abertura oficial o secretário-geral do MPMT, Adriano Augusto Streicher de Souza, o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Mauro Benedito Pouso Curvo, e o diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Marcelo Caetano Vacchiano.Aproximação entre Justiça e sociedade – Logo após a solenidade de abertura, o primeiro painel do encontro abordou o tema “O Sistema de Justiça e a Interlocução com a Sociedade Civil Organizada”. A palestra foi conduzida pelo procurador-geral adjunto de Justiça Jurídico do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e conselheiro nomeado do CNMP, Alexandre Magno Benites de Lacerda, com debate mediado pelo procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa e participação dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Deosdete Cruz Junior e Marcos Regenold Fernandes.Durante sua exposição, Alexandre Magno ressaltou a importância estratégica da atuação política e legislativa do Ministério Público em Brasília. Ele fez uma retrospectiva histórica, mencionando marcos como a PEC 37, e admitiu que, em alguns momentos, o Ministério Público “embriagou-se com a própria potência e demorou a reagir a retaliações políticas, adotando historicamente uma postura defensiva”. O conselheiro defendeu uma mudança para uma atuação mais propositiva no cenário legislativo atual, citando o PL Antifacção e destacando o papel dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos), responsáveis por 80% das operações contra o crime organizado no país.No debate, o desembargador Marcos Regenold destacou a importância histórica do Ministério Público na consolidação de sua atuação como instituição indispensável à justiça, lembrando conquistas como a ampliação do poder investigativo. Ele ressaltou que, diante do aumento exponencial de demandas judiciais, é essencial que o MP se faça cada vez mais presente e efetivo nos processos, garantindo sua relevância na resolução de conflitos. O debatedor alertou para a cultura crescente de judicialização, inclusive por questões irrelevantes, e defendeu maior participação do MP para assegurar decisões mais qualificadas e alinhadas ao interesse público. Também enfatizou que a interlocução com a sociedade deve ser acompanhada por uma atuação firme e estratégica dentro do sistema de justiça.O desembargador Deosdete Cruz Junior destacou a importância de refletir sobre mecanismos para ampliar a participação da sociedade na gestão das instituições do sistema de justiça. Ele observou que, diante do cenário nacional, é urgente aproximar ainda mais o MP e o Judiciário da população, garantindo credibilidade e legitimidade. Segundo ele, é necessário entender como a sociedade deseja participar e criar instrumentos que permitam definir prioridades, de modo que, em momentos de ataques às instituições, a própria população se sinta corresponsável e engajada na defesa do sistema de justiça.O XXVI Encontro Estadual é uma realização do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Escola Institucional, com apoio da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP) e da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT). Confira a programação completa do evento aqui.

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Fotos: Everton Queiroz.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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TAC firmado pelo MPMT garante moradia segura a famílias em área de risco

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Poconé (a 100 km de Cuiabá) celebrou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir moradia segura a 13 famílias que viviam em área de risco geotécnico próxima a uma cava de mineração desativada. O acordo foi celebrado com o Município, a Defensoria Pública e empresas do setor de mineração, com apoio da Câmara Municipal e da Cooperativa de Desenvolvimentos Minerais de Poconé Ltda. (Cooper Poconé). Articulado pelo promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, o TAC tem como principal objetivo preservar a vida, a integridade física e o direito à moradia dos cidadãos afetados. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) teve início após denúncia encaminhada à Ouvidoria, relatando rachaduras, afundamentos de solo e o comprometimento estrutural de residências localizadas na Avenida Porto Alegre, em Poconé. Diante dos fatos, foi instaurado um inquérito civil com a requisição de vistorias e laudos técnicos à Agência Nacional de Mineração (ANM), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e à Defesa Civil Estadual. As investigações confirmaram que 13 residências apresentavam sérios danos estruturais e risco de colapso. Conforme os laudos produzidos pela ANM, Defesa Civil do Estado de Mato Grosso e Cooper Poconé, os problemas foram ocasionados por atividades clandestinas de mineração realizadas por “filãozeiros”, que promoveram escavações irregulares para extração de ouro. Em algumas residências foram identificados túneis subterrâneos decorrentes dessas atividades, aumentando significativamente o risco para os moradores. O acordo prevê a remoção assistida das famílias residentes na área de risco, bem como o pagamento de auxílio-moradia temporário, na modalidade de aluguel social, até a conclusão de novas unidades habitacionais. A construção de 13 casas será viabilizada por meio de parceria entre o Município de Poconé e empresas de mineração participantes do TAC. Também ficou estabelecido que a empresa de mineração realizará o tamponamento da cava localizada nas proximidades do Parque Temático Beri Poconé, com apoio da Cooper Poconé. Após a recuperação e revitalização da área, o espaço será destinado ao Município de Poconé para utilização pública futura. O TAC estabelece ainda a adoção de medidas preventivas para verificar a existência de outros pontos de risco na região. A Prefeitura de Poconé, por intermédio da Defesa Civil e de profissionais da engenharia, realizará avaliação estrutural das residências localizadas nas adjacências da cava. Paralelamente, a Cooper Poconé promoverá estudos geológicos das vias públicas e dos terrenos da área para identificar eventuais situações de instabilidade do solo e riscos adicionais à população. O descumprimento das obrigações assumidas no acordo poderá resultar na aplicação de multa diária de até R$ 5 mil, conforme previsto nas cláusulas pactuadas entre as partes. Para o promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, “a solução consensual prioriza a proteção da vida e da segurança da população, assegurando resposta rápida às famílias afetadas e contribuindo para a mitigação dos impactos socioambientais decorrentes da ocupação urbana em área de risco”. Após o cumprimento integral das obrigações pactuadas, o procedimento foi arquivado e encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público para homologação.Foto: Google maps.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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