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MP recomenda ações para preservação do patrimônio público em MT

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A Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade recomendou às Promotorias de Justiça que atuam na área em Mato Grosso, nesta quinta-feira (4), a adoção de práticas voltadas à prevenção e reparação de danos ao patrimônio público. O objetivo é contribuir para a melhoria contínua dos serviços públicos e fortalecer a cultura de integridade na gestão pública. A recomendação orienta as unidades a atuarem junto aos órgãos responsáveis, promovendo ações que vão além da punição, com foco na conscientização e na cidadania, reforçando a importância de medidas preventivas e pedagógicas para garantir a integridade dos bens públicos.Entre as orientações está a articulação com órgãos e entidades responsáveis pela gestão de bens públicos, móveis e imóveis, para aprimorar rotinas de prevenção e tratamento de casos de depredação, garantindo a apuração dos fatos, a definição de formas de recomposição dos danos e, quando necessário, a responsabilização dos envolvidos, conforme a legislação vigente.Outra diretriz é o fomento a ações pedagógicas e orientativas, que acompanhem as medidas de reparação, evitando respostas exclusivamente punitivas. As iniciativas devem incluir atividades de conscientização e preservação do patrimônio público, além de projetos voltados à cidadania, ética e uso responsável dos espaços, com participação de estudantes, famílias, usuários e comunidade.A Procuradoria recomendou também a inclusão de dispositivos preventivos em acordos e ajustes celebrados em defesa do patrimônio Público, bem como o intercâmbio de experiências entre Promotorias de Justiça, para alinhamento de iniciativas pedagógicas e troca de boas práticas voltadas à prevenção e reparação de danos ao patrimônio público.

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Imagem: Freepik.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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