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MPMT doa veículo para auxiliar na recuperação de dependentes químicos

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta terça-feira (23), a doação de uma caminhonete Volkswagen Amarok à Associação Resgatando Cidadania, localizada em Nossa Senhora do Livramento. Com aproximadamente 106 mil quilômetros rodados, o veículo será utilizado para atender as demandas da instituição, que acolhe e auxilia na recuperação de dependentes de álcool e outras drogas em situação de vulnerabilidade social.A entrega foi oficializada pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, ao padre Pedro Canísio, responsável pela entidade. Participaram do ato o secretário-geral do MPMT, procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, e o procurador de Justiça titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado. A caminhonete será utilizada no transporte dos internos para atendimentos de saúde, atividades externas e demais demandas necessárias ao processo de recuperação.Emocionado, o padre Pedro Canísio destacou a importância da doação para a continuidade do trabalho desenvolvido pela instituição. “O veículo será utilizado no Sítio Anchieta, nossa comunidade terapêutica, para garantir a mobilidade dos internos, especialmente nos deslocamentos para consultas e serviços da rede de assistência. Atendemos cerca de 20 pessoas e, há mais de 20 anos, realizamos esse trabalho com muito empenho. Agradeço ao Ministério Público por essa importante colaboração”, afirmou.O sacerdote também ressaltou que a entidade depende da solidariedade das pessoas para manter suas atividades. “Não temos recursos próprios e contamos com doações para custear o funcionamento da instituição. Toda ajuda faz diferença para a continuidade desse trabalho”, acrescentou. Quem se interessar em ajudar por fazer a doação por meio da chave pix 11.072.427/0001-11 (CNPJ). Durante a entrega, o procurador-geral de Justiça enfatizou o impacto social da iniciativa. “É uma satisfação para o MPMT poder contribuir com uma instituição que realiza um trabalho tão relevante na recuperação e reinserção social de pessoas em situação de vulnerabilidade. Sabemos das dificuldades enfrentadas pela entidade e temos certeza de que esse veículo auxiliará no atendimento aos acolhidos. Esperamos futuramente pode firmar novas parcerias e ajudar ainda mais a entidade”, destacou Rodrigo Fonseca Costa.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, responsável por articular a doação, lembrou sua relação de longa data com a instituição e explicou como surgiu a iniciativa. “Conheço o trabalho do padre Pedro há mais de 30 anos. Quando soubemos da necessidade de um novo veículo, buscamos uma alternativa junto ao Ministério Público e identificamos esta caminhonete, que está em boas condições e certamente fortalecerá as atividades da associação”, afirmou.A Associação Resgatando Cidadania mantém uma comunidade terapêutica destinada ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social e dependência química, oferecendo acompanhamento e oportunidades de reinserção social por meio de um programa de recuperação desenvolvido há mais de duas décadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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