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MPMT e Seduc discutem parcerias para ampliação de projetos educativos

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Apoio Operacional de Estudos sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAOVD), discutiu estratégias com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para ampliar projetos que incentivem a reflexão crítica entre estudantes, profissionais da educação e a comunidade escolar.O encontro ocorreu nesta terça-feira (2 de setembro) e contou com a participação dos procuradores de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado e Elisamara Sigles Vodonós Portela, que receberam o secretário de Estado de Educação, Allan Porto, e a secretária adjunta executiva de Educação, Flávia Soares.Durante a reunião, foram apresentados o projeto “Prevenção Começa na Escola” e as cartilhas orientativas, que abordam temas como autismo, Estatuto do Torcedor, violência doméstica e familiar, bullying e abuso sexual infantojuvenil.Segundo a coordenadora do CAOVD, procuradora Elisamara Sigles Vodonós Portela, o intercâmbio interinstitucional é fundamental para o enfrentamento à violência doméstica e familiar. “Nós precisamos mudar esse jogo. A violência está dentro de casa e também está sendo multiplicada nas escolas. Inclusive, os jovens têm vivenciado relacionamentos abusivos, com situações de ciúme extremo, controle e até violência física”, pontuou.Já o titular da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, procurador Paulo Roberto Jorge do Prado, apresentou o projeto “Prevenção Começa na Escola”, que utiliza apresentações teatrais para combater a violência e promover o bem-estar de crianças e adolescentes. As peças “Re-Cortes” e “Inocentes Pétalas Roubadas”, produzidas e encenadas pela Cia Vostraz de Teatro, são apresentadas em escolas com o objetivo de alcançar o público infantojuvenil e conscientizá-lo sobre a importância da escuta, da denúncia e da construção de relacionamentos saudáveis.“A peça ‘Inocentes Pétalas Roubadas’ já tem sete anos. Nós percorremos 70 municípios de Mato Grosso, realizando mais de 400 apresentações. Até em São José do Povo, município que tem 3 mil habitantes, perto de Rondonópolis, recebemos denúncia de abuso. Isso reflete a dimensão do projeto ‘Prevenção Começa na Escola’. Já a peça ‘Re-Cortes’ foi lançada na semana passada e aborda a violência doméstica e familiar, narrando o ciclo da violência de gênero”, destacou o procurador.O secretário Allan Porto manifestou apoio às iniciativas do MPMT, ressaltando que o trabalho do Ministério Público complementa as ações da Seduc. Ele também comentou sobre a possibilidade de parceria para a realização de workshops, formação de multiplicadores e a formatação de um cronograma de apresentações teatrais em escolas da rede estadual de ensino de Cuiabá e Várzea Grande.“Para a gente é muito importante ações como essas. Penso que poderíamos iniciar um planejamento em Cuiabá e Várzea Grande e, gradualmente, expandir para outras regiões prioritárias”, afirmou o secretário.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

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“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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