Ministério Público MT
MPMT promove capacitação e reforça atuação em defesa das mulheres
Publicado em
27 de março de 2026por
Da Redação
“Tudo é mais difícil, mais complicado e mais perigoso para vocês, mulheres”, afirmou o jornalista, escritor e roteirista Klester Cavalcanti na palestra de abertura do simpósio “Por Todas Elas – Direito, Proteção e Responsabilidade”, na noite de quinta-feira (26). Autor do livro “Matou uma, matou todas: Histórias reais de vítimas de feminicídio no Brasil e a luta contra esse mal que assola o país”, lançado em outubro de 2025, ele foi convidado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para falar aos integrantes da instituição no evento de capacitação que integra a programação do Mês da Mulher.Durante a palestra “Matou Uma, Matou Todas”, Klester Cavalcanti explicou que seu trabalho sobre feminicídio nasceu da percepção de que a violência contra a mulher no Brasil é um fenômeno crescente, brutal e ainda pouco compreendido. Ao pesquisar casos entre 2017 e 2018, observou não apenas o número alarmante de assassinatos, mas também a crueldade que marcava muitos deles. “Os casos que eu lia não eram apenas homicídios; eram crimes de ódio, de tortura, de perversidade. O agressor quer fazer a mulher sofrer. Isso é misoginia pura”, relatou.A partir dessa constatação, decidiu escrever um livro que não só narrasse histórias de vítimas, mas também desse voz às famílias, instituições e profissionais que combatem a violência. Klester contou ainda que, ao investigar a literatura existente, descobriu que nenhum homem no Brasil havia escrito um livro sobre feminicídio, violência de gênero ou violência doméstica, algo que considerou grave e revelador.Segundo ele, “tudo é o machismo que faz”. O cerne do problema está no machismo estrutural, que molda comportamentos desde a infância, na família, na escola, na religião e em diferentes espaços sociais, favorecendo os homens e colocando as mulheres em permanente situação de risco. “A gente vive em uma sociedade que nos ensina a ser machista. Para as mulheres, porém, é menos difícil romper com isso e se libertar dessa carga, porque são justamente as que mais sofrem. Vivem subjugadas dentro desse sistema nocivo, violento e agressivo”, ponderou.O jornalista também compartilhou reflexões pessoais e experiências de vida, explicando como o machismo se instala de forma silenciosa e leva à reprodução de comportamentos, até mesmo entre aqueles que rejeitam a violência. Trouxe exemplos do cotidiano para mostrar como o mundo é, de fato, mais perigoso para mulheres, e reforçou que compreender a profundidade da violência de gênero exige a participação ativa dos homens no debate. “A maioria dos homens não quer falar sobre violência contra a mulher. É confortável para eles que tudo continue como está”, afirmou.Klester Cavalcanti ainda comentou alguns casos relatados no livro, como o de Beatriz Nuala Soares Milano, assassinada pelo companheiro em Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá), e apresentou dados sobre a prática. Chamou atenção para a liderança de Mato Grosso no ranking nacional de feminicídios e para o fato de que 64,3% das mortes de mulheres acontecem dentro de casa, sendo 80% cometidas por companheiros ou ex-companheiros.A mesa foi presidida pela promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Nova Mutum (a 264 km da capital). Ela destacou a importância de ver o auditório da Procuradoria-Geral de Justiça lotado, pois isso demonstra disposição para ouvir, refletir e, principalmente, reconhecer que o tema existe e precisa ser enfrentado. “Hoje não é uma noite fácil; é uma noite necessária. Vivemos em um país onde todos os dias mulheres perdem a vida simplesmente por serem mulheres. Por trás de cada número há uma história, uma família, alguém que ficou, e talvez o mais desconfortável seja isso”, afirmou.A promotora, que já leu o livro, comentou sobre a obra: “No livro Matou Uma, Matou Todas, ele reúne histórias reais de feminicídio no Brasil. Mas não trata apenas de como essas histórias terminam; aborda tudo que vem antes: os sinais, os silêncios, as falhas e também as responsabilidades. É um livro que informa, mas, sobretudo, incomoda, no melhor sentido da palavra. E esse é o papel de um trabalho como esse: não deixar a gente sair como entrou”, enfatizou.Abertura – No início do evento, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, agradeceu ao palestrante pela oportunidade de aprendizado interdisciplinar sobre a proteção das mulheres.“O próprio nome do nosso simpósio – Por Todas Elas: Direito, Proteção e Responsabilidade – já expressa o nosso chamado para que cada um de nós, na esfera de responsabilidade que ocupa na sociedade, e não apenas no exercício da função, mas em todos os momentos da vida, se levante e brade em defesa das mulheres. Nós, membros e servidores do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, não podemos nos omitir diante de uma causa de tamanha importância. É necessário que cada um de nós se dedique a causas como esta, multiplicando conhecimento, educação e, sobretudo, o valor essencial que é o amor à vida”, afirmou.O presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Milton Mattos da Silveira Neto, destacou que a violência contra a mulher assume diversas formas, muitas vezes invisíveis a quem não vivencia a realidade feminina. “Atuando na Promotoria da Saúde, deparei-me com algo que, honestamente, eu nem sabia que existia: a violência obstétrica. A mulher sofre violência em diversas formas, desde o marido opressor até a discriminação salarial no trabalho e, até mesmo, no momento de ter o seu filho”, considerou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Ministério Público MT
MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária
Published
9 horas agoon
23 de abril de 2026By
Da Redação
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”
A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.
A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”
O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.
Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”
Fonte: Ministério Público MT – MT
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