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Projeto fortalece trabalho na prevenção da violência doméstica

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Duas escolas de bairros distintos de Cuiabá, ambas localizadas em regiões com elevados índices de violência doméstica e familiar e que enfrentam desafios educacionais diversos e complexos, receberam nesta semana as rodas de conversa do Projeto FloreSer, desenvolvido pela equipe técnica do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso.
As atividades foram realizadas na Escola Estadual Doutor Mário de Castro, no bairro Pedra 90, e na Escola Estadual Benedito de Castro, na Morada do Ouro, envolvendo ao todo 127 estudantes. O projeto tem como objetivo promover reflexões entre os jovens sobre violência de gênero contra a mulher e abuso nas relações de namoro, estimulando mudanças de comportamento e a construção de relações afetivas mais saudáveis.
Na quinta-feira (18/09), a Escola Doutor Mário de Castro recebeu a equipe do projeto para uma roda de conversa com alunos do período noturno, matriculados no 1º ano do Ensino Médio. Participaram 63 estudantes, com idades entre 14 e 15 anos, distribuídos em três salas. A atividade contou com a presença da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra e das facilitadoras do projeto.
A escola atende cerca de 1.800 alunos em três turnos. No período noturno, estão matriculados mais de 600 estudantes, muitos deles em situação de vulnerabilidade social, com poucas oportunidades de participação em atividades extracurriculares, em razão do horário e da distância do bairro Pedra 90, que figura entre os que mais concentram registros de violência doméstica e familiar na capital.
O coordenador pedagógico da unidade, professor Oswaldo Ribeiro de Sousa Neto, destacou os desafios enfrentados pela comunidade escolar. Segundo ele, grande parte dos adolescentes do turno noturno já está inserida em relações amorosas, muitas vezes marcadas por situações de violência, além de casos de gravidez precoce.
“Esses meninos já trabalham e querem assumir uma vida de adulto que ainda não têm condições de sustentar. Quando olhamos para o desenvolvimento cognitivo e emocional deles, percebemos que não se trata de adolescentes com maturidade comum, mas de jovens que carregam fragilidades, falta de instrução e de conhecimento, o que se torna um terreno fértil para a violência. Por isso, quando um projeto como o FloreSer chega à nossa escola, recebemos de coração aquecido. Aqui, no turno da noite, muitas vezes nos sentimos abandonados”, afirmou.
Na manhã desta sexta-feira (19/09), a equipe do Espaço Caliandra, retornou à escola Benedito de Carvalho, no bairro Morado do Ouro, para conversar, com alunos do 1º ano, na faixa dos 15 e 16 anos. Essa foi a segunda rodada de conversa na escola, totalizando mais de 110 alunos com o projeto.
A professora de Física Thais Rodrigues, que leciona em duas escolas públicas de Cuiabá, ressaltou a importância da presença do poder público nas escolas. Segundo ela, projetos como o do Ministério Público ajudam os alunos a refletirem sobre situações de violência que vivenciam, algo que os professores sozinhos não conseguem trabalhar com tanta profundidade.
“Projetos como o do Ministério Público são fundamentais, porque ajudam os alunos a refletirem sobre situações de violência que vivenciam. Sozinhos, nós professores nem sempre conseguimos trabalhar essas questões com tanta profundidade.”, disse.
A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra destacou que, a cada escola visitada, o projeto acumula novas experiências e aprendizados. Segundo ela, sair do gabinete e conhecer de perto a realidade dos estudantes fortalece o trabalho e amplia seu alcance, sobretudo diante da constatação da naturalização de comportamentos abusivos entre os adolescentes.
“Nosso objetivo com o Projeto FloreSer é levar informação e reflexão para dentro da escola, mostrando aos jovens que a violência não pode ser naturalizada. Queremos estimular relações mais saudáveis e prevenir situações de abuso já na adolescência”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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