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Projeto Gaia é apresentado a membros e servidores do MPMT

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apresentou, nesta quinta-feira (12/02), o Projeto Gaia – Gestão Articulada e Interinstitucional de Apoio ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – a membros e servidores da instituição. A reunião, realizada de forma virtual, contou com a participação de representantes de 20 promotorias de várias regiões do Estado. A iniciativa tem como objetivo fortalecer e integrar as redes de atendimento e proteção às mulheres vítimas de violência em Mato Grosso.A apresentação do projeto foi feita pela procuradora de Justiça, Elisamara Sigles Vodonós Portela, que destacou que o encontro marcou o início da mobilização institucional. Segundo ela, a atuação contará com o apoio do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência Doméstica, da Corregedoria e do setor de planejamento do Ministério Público, reunindo esforços para aprimorar e fortalecer as redes de enfrentamento e atendimento às mulheres em todos os municípios contemplados. “Tenho certeza de que os colegas terão soluções brilhantes e criativas para que possamos aprimorar e fortalecer nossas redes de enfrentamento e de atendimento às mulheres”, afirmou.A criação do projeto foi motivada pelo cenário de violência contra a mulher. Em 2025, foram registrados 54 feminicídios em Mato Grosso, colocando o estado entre os três com maiores índices do país. O Gaia propõe uma atuação coordenada entre o Ministério Público, equipes técnicas, órgãos municipais, saúde, educação, assistência social, segurança pública e conselhos municipais.Representando a Corregedoria, Regilaine Magali Bernardi Crepaldi destacou a importância do comprometimento das promotorias.“O Gaia só terá impacto real com o engajamento de cada promotor e promotora. Diante dos 54 feminicídios registrados no ano passado, precisamos refletir sobre nossas prioridades e sobre como fortalecer a atuação institucional com planejamento, continuidade, eficiência e resultados concretos.”Para o promotor de Justiça auxiliar da Coger, Tiago de Sousa Afonso da Silva, a iniciativa representa um passo essencial para transformar essa realidade. Ele ressaltou a necessidade de união institucional para que o estado deixe de figurar em estatísticas tão alarmantes e destacou que o projeto está alinhado às orientações e compromissos estabelecidos pelo Conselho Nacional do Ministério Público. “Temos o dever de abraçar esse compromisso de maneira ainda mais ferrenha e consistente, diante de números tão tristes”, pontuou.A subprocuradora-geral de Justiça administrativa, Januária Dorilêo, reforçou a importância do engajamento coletivo. Segundo ela, a atuação do Ministério Público deve ir além do dever institucional, representando também um compromisso humano de proteção às meninas e mulheres. “Não podemos ficar inertes diante dessas notícias. Precisamos nos mover para fortalecer as redes e buscar meios mais eficazes e eficientes de proteger nossas meninas e mulheres”, afirmou.Comarcas participantes da reunião – Água Boa; Alta Floresta; Barra do Garças; Chapada dos Guimarães; Cuiabá; Guarantã do Norte; Juína; Nova Mutum; Nova Xavantina; Paranatinga; Peixoto de Azevedo; Pontes e Lacerda; Primavera do Leste; Poxoréu; Rondonópolis; São José do Rio Claro; Sinop; Sorriso; Várzea Grande; Vila Rica.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Pacto estadual amplia rede de proteção às mulheres em Mato Grosso

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Com o objetivo de fortalecer a atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher e à prática de feminicídios, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) assinou, nesta sexta-feira (17), um conjunto de medidas estratégicas articuladas pelo Governo do Estado. A iniciativa reúne ainda o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Assembleia Legislativa (ALMT), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e a Defensoria Pública do Estado (DPMT).No evento, também foi formalizado o Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, idealizado pelo Gabinete Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O acordo prevê ações estruturantes que incluem desde a criação de Procuradorias da Mulher nos municípios mato-grossenses até o desenvolvimento de grupos reflexivos voltados a homens autores de violência, fortalecendo uma política pública integrada e de longo prazo.Para a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo, as medidas anunciadas representam um avanço concreto. “Observando as ações que serão implantadas, percebemos um plano capaz de trazer resultados efetivos, já que a prática diária nos mostra a necessidade das medidas anunciadas. Também sabemos que o trabalho em rede é essencial e o único caminho para superar esse desafio”, afirmou.O Ministério Público integra o pacto com o Projeto Gaia, iniciativa institucional voltada à articulação da rede de proteção às mulheres em situação de violência. De acordo com a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Estudos sobre Violência Doméstica, o fortalecimento do projeto com o apoio do Governo do Estado amplia significativamente seu alcance.“O Projeto Gaia já é um projeto implantado pelo Ministério Público, lançado agora em fevereiro de 2026, mas ele ganha agora uma robustez com o apoio do Governo do Estado. Nós esperamos com isso sensibilizar todos os atores, todos os componentes das redes em todos os municípios e todos os membros do Ministério Público acerca da importância do trabalho em rede no enfrentamento a um problema tão complexo que é a violência contra a mulher”, destacou.A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo Vida Plena, Gileade Pereira Souza Maia, enfatizou a importância do pacto como resposta institucional. Segundo ela, o compromisso assumido pelas instituições traz uma perspectiva concreta de avanços. “Cada instituição se posicionou de uma forma muito clara sobre aquilo que pretende e fará para impulsionar ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Então é um momento esperançoso para todos nós, inclusive para o Ministério Público, que ao longo dos anos vem se empenhando de uma forma muito detida nesse enfrentamento, foi um momento de esperança para essa transformação que nós precisamos”.O governador Otaviano Pivetta destacou que o conjunto de ações representa a continuidade e a ampliação de políticas públicas essenciais. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso permanente do Estado e integração entre políticas públicas. Estamos dando continuidade a um trabalho já iniciado, ampliando ações e fortalecendo a rede de proteção, porque essa é uma demanda real da sociedade. Não podemos aceitar a violência como algo normal, é isso que este programa representa: um conjunto de medidas integradas para reduzir a violência e garantir mais segurança e dignidade às mulheres de Mato Grosso”, afirmou.Durante o evento, a gestora da Coordenadoria Estadual da Mulher do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, anunciou que o Judiciário estadual acompanhará a ampliação da estrutura policial com a criação de novas varas especializadas. “Com as novas delegacias que serão entregues dentro do Plano do Governo de Mato Grosso, o Judiciário do Estado se compromete a criar novas varas especializadas para mais agilidade nos processos e que seja evitada a revitimização. Eu acredito que essa união de esforços terá muito sucesso”, declarou.Entre as medidas anunciadas estão a implantação de uma delegacia especializada 24 horas em Várzea Grande ainda no primeiro semestre de 2026, além da criação de duas novas delegacias especializadas de defesa da mulher em Lucas do Rio Verde e Sorriso. O programa prevê ainda a instalação de três novos núcleos especializados de atendimento à mulher e a pessoas vulneráveis nos municípios de Rosário Oeste, Nobres e Campo Verde.Também serão implantados núcleos do plantão especializado de atendimento à mulher e vulneráveis em Tangará da Serra, Cáceres e Primavera do Leste. Em Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha ganhará uma nova sede, enquanto dois novos prédios da Politec, em Água Boa e Nova Mutum, contarão com a Sala Lilás, voltada ao acolhimento humanizado das vítimas.Na área da segurança pública, estão previstas a criação de diretorias da mulher na Polícia Civil e na Polícia Militar, além de uma nova unidade estratégica para monitoramento eletrônico de agressores, vinculada à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).Outro destaque do pacote é a criação do Portal Estadual de Informações Integradas sobre a Violência contra a Mulher, que reunirá dados, serviços, orientações, materiais educativos e o acompanhamento das ações desenvolvidas em todo o Estado. As medidas incluem ainda a oferta de teleatendimento psicológico para vítimas de violência doméstica, bem como suporte a familiares e órfãos de feminicídio. Conforme explicou a delegada Mariell Antonini, o primeiro atendimento será realizado de forma remota, com posterior encaminhamento para encontros presenciais.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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