Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental prenderam seis pessoas e apreenderam máquinas utilizadas para práticas de crimes ambientais, nas cidades de Novo Mundo e Brasnorte. Com os suspeitos, foram apreendidas uma escavadeira hidráulica, um trator e dois caminhões, uma motoserra e 25 metros cúbicos de madeira.
Durante Operação Amazônia, as equipes policiais identificaram, por meio de monitoramento via satélite, uma área de vegetação com sinais de extração de recursos minerais, na zona rural de Novo Mundo.
Ao chegar no local, as equipes localizaram um barraco de lona que servia como base do garimpo ilegal e também escavadeira hidráulica. Durante buscas pelos suspeitos, os policiais abordaram um homem, que confirmou trabalhar no local e que recebia uma porcentagem do valor da extração dos minérios.
Questionado sobre a presença de outras pessoas, o garimpeiro relatou que tinha mais dois homens escondidos na mata, que foram localizados, sendo um deles identificado como o gerente operacional. Todos foram encaminhados para a delegacia. A escavadeira foi apreendida e transportada para a Secretaria Municipal de Obras do município.
Na segunda ação, na cidade de Brasnorte, após denúncia de desmatamento monitorada via satélite, a equipe policial se deslocou até uma fazenda para verificar os fatos.
Ao chegar ao local, os militares constataram a veracidade e localizaram um homem portando uma motosserra, além de um trator e mais dois suspeitos conduzindo caminhões reboque e semirreboque.
Questionado sobre o desmatamento, o suspeito afirmou não possuir licença para desmate na área. Em relato aos policiais, um dos motoristas do caminhão se identificou como proprietário das máquinas e relatou que foi contratado para a extração de madeiras, totalizando 25 metros cúbicos.
Os suspeitos foram detidos e encaminhados para a delegacia. Toda a madeira foi apreendida e os maquinários foram encaminhados para a Secretaria de Infraestrutura da cidade.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar, em qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800-065-3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Boca Maldita para cumprir ordens judiciais dentro de investigações que apuram uma série de ataques contra a honra de moradores, servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e região por meio da internet.
Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão com autorização judicial para a exploração de dispositivos eletrônicos, além de dois mandados de medidas cautelares. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste e Cuiabá.
As diligências, conduzidas pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, têm como objetivo coletar provas e aprofundar as investigações sobre a possível prática reiterada dos crimes de injúria, difamação e calúnia.
Segundo as apurações, os investigados teriam utilizado redes sociais e outras plataformas digitais para disseminar conteúdos ofensivos, expondo vítimas, abalando reputações e ampliando o alcance das ofensas no ambiente virtual.
As investigações apontam que os ataques teriam atingido diversos cidadãos, incluindo servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e municípios vizinhos, gerando preocupação diante do potencial de propagação e do impacto causado pelas publicações.
Segundo o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelas investigações, a atuação coordenada em diferentes cidades levanta a suspeita da existência de uma possível associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital, hipótese que será aprofundada no curso das investigações.
“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. Os fatos apurados serão encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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