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Cira-MT deflagra nova operação contra produtores rurais e empresários

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, nesta quarta-feira (25.3) a segunda fase da Operação Fake Export, com o objetivo de intensificar o combate à sonegação fiscal praticada por produtores rurais e administradores de empresas que ainda adotam condutas irregulares perante o fisco estadual.

Mais do que a continuidade de uma investigação, esta nova etapa reafirma o compromisso dos órgãos integrantes do Cira-MT com a promoção da justiça fiscal, da legalidade e da responsabilidade tributária.

Na primeira fase da operação, foi desvendada a atuação de uma organização criminosa estruturada para fraudar o fisco estadual. O esquema consistia na criação de empresas de fachada, emissão de documentos fiscais inidôneos e simulação de operações de exportação de grãos, conduzidas por meio das empresas investigadas SB Indústria e Comércio de Cereais (SB) e ERC Importação e Exportação de Cereais (ERC), com o objetivo de suprimir o recolhimento de ICMS.

As investigações tiveram início a partir da identificação, pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), de volumes expressivos de notas fiscais relativas a exportações fictícias. A partir desse indício, a atuação integrada da força-tarefa criminal do Cira possibilitou o avanço das apurações, revelando a utilização de empresas “noteiras”, constituídas em nome de interpostas pessoas (“laranjas”), com a finalidade de conferir aparência de legalidade às operações fraudulentas.

Os valores envolvidos são expressivos. Apenas uma das empresas investigadas movimentou R$ 86,8 milhões, sendo que R$ 42,9 milhões foram declarados como exportações sem qualquer comprovação de saída do país. Em decorrência das irregularidades apuradas, foi constituída Certidão de Dívida Ativa no valor de R$ 34,4 milhões.

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Do ponto de vista técnico, o esquema envolvia o uso indevido do Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP 6502), destinado a remessas com fim específico de exportação. O grupo utilizava esse enquadramento para justificar a não incidência tributária, sem, contudo, apresentar a documentação exigida, como registros alfandegários ou comprovantes de embarque. Na prática, as mercadorias permaneciam em território nacional e eram comercializadas internamente, configurando fraude fiscal.

Nesta segunda fase, foram realizadas intimações de 30 pessoas envolvidas nas operações investigadas, com foco nos supostos administradores das empresas e em produtores rurais que mantiveram relações comerciais com as empresas investigadas. A medida evidencia o avanço das investigações e o impacto concreto da atuação integrada na responsabilização dos envolvidos e na proteção do erário.

Para o delegado titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) Walter de Mello Fonseca Júnior, a operação demonstra a efetividade da atuação coordenada entre os órgãos de controle e persecução penal.

“Essa nova fase reforça que a atuação do Estado é contínua e estratégica no enfrentamento à sonegação fiscal. Não se trata apenas de recuperar valores, mas de desarticular estruturas criminosas que se utilizam de mecanismos sofisticados para fraudar o fisco, promovendo, ao final, um ambiente de concorrência desleal e prejuízo direto à sociedade”, destacou.

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O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrere, atuante na Promotoria de Justiça de Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária e integrante do Cira, ressaltou a importância da atuação conjunta das instituições no enfrentamento qualificado à fraude fiscal. “A integração entre os órgãos que compõem o Cira permite uma atuação mais eficiente, com compartilhamento de informações e construção de estratégias conjuntas que potencializam os resultados das investigações. Esse modelo de cooperação institucional fortalece a capacidade do Estado de identificar, responsabilizar e desarticular esquemas ilícitos de forma mais célere e eficaz”, afirmou.

Além do caráter repressivo, a Operação Fake Export também possui dimensão pedagógica e preventiva, ao conscientizar produtores rurais, empresários e demais agentes econômicos sobre a importância da regularidade fiscal, contribuindo para um ambiente de negócios mais íntegro e para o desenvolvimento econômico e social do Estado de Mato Grosso.

O Comitê é composto por representantes do Ministério Público do Estado (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/Polícia Civil – Defaz) e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), atuando de forma coordenada na repressão a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Governo de MT publica em Diário Oficial convocação de 450 aprovados para a Polícia Militar

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O Governo de Mato Grosso publicou nesta terça-feira (02.6), no Diário Oficial do Estado, a convocação de 450 candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar (PMMT) para reforçar os quadros da corporação. O chamamento foi anunciado pelo governador no dia 28 de maio. As nomeações contemplam 420 alunos-soldados e 30 alunos-oficiais, todos do cadastro de reserva dos concursos realizados em 2022.

Desde 2019 já foram convocados 1.741 profissionais para cargos efetivos na Polícia Militar. Os atos de convocação são referentes aos editais nº 003 e nº 004, organizados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

O investimento integra as ações do Programa Tolerância Zero, que visa fortalecer a segurança pública em Mato Grosso, aumentando a presença policial e intensificando o combate à criminalidade em todas as regiões do estado.

“Estamos fortalecendo a Polícia Militar porque segurança pública se faz com presença do Estado e valorização dos nossos profissionais. Esses novos convocados vão reforçar o combate à criminalidade em todas as regiões de Mato Grosso. O cidadão de bem precisa ter segurança, e o criminoso precisa entender que aqui existe tolerância zero contra o crime”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

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O secretário de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), Basílio Bezerra, destacou que a medida é fruto de planejamento financeiro e administrativo rigoroso. “Chamar esses 340 aprovados demonstra que o Governo de Mato Grosso cumpre seus compromissos e trabalha continuamente para recompor e fortalecer as forças de segurança. É mais segurança para o cidadão e mais estrutura para combater o crime organizado em Mato Grosso”.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, ressaltou que a convocação representa avanço no fortalecimento das forças de segurança e no atendimento das demandas da população mato-grossense, especialmente nos municípios do interior do Estado. Os novos policiais vão fazer a formação e atuar em oito cidades-polo.

“É o planejamento que o Governo do Estado coloca em prática para ampliar a estrutura da segurança pública. Um chamamento extremamente importante, principalmente para atender essas cidades-polo, levando mais segurança para a população”, destacou.

“Essa nova convocação reforça o compromisso e confiança que o Governo do Estado deposita na nossa gloriosa Polícia Militar, sendo mais um grandioso investimento na nossa instituição. Estamos prontos e unidos para recebermos e formarmos esses novos policiais, para que eles sejam reforços robustos para a defesa e proteção da nossa sociedade mato-grossense, com tolerância zero à criminalidade e enfrentamento direto às facções criminosas em nosso Estado”, afirma o comandante-geral da PMMT, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco.

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Conforme o edital, os candidatos deverão realizar a entrega de documentos para análise de matrícula no Curso de Formação. O comparecimento deve ocorrer na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), em Cuiabá, para os alunos-soldados. Já os alunos-oficiais deverão se apresentar na Academia de Polícia Militar Costa Verde (APMCV), em Várzea Grande, nas datas e horários definidos no cronograma oficial.

Além da entrega dos documentos, os convocados irão passar por inspeção de saúde, realizada pela Diretoria de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho Militar (DGSSTM), como etapa obrigatória para ingresso.

O ingresso na corporação ocorrerá inicialmente de forma provisória, na condição de aluno, sendo efetivado apenas após a conclusão do curso de formação, conforme previsto na legislação estadual.

A lista completa dos convocados com mais informações está disponível no anexo abaixo.

Fonte: PM MT – MT

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