POLÍCIA

Forças de segurança cumprem 73 ordens judiciais contra facção criminosa envolvida com jogo do bicho em MT

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A Polícia Civil, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a Polícia Militar, a Polícia Penal e o Sistema Socioeducativo, por meio da força-tarefa coordenada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Barra do Garças (Gaeco), deflagraram, na manhã desta quarta-feira (11.6), a Operação Game Red, para o cumprimento de ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa que atua em jogos de azar em Mato Grosso.

São cumpridas 73 ordens judiciais, sendo 31 de buscas e apreensão, 21 de quebras de sigilos de dados e 21 de bloqueio de contas bancárias.

Até o momento, 14 pessoas foram conduzidas em flagrante por jogos de azar. Foram também apreendidos R$ 22 mil em dinheiro e R$ 2 mil em cheques. Além disso, já foram identificados mais de R$ 1 milhão em movimentações financeiras.

Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá, resultado do trabalho investigativo e do enfrentamento ao crime organizado. Os mandados estão sendo cumpridos em Barra do Garças (MT) e Aragarças (GO), com apoio da delegacia regional.

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A Operação “Game Red” faz parte de investigações da equipe do Gaeco de Barra do Garças, entre os anos de 2023 e 2024, que revelou a atuação de uma facção criminosa que estava se estruturando na cidade de Barra do Garças com a exploração do “jogo do bicho”.

Além disso, eles obtinham vantagens financeiras milionárias. Os criminosos agiam com brutalidade e até praticavam crimes contra a vida a pedido dos líderes da facção.

“Eles angariavam valores oriundos das apostas e, parte desses valores, eram destinada a uma facção criminosa enraizada em nosso país, que cobra um percentual do lucro obtido pela jogatina. Isso acaba fomentando e tornando o grupo ainda mais forte sob o aspecto financeiro”, afirmou o delegado Joaquim Leitão.

O grupo de faccionados chegou a expulsar donos de “bancas” rivais que também operavam de forma ilegal na cidade. A facção passou a impor o funcionamento de uma única “banca” sob sua proteção, estabelecendo um monopólio criminoso de exploração da contravenção.

O nome da Operação “Game Red” vem da tradução “jogo vermelho”. Ela faz referência à natureza ilícita da atividade explorada (jogo de azar) e ao fato de a organização criminosa utilizar a cor vermelha como um de seus principais símbolos.

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As diligências realizadas nesta fase da operação contaram com o apoio da Polícia Civil de Barra do Garças, por meio da Central de Flagrantes, que prestou auxílio cartorário na operação, visando aprofundar a coleta de dados, desarticular a estrutura financeira da facção e responsabilizar os integrantes.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

“As investigações continuam e a população pode ajudar sempre oferecendo denúncias, na qual nós mantemos total e absoluto sigilo sobre a identidade do denunciante”, finalizou o delegado Joaquim Leitão.

*Com informações do Ministério Público

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Federal

PF deflagra operação contra crimes de ódio, ameaças e violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

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Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13/10), a Operação Aggregatio, para investigar crimes de ódio, ameaças e violência sexual contra crianças e adolescentes praticados por meio da internet. Durante a ação, foram cumpridos um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão em Jundiaí/SP.

A investigação identificou conexões entre ocorrências registradas em diferentes estados, inicialmente apuradas de forma isolada, e apontou a atuação de um investigado responsável por disseminar conteúdos extremistas em um fórum hospedado na dark web.

O ambiente virtual era utilizado para divulgar conteúdos racistas, misóginos, homotransfóbicos e de incentivo à violência sexual, além de material de abuso sexual infantojuvenil. O investigado também teria criado um blog na internet aberta para disseminar conteúdos discriminatórios e de incitação à violência contra mulheres.

Segundo as investigações, o suspeito utilizava dados pessoais de terceiros para criar endereços eletrônicos e domínios, por meio dos quais enviava ameaças e falsas denúncias, com o objetivo de atribuir a autoria das mensagens a pessoas inocentes e dificultar sua identificação.

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Entre os fatos apurados estão ameaças de morte e de violência sexual contra parlamentares e outras autoridades. A análise de equipamentos eletrônicos também revelou indícios de crimes contra crianças e adolescentes, incluindo acesso a material de abuso sexual infantojuvenil e possível preparação de arquivos para distribuição.

As investigações abrangem possíveis crimes de racismo, homotransfobia, perseguição, extorsão, denunciação caluniosa, falsa identidade e delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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